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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu pensei que o Anderson estivesse me levando pra casa, porque estávamos na região do apartamento... o meu apartamento. Mas ele entrou na garagem de um prédio diferente.

- Onde estamos? - Eu perguntei quando ele estacionou.

- O Flávio tem um apartamento aqui e ele me emprestou por essa noite porque eu não queria te levar para um lugar qualquer. Eu queria te levar para um lugar onde você ficasse à vontade e não se sentisse pressionada a nada. - Ele se virou para mim ainda dentro do carro e segurou a minha mão. - Ferinha, eu só quero passar um tempo com você, só nós dois, conversar, ter a sua companhia do jeito que for. Você não é obrigada a nada, nem a aceitar passar esse tempo comigo. E se você quiser, eu posso te levar pra casa agora mesmo.

- Eu não quero ir pra casa. Eu quero passar esse tempo com você. E eu quero ver a minha surpresa. - Eu sorri de ansiedade e nervosismo.

- Então por que você está tremendo? - Ele me olhou bem sério.

- Porque eu não sei o que fazer. - Eu fechei os olhos e respondi sem pensar.

- Eu sei o que fazer. - Ele saiu do carro, deu a volta, abriu a porta pra mim e me ofereceu a mão. - Vem, eu vou te mostrar o que nós vamos fazer.

Meu coração disparou no peito, mas eu achei melhor deixar que ele seguisse o plano, afinal ele sabia o que fazer, ele mesmo disse. Eu segurei a mão dele e saí do carro. Eu não ia mais pensar, eu o deixaria me conduzir pelo resto da noite.

Nós subimos em silêncio no elevador e antes de abrir a porta ele me deu mais uma olhada. Então ele abriu. A surpresa me atingiu em quase todos os sentidos. A primeira coisa que chegou a mim foi a música, baladas românticas que nós costumávamos ouvir juntos.

E então eu vi o lugar. Era um apartamento aconchegante e claramente tinha sido preparado para esta noite. Havia uma trilha de papel pelo chão que contava a nossa história até ali, cada pequena coisa desde o dia em que ele me viu pela primeira vez no bar até me reencontrar na fase rebelde e me ajudar a me reencontrar. Eu fui passando por cada página com lágrimas nos olhos, aquilo deve ter demorado muito para ser feito.

Um enorme sofá que tomava conta da parede oposta a porta e um tapete felpudo cobria o chão. A mesinha de centro tinha sido afastada para o lado e sobre ela tinha vários petiscos, torradinhas e patês, sucos e refrigerantes, bombons e até um pequeno bolo de aniversário cor de rosa com pequenos algodões doces no topo. Sobre o tapete várias almofadas coloridas e macias estavam espalhadas como se formassem um ninho aconchegante.

Eu dei mais alguns passos pela sala, ilumidada com luzes indiretas douradas e senti o perfume doce e suave que se espalhava no ambiente vindo de um difusor no canto, era como marshmallow, baunilha e cereja.

Na parede havia um mural com várias fotos nossas com datas e sob cada uma ele escreveu uma frase sobre aquele momento, sobre como o sol fazia o meu cabelo brilhar ou como eu franzia o nariz enquanto debatia um problema de matemática ou como ele adorava que meus dedos trançassem os dele enquanto estávamos sentados na praça que sempre íamos.

Então eu olhei para o teto e vi a galáxia projetada, era hipnotizante, como se o mundo lá fora não existisse mais e só restasse nós dois no nosso pequeno mundinho.

Ele me puxou para me sentar com ele entre as almofadas confortáveis. Eu me senti uma odalisca numa tenda, como aquelas histórias de princesas árabes.

- Aqui está o seu presente. - Ele pegou uma mochila de couro marrom no canto da sala e me entregou.

Era uma mochila de couro linda e estilosa, em couro marrom e ferragens douradas. Tinha um tag de couro com o meu nome gravado e o peso dela indicava que não estava vazia. Eu dei uma olhada para ele surpresa e ele me incentivou a abrir. Dentro tinha uma câmera digital e um caderno com a capa de couro.

- Não está embrulhado, Gi, porque liberdade não se embrulha. Você quis tanto a liberdade e agora você tem. A mochila é resistente e pode te acompanhar em todas as suas aventuras, seja saindo pelo mundo como você planejou um dia ou ficando aqui comigo para ir para aquela faculdade como nós planejamos juntos. E a máquina fotográfica é para você eternizar cada passo dessa liberdade, sendo realmente livre, sem precisar estar conectada a um celular que te conecta com o mundo. Foi uma jornada incrível ao seu lado até aqui e vai sair ainda melhor daqui para frente, mas o meu amor não te prende ao meu lado, ele te dá asas e a certeza de que eu vou esperar por você a vida inteira.

- E o caderno? - Eu perguntei enquanto secava uma lágrima teimosa no canto do olho.

- O caderno é para que nós possamos começar a escrever o nosso livro. Até aqui nós fizemos um rescunho, Gi. Daqui pra frente nós vamos escrever a nossa história de verdade. Porque agora nós já temos certeza de quem somos, do que queremos e que esse amor que eu sinto por você e você sente por mim é capaz de passar por tudo e tem paciência suficiente para esperar pelo tempo um do outro. Seus pais te deram a segurança de um lar, eu estou te dando a mochila e a câmera para você ir lá fora e mostrar ao mundo quem você é, do seu jeito, sem medo e com a decisão na palma da sua mão e de ninguém mais.

Quando ele terminou de falar eu já estava deixando as lágrimas caírem. Era muito precioso o que ele me deu, as nossas memórias compartilhadas e o incentivo para desbravar o futuro e viver do meu jeito. Ele estava me convidando a me descobrir, ele estava me oferecendo o "ser" e isso era inestimável.

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