Só não imaginava que, no fim, o peão descartado seria ele.
Sem qualquer aviso, Carolina bloqueou todos os cartões e ativos aos quais Bruno tinha acesso. O capital dos negócios que administrava para ela ficou preso, sem previsão de retorno, e as dívidas logo começariam a se acumular.
Quando tudo desabasse, seria Bruno a carregar a culpa.
Ele precisava descobrir, com urgência, o que acontecia do lado de Ayla. Mas, se fosse direto até ela, dificilmente receberia qualquer ajuda.
Só restava Rebeca.
Bruno já chegava ao terceiro drinque quando ela apareceu no bar.
— Tem uma sala reservada? Quero um lugar mais tranquilo. — Rebeca foi direto ao ponto assim que chegou.
Sentado diante do balcão, Bruno a mediu com os olhos semicerrados antes de indicar a presença dela ao garçom com um movimento do queixo.
Pouco depois, a porta de uma sala privativa se fechou atrás dos dois, abafando o tumulto do bar. O silêncio que restou não trouxe conforto algum. Pelo contrário, deixou o ar ainda mais frio.
Foi então que Bruno notou a marca avermelhada no pulso de Rebeca.
— Ainda dói? — Seu olhar se demorou sobre o corte.
O gesto dela naquela noite realmente o assustou. Rebeca deixou claro que preferia morrer a aceitar qualquer envolvimento com ele.
A verdade era que aquilo o atingiu em cheio.
— Sr. Bruno, o senhor só pode estar brincando. Uma ferida que já cicatrizou não dói. — Rebeca respondeu sem emoção.
— A minha dói. — Bruno soltou um suspiro, mas o sorriso no canto da boca transformou a confissão em provocação.
A lâmina mal rompeu a pele, e o corte cicatrizou rápido. Ainda assim, a dor que sentiu ao olhar para aquela marca não era fingimento.
Rebeca não escondeu o desagrado e cortou o assunto.
— Sr. Bruno, o senhor não me chamou aqui para falar disso.
— E por que acha que eu chamei você? — Bruno devolveu a pergunta sem nenhuma pressa.
— Carolina. O senhor quer saber onde sua mãe está, não quer? — Rebeca foi direto ao ponto.
— Então veio até aqui só para me contar?
— Rebeca, não basta me ver cair? Precisa também me destruir por dentro?
— Sr. Bruno, só estou pensando no seu bem. — Rebeca suavizou a voz.
Ela também se inclinou sobre a mesa. Dessa vez, foi Rebeca quem encurtou a distância entre os dois.
— Não quero que, depois de tantos anos sendo manipulado, o senhor ainda termine pagando a conta no lugar da própria inimiga. Além disso, o senhor me ajudou tantas vezes. Isso não deixa de ser uma forma de retribuir, não acha?
A voz saiu leve, quase doce, mas cada palavra se cravou no peito de Bruno, afiada e impiedosa.
— Mimha... inimiga?
Os olhos de Bruno se tingiram de vermelho, e uma veia saltou em sua testa.
— Sim. Sua inimiga. O senhor nunca deixou de desconfiar, deixou? Foi Carolina quem matou seus pais. — Rebeca o contemplou com uma compaixão cuidadosamente ensaiada.
A garganta de Bruno se fechou.
A verdade da qual fugiu por tantos anos finalmente o alcançou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...