Depois de muito hesitar, Ayla finalmente enviou uma mensagem:
"Sr. Daniel, você ainda está acordado?"
A mensagem sumiu no silêncio. Ayla ficou encarando a tela do celular por uns vinte minutos, nada de resposta.
Mas a publicação que Daniel acabara de fazer no feed indicava que ele estivera online há apenas um minuto.
Ele está conectado, só não quer responder?
Ayla na verdade não tinha grandes intenções. Mas, no meio de tantas ameaças ao redor, ela se sentia um pouco insegura.
O noivado era, para ela, uma forma de proteção.
Então, como tudo na vida, Ayla precisava tratar aquilo com estratégia. Se o outro lado não tomava iniciativa, então ela tomaria.
De repente, o celular de Ayla se acendeu. Ela achou que fosse Daniel, pegou o aparelho rapidamente, mas era uma ligação de Gustavo.
Sem querer, ela acabou atendendo ao toque. E antes que pudesse encerrar, a voz do homem já ecoava no fone:
— Lalá, você não responde minhas mensagens, ainda está brava comigo?
A voz de Gustavo era tão suave quanto sempre fora, mas agora, aos ouvidos de Ayla, soava mais repulsiva do que nunca.
Ela afastou o celular do rosto, respirou fundo e respondeu com frieza:
— Eu estava me preparando para dormir. O que você quer?
Diante da frieza dela, Gustavo teve ainda mais certeza de que Ayla estava mesmo chateada.
Só que, até então, ela sempre fora fácil de acalmar e extremamente obediente.
Por isso, o fato de Ayla pedir folga em um momento tão delicado da empresa, ainda por cima se recusar a voltar para casa, realmente surpreendeu e irritou Gustavo.
Ele decidiu dar uma lição nela, por isso não a procurou nos últimos dois dias.
Mas agora, com os prejuízos da empresa cada vez mais sérios, ele não tinha mais ânimo para bancar o orgulho. Precisava recuar.
— Sobre o que aconteceu com a mamãe e a Vera... eu admito, não pensei em como você se sentiria. A culpa foi minha. Prometo que elas não vão mais te incomodar. Papai já puniu as duas. Inclusive, elas já te pediram desculpas por celular...
Gustavo achou que estivesse ouvindo coisas.
Ayla estava mesmo pedindo ações? E ainda por cima, metade do Grupo Siqueira?
Ayla repetiu calmamente, com a mesma voz doce:
— Eu disse que quero metade das ações do Grupo Siqueira.
— Lalá, você tá brincando comigo, né?
Gustavo mal conseguia acreditar. Aquela mulher que nunca pedia nada, de repente vinha com uma proposta absurda dessas?
Ele mesmo nem possuía metade das ações do Grupo Siqueira.
— Gustavo, eu tô falando sério. Eu pensei bastante. A razão pela qual sua mãe e a Vera nunca me respeitaram, é porque eu sou irrelevante na empresa. Se eu me tornar a maior acionista, talvez elas passem a me levar a sério.
— Além disso, os investidores com quem estou negociando são muito cautelosos. Uma gerente sem peso na empresa não impõe autoridade. Mas uma acionista já é outra conversa.
Ayla falou de forma tranquila, com clareza. E por mais absurdo que parecesse, Gustavo começou a achar que ela fazia algum sentido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...
Por favor autor, para de criar teorias merabolantes, agora aparece esse irmão da Carolina poderosissimo aff! um romance vai virando uma história sem fim....
Podia liberar mais capítulos em homenagem ao dia das mães...