— E se for menino?
Ayla tocou de leve o nariz alto de Daniel.
— Vai puxar a você. Alto, bonito... e com essa ternura escondida que dá vontade de guardar perto do peito.
Daniel respondeu:
— Se for menino, também tem que parecer com você. Meninos que puxam à mãe costumam ser mais bonitos. E mais inteligentes.
Ayla mordeu o lábio, mas não conseguiu esconder o sorriso que subiu ao canto da boca.
— Nem tente. Eu percebo quando você só está me elogiando.
— Estou dizendo a verdade.
De repente, Ayla franziu a testa.
Um pequeno som escapou dela.
Daniel congelou na hora.
Até a respiração ficou presa.
— O que foi? Você está sentindo alguma coisa? É o bebê... ele chutou?
— Eu senti agora. Parece que o bebê se mexeu!
Uma surpresa luminosa atravessou os olhos de Daniel.
A voz dele veio tensa, ansiosa sem que percebesse:
— Sério? E agora?
— Agora... acho que ficou com medo do papai e não ousa mais se mexer.
— O quê?
Ayla viu Daniel encarando seu ventre como se enfrentasse um grande inimigo e não conseguiu segurar a vontade de rir.
— Estou brincando com você.
Daniel ficou um pouco constrangido.
Mas a ternura nos olhos dele só ficou mais funda.
Ele se inclinou outra vez e encostou o ouvido com cuidado no baixo-ventre dela, fechando os olhos, ouvindo por muito tempo.
O quarto ficou quieto.
Só havia a respiração dos dois, misturada no silêncio.
— Daniel, que tal você escolher um nome para o bebê?
Ayla falou baixinho, enrolando distraída uma mecha do cabelo dele entre os dedos.
Daniel respondeu:
— Mas ainda não sabemos se é menino ou menina.
— Podemos pensar em dois primeiro.
Ayla se animou.
— Um de menino e um de menina.
Daniel pensou por alguns segundos.
Então se endireitou, sério de repente, como se estivesse diante de uma decisão gigantesca.
Depois de pensar por um momento, Daniel falou devagar:
Ayla se aconchegou no peito dele.
— Bebê, ouviu? Seu pai já escolheu seus nomes. Então você precisa ser bonzinho e vir nos encontrar em paz, com saúde.
Não disse nada. Mas a felicidade que lhe enchia o peito era grande demais para caber em palavras.
Eles ainda teriam uma longa estrada pela frente.
Ele ainda veria o próprio filho crescer.
Mesmo assim, se morresse naquele instante, não partiria com arrependimentos.
Do lado de fora, a noite se aprofundava.
As luzes da vila antiga se apagavam uma a uma, e o burburinho das ruas, pouco a pouco, se recolhia ao silêncio.
Dentro do quarto, a luz suave envolvia os dois corpos abraçados, desenhando junto à janela uma sombra quieta, quase doméstica, cheia de calor.
Só que aquela paz durou pouco.
Uma ligação a quebrou.
Era a recepção.
Mais cedo, Daniel deixou uma gorjeta generosa e pediu que avisassem imediatamente caso Luís voltasse.
— Entendi.
Daniel desligou.
Mas sua expressão ficou pesada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...