"Giovana"
De repente eu entendi que o Anderson era paciente e mão tinha pressa que eu descobrisse quem eu era e como eu queria fazer as minhas escolhas.
- Anderson?
- Hum? - Ele tirou uma mecha de cabelo do meu rosto.
- Eu sei exatamente onde eu quero ir.
- É? Então me conta, qual será a sua primeira aventura? - Ele sorriu genuinamente interessado na minha decisão, como se esperasse que eu dissesse que queria ver o mundo.
- Eu quero ir para aquela faculdade que planejamos juntos e quero segurar a sua mão todos os dias. E de vez em quando eu quero espiar o mundo, mas quero que você esteja ao meu lado segurando a minha mão e me ajudando a colocar em palavras nesse caderno tudo o que nós vamos ver juntos. Porque com a minha liberdade, eu escolho ver o mundo e a vida com você.
- É uma escolha a longo prazo, Gi. É bem audacioso. - Ele sorriu, como se esperasse que eu repensasse.
- É uma escolha para a vida toda, Anderson. E eu tenho certeza! Eu acho que não estou pronta para tudo ainda, mas eu sei que você vai me esperar.
- Eu vou te esperar a vida inteira, porque eu também já fiz a minha escolha, você sabe. E isso me leva a uma outra coisa... - Ele tirou do bolso uma caixinha preta e a abriu. - O nosso novo pingente, que marca a nossa nova fase, precisa de uma pulseira nova.
A pulseira que ele tinha me dado antes já tinha vários pingentes que ele foi colocando com o passar dos meses para cada coisa importante para nós dois. Mas ela ainda não estava completamente cheia, só que ela era de prata e agora ele estava me dando uma pulseira de ouro, na qual já estava o pingente novo, um número dezoito com a palavra livre gravada atrás. Ele fechou a pulseira no meu pulso, junto com a anterior. Elas se complementavam perfeitamente.
- É lindo! - Eu admirei a nossa história contada naqueles pingentes por um segundo, coloquei meus outros presentes de lado e sentei no colo do meu namorado, uma perna de cada lado do seu quadril. - Você é o melhor namorado do mundo!
Eu o beijei, do jeitinho que eu fazia quando o pegava de surpresa no sofá da sala do meu pai, aquele beijo que o deixava sem saber o que fazer com as mãos enquanto eu prendia a boca dele na minha e descia as mãos pelo peito dele. Ele me abraçou pela cintura e foi aí que tudo mudou. Não era o mesmo beijo que eu provocava até deixá-lo sem fôlego.
Foi como se ele assumisse o controle e quem perdeu o fôlego fui eu. Ele me segurou contra o corpo dele e aprofundou o beijo. A língua dele mergulhou na minha como se não existisse nada mais gostoso no mundo e para mim realmente não existia nada melhor do que aquele beijo. Quando nos separamos eu puxei o ar com força, encostei a minha testa na dele, sentindo como se o meu coração fosse pular do meu peito.
- Lembra do que você me perguntou um tempo atrás? Como eu te beijaria se não tivesse que me perguntar mentalmente sobre aquele acordo? - Ele pasou a ponta do nariz no meu. - É assim que eu vou te beijar agora quando estivermos sozinhos. Sem pensar em mais nada, apenas em você nos meus braços.
Eu sorri para ele, sentindo ainda o gostinho daquele beijo que não tinha mais limite, era simplesmente um beijo e duas vontades que convergiam.
- Eu acho que te fiz a pergunta errada. - Eu falei já pensando em como arrancar dele mais do que um beijo e ele me olhou intrigado. - Eu deveria ter te perguntado como seriam os nossos amassos quando você não precisasse mais se preocupar em pensar se podia me tocar.
- Eu quero tocar em você... sem a camisa. - Eu quase supliquei e ele parou de me beijar apenas para me responder.
- Faz o que você quiser, Ferinha. Eu não vou mais te impedir. Você tem livre acesso ao meu corpo agora.
A resposta dele foi como se eu finalmente pudesse entrar no parque de diversões e andar em todos os brinquedos. Eu fiquei eufórica e estava sorrindo quando ele voltou a me beijar daquele jeito. Minhas mãos se atrapalharam um pouco com cada botão da camisa que ele usava, mas aos poucos eles cederam sob os meus dedos.
Eu abri a camisa dele completamente e deixei minhas mãos deslizarem sobre os músculos perfeitamente definidos dele. Eu senti a pele dele sob a minha palma como se eu precisasse decorar cada centímetro. E quanto mais eu tocava, mais feliz eu ficava porque ele não estava mais me segurando e com os beijos que ele me dava, eu sentia que ele parecia gostar muito do meu toque.
Mas eu não era a única que queria tocar, o que me surpreendeu, porque até a noite anterior, nesse momento ele teria me tirado do colo e se levantado apressado fechando a camisa. Mas não esta noite. Esta noite ele continuou me beijando, continuou me deixando tocá-lo e, diferente das outras vezes, ele também me tocou. Suas mãos subiram pelas minhas costas e tocaram os meus ombros me puxando mais para baixo, mais para ele, como se exigissem mais de mim. Mas ele não parou como eu pensei, ele quis mais.
Seus dedos traçaram delicadamente a linha dos meus ombros e escorregaram quase displicentemente até o meu decote, como se fizessem um contorno do vestido no meu corpo e os seus dedos engancharam no tecido no topo dos meus seios e, como se entrassem furtivamente, resvalaram nos meus mamilos. E a reação que isso me causou foi quase como um delírio, meu corpo respondeu por mim, como se empurrasse meus seios na direção dele e eu senti um choque percorrer todo o meu corpo à partir daquele ponto.
Meu cérebro foi completamente desligado com aquele toque e eu era apenas sensações e reações espontâneas quando ele deixou de beijar a minha boca e seus lábios se fecharam em torno de um dos meus mamilos. Eu não estava pensando, minhas mãos seguraram os ombros dele como se eu precisasse me segurar para não cair, meu quadril se movia espontâneamente em su colo e a minha garganta emitia ruídos que eu nunca tinha feito antes.
Enquanto ele beijava o meu mamilo com a mesma necessidade que tinha beijado a minha boca, a única coisa que eu conseguia pensar era que ele não podia parar, aquilo era bom demais para ter fim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...