Nuno sorriu:
— Tudo bem. Qualquer coisa, me chama.
— Tá bom. — Ayla acenou com a mão.
Mas, naquele instante, alguém apertou o botão para segurar o elevador, e uma figura entrou às pressas.
O espaço era grande, mas a pessoa fez questão de esbarrar em Ayla, quase a derrubando.
— Mafalda.
Ayla mal teve tempo de ver a mulher vestida num conjunto da Chanel quando ouviu a voz de Nuno.
Mafalda usava o cabelo preto em cachos longos e soltos. O perfume que ela usava era marcante, quase sufocante.
Ela lançou um olhar de cima abaixo em Ayla, antes de olhar diretamente para Nuno:
— Nuno, é sua nova namorada?
— Que nova namorada o quê, não inventa. Essa é minha prima, Ayla Fonseca. — Nuno respondeu com visível irritação, embora sem elevar o tom.
— Ayla? A filha bastarda do Samuel?
Mafalda inclinou a cabeça, o olhar ficou mais frio. Avaliou Ayla com mais atenção.
Ayla não respondeu. Não gostava de gente arrogante, e aquela mulher tinha claramente esbarrado nela de propósito.
— Mafalda, não fala assim. Ela é filha do meu tio, minha prima de sangue. E também é herdeira da família Fonseca.
— Herdeira da família Fonseca, e daí? Eu não sou da família Fonseca. Ela não é minha prima.
Assim que terminou a frase, Mafalda apertou o botão para fechar o elevador, impedindo qualquer nova palavra de Nuno.
Ele ainda tentou seguir, mas não teve tempo.
Com a porta fechada, o silêncio tomou conta. Mafalda não disse mais nada, e Ayla também não fez questão de conversar.
Ayla percebeu que havia uma tensão entre os dois, e que Mafalda claramente queria provocar Nuno. Mas não estava interessada em se meter nisso.
Assim que o elevador parou, Ayla saiu sem dizer nada.


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