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Amor Falso Herança Verdadeira romance Capítulo 549

Nos últimos dias, os homens de Carolina não estavam seguindo apenas Bruno. Também vinham vigiando Rebeca.

Depois de levantar a relação entre os dois, passaram tudo para Carolina em segredo.

Assim que Bruno descobriu, foi direto atrás de Rebeca e Vinícius.

Ele conhecia bem os métodos de Carolina. Se aqueles dois caíssem nas mãos dela, talvez sumissem de San Elívar antes que alguém pudesse fazer qualquer coisa.

Só que Bruno não pensou em uma coisa.

Ao desobedecer Carolina, bater de frente com os próprios homens dela e salvar os dois daquela forma... o que estaria esperando por ele depois?

Às vezes, uma decisão impulsiva podia cobrar um preço alto demais.

Bruno fechou os olhos.

O medo ainda existia, mas, naquele momento, tinha sido soterrado pelo cansaço e pela dor. Antes de pensar no próximo passo, precisava respirar. Se recuperar um pouco.

Vinícius continuava olhando para ele, aflito, perguntando se não era melhor ir ao hospital.

Bruno sentiu que a preocupação do garoto era sincera. O canto de sua boca se ergueu de leve, e ele apenas fez um gesto com a mão.

— Só preciso dormir um pouco.

Não era nada. Ele era forte.

Sempre foi assim. Depois de apanhar, depois de ser punido, bastava dormir. Quando acordava, parecia que tudo já tinha passado.

— Tira a camisa.

Quando Bruno estava quase adormecendo, a voz de Rebeca soou ao lado.

Vinícius viu a caixa de primeiros socorros nas mãos dela e entendeu na hora.

Ela não tinha saído por frieza. Tinha ido buscar remédios.

— Bruno, aguenta mais um pouco. Minha irmã vai cuidar dos seus ferimentos.

Só então Bruno abriu os olhos com dificuldade.

E viu Rebeca deixando a caixa sobre a mesa, ajoelhada ao lado do sofá, bem perto dele.

Vinícius abriu espaço e, obedecendo às instruções dela, foi buscar uma bacia de água morna.

— Vai ficar só olhando?

Rebeca já tinha separado o algodão, os remédios e a pomada sobre a mesa, mas Bruno continuava parado, fitando-a.

— Para que esse escândalo? É só arranhão.

Na briga, alguém arranhou seu pescoço. O ombro também estava marcado. A dor no peito e nas escápulas provavelmente vinha das pancadas e deixaria hematomas.

Ele olhou outra vez para o próprio corpo. Os cortes recentes eram pequenos.

— Não estou falando dos machucados de hoje.

Sem pensar, Rebeca estendeu a mão e tocou de leve a lateral da cintura dele, onde várias cicatrizes longas se cruzavam de um jeito difícil de ignorar.

— Ai...

A mão dela estava fria. Bruno foi pego de surpresa e se encolheu um pouco.

Mas, ao notar a mudança estranha no olhar de Rebeca, o rosto dele fechou.

— O que tem de tão curioso? São só cicatrizes. Nunca viu?

O tom saiu seco, quase ressentido.

— Você é o Bruno. Vice-presidente do Grupo Fonseca. Quem teria coragem de te deixar assim? Você foi sequestrado? Maltratado?

Rebeca estava curiosa demais para recuar. Mesmo vendo a expressão feia no rosto dele, não largou o assunto.

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