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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 128

"Carmem"

Eu abri os olhos sentindo a minha cabeça leve como uma pluma e o meu corpo pesado como uma bigorna. Mas o meu primeiro pensamento foi o que aquele demônio do Matheus estava fazendo no meu quarto que estava outra vez impregnado com o perfume dele? Eu farejei o ar e olhei ao redor, não era possível que eu estivesse tão obcecada assim com aquele demônio! E desde que ele e aquela namoradinha fizeram aquele show acústico pra mim tinha ficado pior, eu só conseguia pensar no que seria aquele demônio na cama.

- Esquece isso, Carmem, e foca nos seus problemas! - Eu murmurei para mim mesma.

Eu tinha um problema maior do que pensar no quanto aquele demônio andava perturbando a minha cabeça, eu tinha cochilado e estava atrasada. Eu olhei para o lado e a inútil da Berta estava dormindo e roncando ainda. Então eu peguei o celular para olhar as horas e saber se aquele garoto imprestável já tinha chegado. Mas quando eu vi as horas eu não consegui me controlar.

- O QUÊ?! - Eu dei um grito e a inútil se moveu na poltrona ao lado da minha com um grunhido ininteligível. - ACORDA, INÚTIL!

Eu a sacudi, mas ela empurrou a minha mão e resmungou qualquer coisa. Ela só podia estar sob o efeito do remédio ainda, mas como eu tinha dormido tanto? Não podia ser já eram sete horas da noite! Aquele chá realmente era um calmante poderoso. Eu olhei outra vez a xícara, senti o cheiro e de fato era erva cidreira.

Eu devia estar muito cansada, mas, também, sonhei a noite inteira que aquele demônio gostoso do Matheus Bittencourt me tirava desse celibato injusto que eu estava vivendo. Ainda bem que ninguém podia ler pensamentos, porque era cada pensamento impuro na minha cabeça, que deixaria uma prostituta com vergonha. Ai, será que aquele demônio era tão bom na vida real quanto era nos meus pesadelos mais deliciosos? Ele e o meu amado genro juntos então deviam fazer o inferno valer a pena!

- Foco, Carmem! Você tinha uma missão hoje e perdeu o dia porque passou a noite ocupada com aquele... aaaiii... - Eu respirei fundo e olhei para a xícara mais uma vez decidindo que foi chá, só podia ser o chá! Mas isso nunca tinha acontecido comigo, aquela erva cidreira devia ser realmente forte. Eu não tomaria esse chá nunca mais!

- Inútil! Acorda, inútil! - Eu precisei sacudir a Berta mais algumas vezes e já estava pensando em jogar um copo de água fria no rosto dela, mas ela despertou, com os olhos semi cerrados, meio confusa e quando me olhou piscou várias vezes.

- O que foi, Urtiguinha? Acabou o terço? - Ela realmente não tinha idéia do que a tinha atingido e eu dei um sorrisinho vitorioso.

Eu tinha desmaiado o elefante, mas o problema foi que eu desmaiei também, o que me deixou irritada, eu nunca fui uma mulher de dormir durante o dia, mas depois daqueles dias no maldito hospital a minha vida estava uma completa bagunça.

- Sabe que horas são, Inútil? Sete da noite! E você aí dormindo como uma porca gorda! - Eu reclamei e ela olhou para um lado, olhou para o outro.

- E o que você fez esse tempo todo? - Ela me perguntou e eu sorri. Não daria a ela a satisfação de saber que eu tinha dormido.

- Escutei você roncar! Atrapalhou que eu assistisse meus programas de TV! - Eu cruzei os braços. - Agora vai, vai ver com a Cândida se o jantar está pronto. Eu vou tomar um banho e já vou descer.

A Berta pegou o tricô, a bandeja e saiu do quarto. Assim que ela saiu eu tranquei a porta e peguei o celular, liguei primeiro para aquele garoto imprestável, mas não atendeu, foi direto para a caixa de mensagens. Depois eu liguei para o José Miguel, mas também foi direto para a caixa de mensagens. Mas o que diabos estava acontecendo? Ninguém me atendia! Eu precisava saber do José Miguel, desde aquele maldito dia ele não veio mais em casa. E precisava remarcar com aquele garoto imbecil também. Mas pelo visto eu teria que esperar e eu odiava espoerar.

Eu fui para o banheiro e quando vi o meu reflexo no espelho eu tive vontade de gritar, meu cabelo estava um desastre, e minha pele estava toda vermelha daquela coceira que eu tive de manhã. Felizmente tinha passado, aquilo foi irritante. Talvez a inútil da Berta tivesse razão e eu estivesse coçando porque estava muito estressada, afinal, depois do cochilo involuntário da tarde a coceira sumiu. Bem tudo o que eu precisava agora era tomar um bom banho.

Eu tirei a roupa e entrei no chuveiro, conferi os vidros de shampoo e condicionador e estavam cheios, eram os novos que eu mandei a inútil substituir. O sabonete também parecia novo, então eu tomaria um banho relaxante. Lavei o cabelo e quando comecei a passar o sabonete, ele simplesmente não fazia espuma. Não era possível!

- Urtiguinha, assim você magoa o meu coração! Como você tem coragem de falar assim comigo depois que nós tiramos o cochilinho da tarde juntas hoje? Porque a Candinha me contou que passou na porta do quarto e te viu cochilando.

- Eu não tirei cochilinho! - Eu bufei. - E nunca mais me dê aquele maldito chá de erva cidreira, sua inútil.

A Berta abaixou a cabeça e eu a ouvi murmurando ou cantarolando, sei lá.

- O que disse? - Eu perguntei.

- Só lembrei de uma musiquinha. - A Berta sorriu.

- Que musiquinha? - Eu não devia, mas eu perguntei enquanto coçava.

- "Inútil... a gente somos inútil..." - A Berta e a Candinha caíram na risada.

- SUAS... SUAS... SUAS... AAARRRG! - Eu peguei o garfo e tentei alcançar o máximo as minhas costas para coçar, essa coçeira e essas duas velhas inúteis iriam me enlouquecer!

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