As pupilas de Enzo estremeceram. Ele voltou a encará-la, tomado por um assombro que não conseguiu esconder.
— Isadora.
Pela primeira vez, seu nome surgiu sozinho nos lábios dele, sem título, sem a distância respeitosa de sempre.
— O que significou aquele beijo?
Isadora se preparava para sair, mas seus passos pararam.
Quando se virou, Enzo já vinha em sua direção. Ele se inclinou sobre ela e, com o próprio corpo, a cercou junto à porta.
Devagar, ergueu uma das mãos, segurou seu pulso e o pressionou contra a parede.
Sua palma queimava. A força não chegava a machucar, mas também não oferecia espaço para fuga.
As respirações se misturaram.
O hálito carregado de álcool voltou a envolver Isadora. Ela entreabriu os lábios, mas nenhuma palavra chegou a nascer.
Enzo cobriu sua boca com um beijo ardente.
Não foi o toque breve e impulsivo da varanda.
Dessa vez, ele a beijou fundo, como se buscasse naquela intimidade a resposta que ela não conseguiu lhe dar em palavras.
Um zumbido atravessou a cabeça de Isadora e apagou qualquer pensamento.
Ela não resistiu.
A tensão que marcou suas sobrancelhas por um instante se desfez aos poucos. O beijo de Enzo começou urgente, com uma inexperiência quase impaciente, mas logo encontrou seu próprio ritmo. A hesitação cedeu lugar a uma demora quente, envolvente, que aprendia cada reação dela enquanto avançava.
As roupas logo se transformaram num obstáculo incômodo.
Nenhum dos dois saberia dizer quem primeiro cruzou aquela nova fronteira. Quando perceberam, as peças que usavam já estavam espalhadas pelo chão.
O desejo os conduziu sem freios até a cama.
Só quando o colchão cedeu sob seus corpos Enzo pareceu despertar do próprio delírio. Ele interrompeu o movimento e permaneceu sobre ela, a respiração pesada, os olhos ainda cobertos pela névoa do álcool.
— Srta. Isadora...
Isadora, porém, parecia tão embriagada por aquela vertigem quanto ele.
Antes que Enzo recuasse, ela passou os braços por seu pescoço e voltou a beijá-lo. Não precisou dizer mais nada.
Aquele gesto respondeu a todas as perguntas.
As mãos de Enzo eram grandes, com dedos longos e uma camada fina de calos que tornava seu toque inesperadamente áspero. Seu corpo ardia contra o dela.
Ainda assim, ele foi gentil.
Tão gentil que cada carícia parecia pedir licença mesmo depois da resposta que ela já lhe deu.
O tempo perdeu forma ao redor dos dois.
De repente, a campainha tocou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...