"Giovana"
Assim que entramos no carro e as portas se fecharam, o Anderson apoiou a cabeça no encosto do banco, o silêncio que se instalou dentro do veículo não era mais de angústia ou ansiedade, mas o do alívio de uma promessa silenciosa de dias melhores.
- Parece que você foi dispensado do papel de pai substituto. Você não tem que cuidar de ninguém mais, só de si mesmo. Como você se sente com isso? - Eu perguntei, ansiosa para saber o que se passava na cabeça dele.
- Você está enganada, Ferina. - Ele me encarou, a resposta dele me fez temer que ele nunca fosse conseguir soltar a corda de uma responsabilidade que já não existia mais. - Eu tenho que cuidar de mim mesmo, mas eu também tenho que cuidar de você. E você cuida de mim. Isso é pra vida toda, Ferinha. Você disse que seria assim. Mas isso, me enche de alegria e me completa. - Ele me puxou para um abraço. - Eu te amo, Gi. Obrigada por tudo o que você fez.
Uma alegria aqueceu o meu coração e me encheu de uma energia vibrante.
- Eu cuido de você, você cuida de mim. - Eu sorri e olhei para o rosto bonito dele. - Eu prefiro assim, Gracinha.
- É?! Que bom! Eu também! - Ele sorriu e me deu um beijo. - Eu vou cuidar de você, Gi, sempre. Vou te mimar, fazer qualquer coisa pra ver feliz e, te prometo, nós não vamos mais brigar.
- Eu não gostei de ficar sem você, Anderson. Eu morri mil vezes pensando que você tinha me deixado.
- Minha Ferinha linda, eu também não vivo sem você.
Ele me beijou outra vez, outro beijo rápido, daqueles que não matava a saudade que eu ainda sentia de nós dois. Quando ele me soltou, muito antes do que eu gostaria, eu me ajeitei no banco.
- E agora, Gracinha? - Eu perguntei ainda ajustando o cinto de segurança.
- Agora nós vamos pra casa, Ferinha. - Ele colocou os óculos escuros e deu partida no carro com aquele sorriso que parecia brilhar mais que o sol da manhã.
Nós fomos para o meu prédio e quando ele abriu a porta do carro na garagem para que eu saísse, ele me puxou pela cintura ali mesmo, sob as luzes da garagem, prensando as minhas costas de leve contra a porta do carro.
Os olhos dele, que passaram o início da manhã focados em desculpas e dramas familiares, agora estavam brilhando com uma intensidade que fez o meu estômago dar voltas. A mão dele subiu pela minha nuca, os dedos se enroscando no meu cabelo com uma urgência que me fez perder o fôlego.
- Você está muito cansada, Ferinha? - Ele perguntou, com os lábios roçando os meus levemente.
- Eu estava, mas toda essa agitação me despertou. Por quê? Você tem alguma ideia interessante? - Eu quis saber e escutei a sua risadinha maliciosa, aquela baixa, que praticamente declara: "você não perde por esperar".
- O Bonfim estava coberto de razão. - Ele sussurrou contra os meus lábios, a voz rouca, fazendo aqueles milhares de asas baterem no meu estômago. - A gente conversou, a gente se perdoou... mas eu ainda não fiz as coisas direito com você, Ferinha.
- E o que seria fazer as coisas direito, Gracinha? - Eu o provoquei em um sussurro, sentindo o calor do corpo dele me esmagar contra a porta do carro numa provocação deliciosa.
Ele abaixou a cabeça e abocanhou um mamilo rígido, enquanto girava o outro entre os seus dedos. Aquele toque era como se ele apertasse um botão de ligar que me deixava quente, necessitada, molhada, ansiosa. Mas ele não teve pressa, ele beijou e todou um, depois o outro seio, como se nunca fosse se cansar daquilo e eu gemia com cada sensação que ele me provocava e reverberava direto no meu baixo ventre.
- Mas agora eu não preciso correr de você. - Ele se ergueu e tomou a minha boca outra vez.
Eu Gemi entre o beijo, um som agudo que ele engoliu com um tesão perceptível. O Anderson desceu as mãos para a minha cintura, enquanto abria o botão e o zíper do meu jeans, empurrando a calça para baixo junto com a calcinha, sem se preocupar em ir devagar ou ser delicado, simplesmente deixando o desejo bruto tomar conta. E como eu amava esse lado dele.
Ele se abaixou deixando beijos pelo meu corpo enquanto me livrava do resto das minhas roupas. E quando se ergueu de novo, parou por um segundo para me observar, completamente nua em sua frente e ele totalmente vestido. Havia uma sensualidade naquela situação, eu completamente vulnerável e ele ainda totalmente composto. E o sorriso safado dele me dizia que ele gostava do que estava vendo.
N.A.:
Olá, queridos... como estão?
Segurem o coração, porque o parágrafo final é só o aperitivo. Todo mundo aí sabe como é essa recompensa que o Bonfim falou? Se não sabe, fica ligado, amanhã, no Capítulo 120, o Gracinha vai mostrar o verdadeiro significado de 'recompensa' para a Gi. Estão preparados para o fogo desses dois?
Meus lindos, eu tenho andado sumida, eu sei, mas é porque esse ano eu tive que finalmente começar a esvaziar a casa da minha mãe que daqui a pouco não existirá mais para mim além das lembranças. Não vou me alongar, mas tem sido um desapego difícil. Mas, eu sigo com vocês no coração.
Um beijo no coração, tropa!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque o livro do Anderson e da Giovanna não foi finalizado?...
Pq está travado, não consigo ler os próximos capítulos, depois do 265 Que inclusive é a parte da giovana...
Por que o livro da Giovana e do Anderson está ficando em meio ao livro do Jose Miguel e da Eva. Ficou muito bagunçado isso...
Faltou apenas os três últimos capítulos completos, poderiam liberar ne?...
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...