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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Não tinha lugar que fosse mais simbólico e importante na minha vida que aquele bar. Era como se nós fôssemos indivisíveis. E agora o Anderson tornava aquele lugar simplesmente no melhor lugar do mundo.

Quando ele se ajoelhou em minha frente, eu esqueci como se respirava. O bar inteiro parecia ter desaparecido como fumaça e só existíamos nós dois ali, a única coisa real para mim naquele momento era o Anderson, de joelhos na minha frente, segurando aquela caixinha de veludo com um anel que ostentava um diamante brilhando sob os refletores do palco.

O meu "Gracinha" que costumava medir cada palavra, tinha acabado de se derramar por inteiro na frente de todo mundo, me entregando cada mínima parte do que era, me entregando mais do que um amor único, me entregando tudo o que eu sonhava para a vida.

A minha língua solta, que já o tinha colocado em situações altamente constrangedoras, simplesmente travou. As minhas mãos tremiam e as lágrimas já estavam lavando o meu rosto antes mesmo que eu pudesse processar o tamanho daquele momento. Aquele momento... eu sabia que um dia ia acontecer, mas eu não pensava muito nisso, só imaginava que demoraria mais e eu estava resignada com isso.

E porque eu sabia que ia acontecer um dia, eu não imaginei que quando acontecesse a minha reação seria assim, intensa, coração martelando violentamente no peito, o sim engasgado enquanto eu tentava reaprender a respirar. A gente aprende a respirar? Não, a gente nasce sabendo, é natural e instintivo, é a sabedoria mais primitiva e essencial da vida, um pulsar que dispensa permissão. Do mesmo jeito eu parecia ter nascido sabendo que o Anderson era o meu amor para a vida inteira, era natural e instintivo, era essencial para a minha vida.

Eu olhei para o anel, depois para aqueles olhos que eram o meu porto seguro, o meu norte, o meu mundo inteiro. Eu não precisei calcular rota, não precisei de preâmbulos e nem de argumento nenhum, porque a resposta era como respirar, aquele sim nasceu comigo.

- É claro que sim, meu Gracinha! Mil vezes sim! Todos os dias da minha vida, mesmo antes de te conhecer, pra você sempre foi sim! No momento em que você entrou na minha casa para ser meu carcereiro já era sim. Porque cada instante da minha vida só tem sentido porque você existe nela. E eu vou ser a Policial Cavalcante agora e a Delegada Cavalcate depois, com muito orgulho, ostentando o seu nome na minha insígnia, o seu anel no meu dedo e o seu amor no meu coração. - Eu respondi com a voz embargada de emoção.

Eu não esperei ele se levantar. Só me joguei de joelhos no palco junto com ele e o abracei pelo pescoço com toda a força que eu tinha. O Anderson me segurou firme contra o peito e me deu um beijo cheio de promessas que nem precisavam de palavras para serem seladas.

No segundo seguinte, o bar do meu pai explodiu. O silêncio que me deu a sensação de que só havíamos nós dois ali, deu lugar a um caldeirão de gritos, assobios e aplausos. A nossa plateia estava indo ao delírio, mas eu só conseguia ver o meu Gracinha me oferecendo uma vida inteira ao seu lado.

O Anderson se afastou um milímetro, com um sorriso lindo no rosto, aquele mesmo sorriso que me encantou um dia na porta do meu quarto, e os olhos brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto antes. Com as mãos ainda trêmulas, ele deslizou o anel pelo meu dedo. O encaixe perfeito que só alguém que me conhecia por dentro e por fora poderia conseguir sem precisar de nenhuma medida. Exatamente como nós dois.

- Promessa quase cumprida, Ferinha. - Ele sussurrou no meu ouvido, me puxando para mais um abraço apertado em meio ao caos feliz da nossa festa e se levantando comigo em seus braços. - Agora não tem mais volta. Você é minha noiva. Marca a data logo, porque eu não vejo a hora de dizer que você é minha esposa.

- Se prepara, Gracinha, isso vai ser bem rápido. - Eu garanti e o beijei outra vez.

Nós saímos do palco e demos de cara com o meu pai, o Bóris e o Tio Rubens. Os três de braços cruzados e semblantes muito sérios nos encaravam como se tivéssemos esquecido de algo.

- Quer dizer que você disse sim? - O Bóris começou.

- Sem pedir a nossa opinião? - Meu pai emendou.

- Mas quem vai casar sou eu, porque vocês têm que dar opinião? - Eu os provoquei, sabendo muito bem que o Anderson era certinho demais para me pedir em casamento sem falar antes com os meus pais.

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