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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Assim que entramos no carro e as portas se fecharam, o Anderson apoiou a cabeça no encosto do banco, o silêncio que se instalou dentro do veículo não era mais de angústia ou ansiedade, mas o do alívio de uma promessa silenciosa de dias melhores.

- Parece que você foi dispensado do papel de pai substituto. Você não tem que cuidar de ninguém mais, só de si mesmo. Como você se sente com isso? - Eu perguntei, ansiosa para saber o que se passava na cabeça dele.

- Você está enganada, Ferina. - Ele me encarou, a resposta dele me fez temer que ele nunca fosse conseguir soltar a corda de uma responsabilidade que já não existia mais. - Eu tenho que cuidar de mim mesmo, mas eu também tenho que cuidar de você. E você cuida de mim. Isso é pra vida toda, Ferinha. Você disse que seria assim. Mas isso, me enche de alegria e me completa. - Ele me puxou para um abraço. - Eu te amo, Gi. Obrigada por tudo o que você fez.

Uma alegria aqueceu o meu coração e me encheu de uma energia vibrante.

- Eu cuido de você, você cuida de mim. - Eu sorri e olhei para o rosto bonito dele. - Eu prefiro assim, Gracinha.

- É?! Que bom! Eu também! - Ele sorriu e me deu um beijo. - Eu vou cuidar de você, Gi, sempre. Vou te mimar, fazer qualquer coisa pra ver feliz e, te prometo, nós não vamos mais brigar.

- Eu não gostei de ficar sem você, Anderson. Eu morri mil vezes pensando que você tinha me deixado.

- Minha Ferinha linda, eu também não vivo sem você.

Ele me beijou outra vez, outro beijo rápido, daqueles que não matava a saudade que eu ainda sentia de nós dois. Quando ele me soltou, muito antes do que eu gostaria, eu me ajeitei no banco.

- E agora, Gracinha? - Eu perguntei ainda ajustando o cinto de segurança.

- Agora nós vamos pra casa, Ferinha. - Ele colocou os óculos escuros e deu partida no carro com aquele sorriso que parecia brilhar mais que o sol da manhã.

Nós fomos para o meu prédio e quando ele abriu a porta do carro na garagem para que eu saísse, ele me puxou pela cintura ali mesmo, sob as luzes da garagem, prensando as minhas costas de leve contra a porta do carro.

Os olhos dele, que passaram o início da manhã focados em desculpas e dramas familiares, agora estavam brilhando com uma intensidade que fez o meu estômago dar voltas. A mão dele subiu pela minha nuca, os dedos se enroscando no meu cabelo com uma urgência que me fez perder o fôlego.

- Você está muito cansada, Ferinha? - Ele perguntou, com os lábios roçando os meus levemente.

- Eu estava, mas toda essa agitação me despertou. Por quê? Você tem alguma ideia interessante? - Eu quis saber e escutei a sua risadinha maliciosa, aquela baixa, que praticamente declara: "você não perde por esperar".

- O Bonfim estava coberto de razão. - Ele sussurrou contra os meus lábios, a voz rouca, fazendo aqueles milhares de asas baterem no meu estômago. - A gente conversou, a gente se perdoou... mas eu ainda não fiz as coisas direito com você, Ferinha.

- E o que seria fazer as coisas direito, Gracinha? - Eu o provoquei em um sussurro, sentindo o calor do corpo dele me esmagar contra a porta do carro numa provocação deliciosa.

CASAL 2 - Capítulo 119: Vamos pra casa 1

CASAL 2 - Capítulo 119: Vamos pra casa 2

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