— E o que mais seria?
Bruno chegou ao sofá e praticamente desabou sobre ele.
Só quando afundou nas almofadas macias pareceu respirar um pouco melhor.
— Eu não sei cozinhar. E ainda preciso ir até o portão buscar a entrega. Dá trabalho.
— Então por que não contratou alguém? Também ficou sem dinheiro para pagar quem cuide de você?
— Porque eu quis assim.
Bruno respondeu como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ainda assim, Rebeca percebeu, por trás daquela indiferença, uma ponta de orgulho que ele tentava esconder.
— Você trocou os curativos?
Ela deixou sobre a mesa as frutas e os suplementos que trouxe e se aproximou do sofá.
— Troquei.
Bruno respondeu de olhos fechados, com a habitual preguiça na voz.
— Sozinho?
— Uhum.
Rebeca se calou. Com tantos ferimentos espalhados pelo corpo, trocar os próprios curativos...
Ela quase conseguia imaginar a dificuldade.
— O que quer comer?
— Nada em especial. Mas...
Bruno abriu os olhos de repente, e um sorriso enviesado surgiu no canto de seus lábios.
— Se estiver com vontade de preparar alguma coisa nutritiva, não vou reclamar.
Rebeca não discutiu.
— Tudo bem. Vou ver o que consigo fazer.
Em seguida, se virou e entrou na cozinha.
A geladeira estava praticamente vazia. Havia apenas algumas garrafas de água e poucos ovos. Nos armários, ao menos encontrou arroz, macarrão e alguns mantimentos secos.
Ela amarrou o avental com destreza e começou a lavar o arroz. Depois, tirou da sacola a costelinha e os legumes que comprou naquela manhã. Prepararia um caldo leve de arroz e mais dois pratos simples.
Na sala, Bruno escutava os ruídos discretos que vinham da cozinha.
O murmúrio da água corrente, o ritmo da faca contra a tábua, o tilintar claro das panelas.
Pouco a pouco, aqueles sons cotidianos aqueceram a solidão da casa nova.
O olhar de Bruno se tornou mais intenso, atento ao que ela não dizia.
— E por que mais eu viria?
Rebeca devolveu a pergunta. Depois de uma breve pausa, acrescentou:
— Bruno, nós nunca nos demos bem. Mas, depois do que aconteceu... podemos deixar tudo aquilo para trás.
— Deixar para trás? Então não guarda mais rancor de mim?
Bruno a fitou por alguns segundos antes de perguntar.
Rebeca não lhe deu uma resposta clara. Apenas empurrou a tigela um pouco mais para perto dele.
— Ayla disse que, quando você se recuperar, pode voltar ao Grupo Fonseca se quiser. As portas continuam abertas para você.
As provas decisivas para a condenação de Carolina vieram de Bruno. Embora ele também se envolvesse em parte nas ações dela, bastava Ayla não exigir que respondesse por isso para que saísse daquela história sem sofrer outras consequências.
Nada o impedia de continuar no Grupo Fonseca.
— Não foi isso que eu perguntei.
Bruno não permitiu que ela escapasse por outro caminho.
— Você ainda guarda rancor de mim?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...