Entrar Via

Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 141

"Eva"

Eu estava apoiada na janela e os meus olhos estavam fixos na minha mala que o Elias deixou no canto do quarto de hóspedes na casa deles quando chegamos. Tomar a decisão de sumir foi doloroso, mas era menos doloroso do que ficar e esperar que o José Miguel rejeitasse cruelmente a mim e ao meu filho, o filho que eu nem sabia que crescia dentro de mim. Eu estava completamente atordoada, magoada, completamente cega de raiva e tristeza, como ele podia pensar que eu o enganaria, que eu estava com ele pelo dinheiro?

E o pior, ver a raiva do José Miguel naquele vídeo me doeu, mas tanto quanto me doeu descobrir a traição da Gabriele, isso tinha sido um so-co no estômago. Como ela pôde mentir para mim assim? De novo! Outra vez porque um namorado pediu e ela ignorava a nossa amizade de uma vida inteira.

Talvez eu estivesse sendo covarde, mas seria melhor assim, eu não poderia suportar que o José Miguel olhasse nos meus olhos e dissesse aquelas coisas, com toda aquela raiva. Eu sabia que deveria ter ficado e enfrentado, mas a fuga era a minha proteção, me esconder era o que eu fazia para não ser ferida, desde criança, quando o Domani me caçava pela casa para me agredir, eu me escondia, me encolhia no canto mais escuro e rezava para que ele não me encontrasse, para que ele não me ferisse, não apenas com os golpes, mas também com as palavras que doíam ainda mais.

- Eva, você tem certeza de que vir pra cá é o melhor? - O Elias falou baixo, com a voz tensa.

Meus olhos pousaram no meu irmão que estava apoiado no batente da porta daquele quarto que ficava a quilômetros de distância do José Miguel. A presença do meu irmão, sempre protetora e preocupada, pairando sobre mim, ansiando para lutar as minhas batalhas, mas se contendo para não atropelar a minha vontade, era um lembrete de que eu estava apenas me escondendo para evitar o que parecia inevitável, a dor. Mas o Elias sequer sabia o que tinha acontecido.

- Ele pensa que eu o traí, que eu sou uma interesseira, que eu estou tentando prendê-lo a mim com uma mentira. - Eu funguei e dei uma risada amarga. - Ele me odeia.

- Minha irmã, vem, senta aqui, me conta o que aconteceu. - O Elias segurou o meu pulso ternamente e me puxou para a cama. - Por que você está fugindo? Eva, você não é uma covarde.

- Eu estou grávida. - Eu falei de cabeça baixa e dei a ele os minutos necessários para que ele absorvesse e explodisse me acusando de irresponsável e inconsequente. Mas ao invés disso ele segurou a minha mão ternamente.

- Tem certeza? - Ele perguntou devagar.

- Sim. Eu fiz os exames admissionais para a empresa. Um deles foi o gestacional.

Eu levantei os olhos e encontrei os do meu irmão, não havia julgamento nos olhos dele, ele apenas esperou que eu falasse. Então eu contei tudo, porque eu precisava falar, porque eu precisava que alguém me ouvisse, porque eu precisava de apoio. Ao final ele respirou fundo.

- Vou te colocar as coisas de outro ponto de vista. - O Elias respirou fundo e escolheu as palavras antes de continuar. - Se a Rochele tivesse dito que tinha ficado grávida logo que nos conhecemos, você acreditaria ou você me aconselharia a fazer um exame de DNA?

- Eu te aconselharia a levar aquela patricinha de araque a um médico de confiança e, se a gravidez fosse confirmada, eu te aconselharia a fazer um DNA, em qualquer tempo que ela te dissesse estar grávida. - Eu bufei. - Mas eu entendo o que você quer dizer. Só que... você entende que ele tirou conclusões antes de falar comigo? Que ele já decidiu que não é o pai dessa criança?

- Eu entendo a sua mágoa porque você nunca faria isso, você nunca armaria algo tão baixo e, principalmente, porque eu sei que você o ama. E é justamente porque eu sei disso que eu estou te perguntando, não vale a pena enfrentar e explicar a ele, fazer um DNA se ele quiser? Talvez tudo seja um mal entendido idiota, Evita. Você também não pode invalidar o que ele sente.

- Você sabe o quanto é doloroso a pessoa que a gente ama não confiar na gente o suficiente para perguntar antes de julgar? - Eu o encarei.

- E você está devolvendo na mesma moeda. - Ele me olhou como se eu fosse uma criança tola. - E agora eu te pergunto, você vai negar ao seu filho o direito de ter um pai?

- Grande porcaria ter um pai! - Eu respondi indignada. - Olha para o homem que doou o material genético pra gente. Serviu de alguma coisa ter um pai?

- Ela mentiu... - Eu nem tive tempo de concluir.

- Ela deve ter uma boa explicação, ela não te trairia assim, talvez ela nem saiba porque o Bittencourt a pediu para mentir. - Ele plantou a idéia na minha cabeça, ele era bom em me fazer pensar, desde sempre.

- Talvez você precise de uma boa noite de sono, mas antes você certamente precisa de uma refeição quentinha. Vem, vamos comer, eu fiz o jantar e nem pense em dizer não, você precisa cuidar da saúde do meu sobrinho ou sobrinha. - O Elias se levantou da cama e me ofereceu a mão.

Eu sabia que ele estava certo, eu não tinha fome, mas eu precisava me cuidar de agora em diante. Mas eu também sabia que aquele idiota estava certo sobre outras coisas e talvez eu só precisasse de um pouco de tempo para ganhar coragem e voltar para encarar a situação e ter força para resistir ao desprezo do homem que eu amava.

N.A.:

Olá, queridos... como estão?

Hoje temos dois capítulos, mas com um carinho especial porque olhem quem passou por esse capítulo hoje, nossa queridíssima Melissa! E ainda ameaçando ralar a Salma todinha! Jeitinho Melissa de ser. E a diva master não vai parar por aí.

Vou dar spoiler pra vocês. Amanhã o José Miguel vai incorporar "o vingador" e vai começar a colocar cada qual no seu quadrado. Acho que vocês vão gostar do que vem por aí. Ah, sabem a primeira parte do diário? "Buemba, buemba!" O danado vai aparecer! Como um bom mineiro diz, "vai ispiano aí, fi, pro ce vê o pau caí a foia!"

Beijo no coração, meus lindos!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe