Nem o próprio Bruno sabia explicar por que acabava revelando pensamentos tão íntimos para alguém como Rebeca.
Mas, ao lado daquela garota, ele se sentia estranhamente à vontade.
— O Sr. Bruno vai conseguir tudo o que deseja.
A voz de Rebeca saiu baixa. Ela o olhava com atenção, e um sorriso quase imperceptível surgiu nos lábios.
Pensou ela:
"Era isso mesmo. Ninguém era inocente. Nem você, Bruno. Nem eu, que em breve faria você pagar o preço."
Ao perceber que ele tinha bebido demais, Rebeca estendeu a mão, afastou a garrafa à frente dele e serviu uma xícara de chá quente.
Entre o vapor que subia, o tom dela se tornou inesperadamente suave:
— Sr. Bruno, você já bebeu bastante. Toma um pouco de chá, vai ajudar.
Bruno a fitou com os olhos enevoados. De repente, estendeu a mão e segurou o pulso dela.
A palma estava quente demais.
Rebeca não recuou. Se deixou puxar, se inclinando levemente para a frente.
— Coelhinha... — Ele murmurou, sem perceber que deixava escapar o apelido que criou em silêncio. — Hoje você está cheia de perguntas.
— É mesmo? — Ela falou baixo. — Talvez seja porque faz tempo que não converso assim com alguém. Já está tarde. Vamos embora.
O cheiro de álcool misturado ao perfume amadeirado dele envolveu o ar. Rebeca franziu o cenho. A respiração leve passou rente ao rosto dele — sobrancelhas, nariz, canto dos lábios.
— Isso é jogo de recuar pra depois avançar? — Bruno semicerrrou os olhos. — Rebeca, eu tenho interesse em você. Não precisa me testar.
Ele parou no meio da frase, pensou por um instante, depois levantou a mão e contou nos dedos, erguendo três.
— Se você topar ir pra cama comigo, eu posso manter algo com você por... três meses. — O tom era preguiçoso, embriagado. — Mais tempo do que durou com muitas herdeiras mimadas com quem já saí. Pense nisso.
Enquanto falava, o polegar dele pressionava com força o pulso fino dela.
Rebeca não sabia mentir.
A aproximação e a resistência eram claras demais.
Diante dele, qualquer cautela ou cálculo que tentasse manter simplesmente não tinha onde se esconder.
O álcool subiu, e Bruno riu baixo.
— Se não tentar, como vai saber? — Disse ele. — Eu sou bastante sincero com as minhas mulheres.
— Fora da cama... e dentro dela também.
A última frase saiu quando ele se inclinou, esticando o corpo, e falou rente à orelha dela, parcialmente escondida pelos fios de cabelo.
Rebeca não sentia atração por Bruno. Aquele comentário carregado de insinuação apenas a deixou desconfortável.
— A sinceridade do Sr. Bruno se resume a três meses de relação?
A reação dela pegou Bruno de surpresa.
No que ele imaginava, uma garota tão inexperiente como Rebeca reagiria com vergonha ou com uma recusa meio vacilante e era justamente aí que estava a diversão.
Mas não.
Ela se mantinha firme, sem submissão nem afronta direta, como se estivesse, de fato, negociando.
Isso, ele não esperava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...
Por favor autor, para de criar teorias merabolantes, agora aparece esse irmão da Carolina poderosissimo aff! um romance vai virando uma história sem fim....
Podia liberar mais capítulos em homenagem ao dia das mães...
O livro já tá chato e ainda enrolam pra soltar os capítulos, não vou continuar. Muita enrolação....
Gente é sério isso? Um capítulo por dia. Que horror! 😱...
Quantos capítulos são no total, até finalizar tudo?...
São quantos capitulo no total? A obra finalizada tem quantos capítulos?...
Como diz que é grátis e no fim do capítulo está cobrando moedas? Não estou entendendo essa lógica libera o livro Inteiro no fim quase da história vem cobrar?...