— Eu é que queria te perguntar. O senhor saiu tão cedo, ainda por cima com mala. Será que vai viajar a trabalho?
Quando a empregada disse isso, os dois se entreolharam.
Agora há pouco, ao ver Nuno na sala de jantar, o mordomo simplesmente presumiu que havia algum compromisso já marcado.
Na noite anterior, Nuno chegou tarde. Só deixou uma ordem breve: que pela manhã preparassem algumas roupas e itens de uso diário.
Como era responsável pela rotina da família de Felipe, o mordomo sempre precisava informar ao patrão a agenda de Nuno quando ele saía de casa.
Ao ver a mala, naturalmente pensou que se tratasse de uma viagem de trabalho.
Nuno sempre foi cuidadoso com esse tipo de coisa. Costumava facilitar o trabalho de todos. Quando podia resolver algo sozinho, não gostava de incomodar a equipe.
O mordomo achou que, por mais apressado que estivesse, ele explicaria tudo antes de sair.
Mas, dessa vez, Nuno foi embora sem dizer nada.
O tempo passou aos poucos.
Quando o relógio marcou oito da manhã, a chuva continuava cada vez mais forte, sem o menor sinal de trégua.
Do alto do prédio comercial, além das janelas de vidro, o céu cinzento parecia desabar sobre a cidade, pesado a ponto de sufocar.
Mafalda estava no corredor, segurando um copo de água quente, perdida diante da chuva que escorria pelo vidro.
As gotas deslizavam uma atrás da outra, cristalinas, apertadas, como lágrimas que não encontravam fim.
— Mafalda, bom dia.
Rebeca tinha acabado de entregar alguns documentos naquele andar. Ao passar pela área de descanso e vê-la ali, parada, se aproximou para cumprimentá-la.
Mafalda virou o rosto.
O olhar estava um pouco apagado. Demorou um instante para reagir antes de forçar um sorriso.
— Bom dia.
— Achei que vocês só começassem às dez. Veio tão cedo por quê?
Rebeca percebeu que ela não parecia bem e perguntou com cuidado.
— O tempo está horrível. Não consegui dormir, então vim mais cedo.
Agora Mafalda estava hospedada perto da empresa. Era fácil chegar antes.
— Mafalda, você está com alguma coisa na cabeça? Eu sinto que... você parece triste.
Rebeca inclinou um pouco a cabeça, observando-a.
Os cílios de Mafalda tremeram. Mesmo conversando com ela, seus olhos continuavam perdidos na janela, como se a alma tivesse ficado presa lá fora, no meio da chuva.
E o mais evidente era o brilho represado em seus olhos. Lágrimas à beira de cair. Como se bastasse uma palavra errada para ela desabar.
Rebeca sabia que Mafalda era uma mulher forte.
Mesmo quando estava se quebrando por dentro, raramente deixava alguém ver sua fraqueza.
Se nem diante dela conseguia esconder, então devia ser algo sério.
— Não é nada.
Mafalda forçou outro sorriso, sem graça, e tomou dois goles de água.
Não disse mais nada.
Apenas se virou, pronta para voltar ao trabalho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...