Ayla perguntou na mesma hora:
— O que foi? Luís voltou?
— A recepção disse que viu Luís entrar no saguão do hotel.
Daniel assentiu.
— Mas ele não voltou para o quarto. Atendeu uma ligação no saguão, virou-se e saiu às pressas. Depois entrou em um ônibus que parou na porta do hotel.
— Ônibus?
Ayla percebeu algo errado.
— Ônibus para onde?
Àquela altura, Luís também devia saber que estava metido em perigo até o pescoço.
Será que queria fugir sozinho?
— Segundo a recepção, é um ônibus para a região rural. Passa a cada meia hora e para em alguns pontos turísticos e vilarejos no caminho.
Daniel ainda nem acabou de falar, e Ayla já se levantou.
— Não podemos deixar Luís fugir. Ele está em perigo.
Daniel segurou o braço dela.
Queria impedi-la.
Mas também sabia que, se não fossem atrás de Luís agora, talvez perdessem a última chance.
O reforço ainda estava a caminho.
E deixar Ayla sozinha ali era algo que ele aceitava ainda menos.
— Nada de agir por impulso. Nada de se precipitar. Nada de entrar em risco sem pensar.
Daniel conhecia Ayla bem demais. Depois de chegar tão longe, ela jamais aceitaria desistir.
Por isso, só pôde reforçar o aviso. Desta vez, a voz dele veio ainda mais grave.
— Está bem.
Ayla concordou depressa.
Os dois desceram rápido.
Mas, quando chegaram à entrada do hotel, ainda assim foi tarde por um passo.
O ônibus acabava de partir. As lanternas traseiras se afastavam pouco a pouco na noite.
Daniel parou imediatamente um táxi que acabou de deixar passageiros na porta.
Abriu a porta e disse ao motorista, com urgência:
— Senhor, siga aquele ônibus à frente.
O motorista era um homem de meia-idade.
Pelo retrovisor, olhou uma vez para os rostos tensos dos dois. Não fez perguntas.
Apenas assentiu, pisou no acelerador e foi atrás.
A noite já estava funda.
A estrada que levava para fora da vila turística quase não tinha movimento.
Quando se virou, Ayla finalmente percebeu.
Ao lado de Luís, havia um homem de moletom verde camuflado e gorro preto.
Uma fileira à frente, na diagonal, outro homem usava o mesmo tipo de moletom e também um gorro escuro.
O homem ao lado de Luís mantinha um braço largado no encosto do banco, aparentemente à vontade.
Mas havia controle naquele gesto.
Luís, por sua vez, estava rígido demais.
Sentado reto, sem se mexer. Os olhos cheios de inquietação.
Assim que se sentaram, Daniel se inclinou ligeiramente para Ayla e falou junto ao ouvido dela:
— Ele está sob controle.
A voz era baixa o bastante para morrer entre os dois.
— Não sabemos quantos deles há no ônibus. Nada de agir agora.
Enquanto dizia isso, Daniel tirou o celular do bolso, pronto para entrar em contato com o lado de fora.
Com o aviso dele, Ayla também começou a notar o peso estranho dentro do ônibus.
Os dois homens, um ao lado de Luís e outro à frente dele, pareciam atentos demais.
Os olhos sempre voltavam para Luís.
De tempos em tempos, varriam os outros passageiros.
E cada olhar vinha carregado de ameaça.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...