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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

Era a primeira vez que eu realmente podia sentí-la, tocá-la de verdade. Nós já namorávamos há um tempo e os nossos amassos já não eram novidade, mesmo assim cada beijo e cada toque desta noite era uma enorme novidade para mim. Era como se minhas mãos não estivessem mais amarradas.

Eu capturei a boca dela na minha outra vez. Seus beijos eram sempre apaixonados e ela nunca recuava. Eu não tinha a menor dúvida que ela me amava, assim como eu a ela. Eu girei os nossos corpos sobre o tapete e a coloquei deitada sobre as almofadas, e me deitei meio de lado som ela, sem deixar de beijá-la. Eu queria aproveitar aquele momento que eu podia estar com ela sem presse e sem cobranças.

Eu deixei a minha mão deslizar pela perna dela, erguendo a saia do vestido para que eu tivesse mais acesso a uma parte dela que eu mal havia sentido antes, mesmo que ela sempre se sentasse provocativamente no meu colo. Mas eu não a toquei ali, eu deixei os meus dedos sentirem a pele dela, as pernas, a borriga. Ela estava quente como se estivesse febril, assim como eu. O desejo entre nós era palpável, quente e... indomável. Como se agora tivéssemos permissão para alimentar esse fogo e queimar tudo.

- Você é linda, meu amor! - Eu me afastei da boca dela para observá-la.

Ela estava desarrumada, os cabelos espalhados pelas almofadas, a saia do vestido erguida até a cintura e o decote abaixado expondo os seios pequenos e perfeitos de mamilos rosados e intumescidos que me deixavam desnorteado, aflito para sentí-los de novo entre os meus lábios.

- Eu... - Ela parou de falar e fechou os olhos, como se buscasse a palavra certa, com medo de errar. A respiração dela estava irregular.

- Fala, Gi. Não tem certo ou errado entre nós, você tem que ser franca comigo sempre. - Eu pedi e ela respirou fundo.

- É que eu não pensei que fosse sentir vergonha de você me ver assim, sem roupa. - Ela falou sem abrir os olhos e eu me virei sobre ela, cobrindo o corpo dela com o meu, pele com pele, como que a protegendo dos meus olhos, mas sem perder aquela troca de calor.

- Olha pra mim. - Eu pedi e ela abriu os olhos. Suas mãos delicadas ancoradas nas minhas costas enquanto eu segurava os dois lados do seu rosto. - Você não tem que ficar constrangida por isso. É natural e vai ser no seu tempo. Eu quero te ver e te tocar e eu quero que você queira se mostrar para mim. Você ainda não está pronta, Gi e eu sei disso há muito tempo. Essa noite é só para que os nossos amassos mudem de fase, fiquem um pouquinho mais apimentados como você e nós nos acostumemos a nos mostrar um para o outro. Acho que nós ainda precisamos dos amassos e banhos gelados, aprender mais algumas coisas um com o outro antes de seguir. Eu vou continuar te esperando.

- Eu pensei que... - Ela engasgou, sua voz era quase como decepção.

- Você pensou que viraria uma chave hoje e estaria pronta para irmos adiante. - Eu sorri acariciando o seu rosto. - Não é assim, minha Ferinha.

- Eu imaginei tudo diferente, mas agora eu sinto um nervosismo que eu não esperava.

- E está tudo bem, você não tem que esperar tudo o que vai sentir, as coisas acontecem assim mesmo, meio inesperadas, mas sempre no tempo certo.

- Eu me sinto insegura. Pareço alguém que não sabe o que quer e eu sei o que eu quero. Eu me sinto mal, porque parece que eu jo guei com você e demonstrei mais confiança do que tenho. Eu agi mal com você e sinto que te enganei. - Ela estava completamente chateada e angustiada, mas eu sorri, porque ela estava preocupada comigo, ao invés de se preocupar com ela.

- Gi, você não me enganou. Eu sei o que você sente por mim e sei exatamente o que você quer. Isso é só uma questão de ajustar o tempo e isso não é agir mal. Isso é ter confiança e ser fiel a quem você realmente é. Lembra que conversamos? Seja você, Gi, sempre, e isso inclui o seu direito de dizer não a qualquer coisa em qualquer momento.

- Eu não quero te castigar, Anderson. Você tinha expectativas.

- Minha única expectativa é passar o resto da vida com você. Nós temos muito tempo pela frente, Gi.

- E você não vai ficar... desapontado? Por ser assim? - Ela perguntou com cuidado.

- Eu também. Vem, eu preparei uma coisa para você.

Eu a levei para o quarto principal do apartamento. Eu havia deixado sobre a cama uma cesta especial, com todos os produtos que ela usava com cheiro de algodão doce, uma toalha e um roupão bem macios e um pijama de calça e e camiseta da loja que ela adorava. Ela avaliou os itens dentro da cesta sobre a cama com um grande sorriso.

Eu a abracei por trás e dei um beijo no seu pescoço, então comecei a explicar para ela o que eu tinha em mente:

- O que você acha de tomar um banho e relaxar enquanto eu tomo o meu banho gelado no outro quarto? Depois nós podemos comer aqueles petiscos lá na sala e aquele bolo de chocolate só nosso, enquanto conversamos sobre o seu dia, sobre os nossos planos, sobre como você se sente podendo ir morar sozinha... e depois, quando o cansaço bater, nós podemos dormir abraçados nessa cama ou entre as almofadas da sala, como você preferir.

- Você sabia o tempo todo que eu não estava pronta.

- Porque eu te sinto, Gi. A única coisa que eu planejei para essa noite é te dar uns amassos, nada mais.

- Eu te amo, Anderson! E eu acho que te amo mais do que já te amava antes. - Ela se virou para mim com os olhos brilhando.

- Eu também te amo, minha Ferinha! Cada dia mais.

Antes de soltá-la e ir para o outro quarto eu ainda dei mais um beijo apaixonado nela. Esse noite não era sobre mim ou sobre nós, essa noite era toda sobre ela e eu quis que ela entendesse isso e confiasse nas próprias decisões.

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