Igor também entrou na onda:
— Pois é! A herdeira do Grupo Fonseca é uma figura de outro nível. Ia perder tempo vindo aqui pedir investimento pra gente? Melhor fazer o que a gente quer e beber mais um pouco. Aí talvez a gente feche negócio.
O Sr. Júlio até tentou passar o braço pelos ombros de Ayla, mas ela se afastou com um leve movimento lateral. Ele ainda teve a ousadia de resmungar, com desdém:
— Só tô conversando com você por educação. Não force a barra.
Ayla olhou para os três com calma, tirando de dentro da bolsa de veludo um pequeno objeto dourado.
— Imagino que os senhores reconheçam isto, não é?
Era um selo dourado, do tamanho da palma de uma mão. Gravado com o histórico centenário do Grupo Fonseca e o nome da pessoa no comando atual. No mundo dos negócios de San Elívar, era impossível não reconhecer.
— O selo dourado da herdeira do Grupo Fonseca? Isso não pode ser verdadeiro… — Murmurou uma voz hesitante.
Mas aquele selo era único. Sob a luz, emitia um brilho azul-violeta que nenhuma réplica no mercado conseguia reproduzir.
Ayla abriu a mão, e sob o foco da luminária, o selo refletiu exatamente aquele brilho inconfundível.
— Vocês não assistem aos noticiários? O Sr. Samuel realmente tinha uma filha ilegítima que herdou tudo...
— Vai ver... é ela mesma...
— Esse selo do Grupo Fonseca é feito com liga metálica exclusiva. O brilho azul-violeta serve como marca antifalsificação. Só o herdeiro verdadeiro tem um desses. Ninguém consegue copiar.
— Se ainda tiverem dúvidas, liguem agora mesmo para o departamento jurídico do Grupo Fonseca. Digam meu nome. E perguntem se me conhecem.
Ayla falou com clareza. Em seguida, tirou um gravador do bolso e apertou o play.

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