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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

A calmaria após o turbilhão da formatura e do pedido de casamento durou exatamente o tempo de o sol nascer. Eu ainda estava na cama, processando o peso do anel de diamante no meu dedo, com a sensação deliciosa dos braços do Anderson ao meu redor e o toque suava dos seus beijos na minha pele, quando a campainha do apartamento tocou de forma insistente, às oito da manhã de um sábado.

- Ah, não! Se o Rui e a Bianca continuarem atrapalhando os nossos amassos eu vou fazer uma queixa formal contra eles para o síndico. - O Anderson resmungou contra o meu pescoço quando os nossos celulares começaram a tocar simultaneamente e a campainha ainda estava disparada.

- Gracinha, agora eu tenho uma arma, eu acabo com a graça deles em dois segundos. - Eu comentei e o Anderson soltou um suspiro que pareceu um lamento.

- Eu ainda não sei como você passou na avaliação psicológica, Ferinha. Acho perigoso que você porte uma arma, mas você ainda não tem uma, então vamos fingir que não esdtamos ouvindp. - O Anderson tentou me puxar de volta para o edredom.

Ele quase conseguiu, mas não houve tempo. Antes que eu pudesse alcançar o meu roupão, a porta da frente se abriu com o som familiar da chave reserva que a Bianca tinha e uma onda de energia caótica invadiu a nossa sala.

- Acorda, noiva do ano! O tempo está correndo e nós temos uma operação casamento para montar! Você disse que quer se casar em menos de dois meses. - A voz da Bianca ecoou pelo corredor, seguida pelo barulho pesado de pastas e sacolas sendo jogadas em algum lugar da minha sala.

- Bibi eu falei isso as três da manhã, agora são oito. Nós podemos começar a organizar esse casamento na segunda. - Eu respondi de volta enquanto dava o laço no meu roupão.

- AAAIII, ANDERSON! Veste uma roupa! - A Bianca entrou no quarto e pegou o Anderson saindo da cama apenas com o lençol preso nos quadris.

- Você não foi convidada para este quarto, Bianca, - O Anderson resmungou. - Eu vou reclamar com o síndico dos vizinhos de cima. - O Anderson falou ao passar por mim. Ele deu um beijo no meu rosto e foi para o banheiro.

- Sempre mal humorado de manhã. - A Bianca reclamou do irmão e eu ri.

- Pelo contrário, Bibi, pela manhã o meu Gracinha está sempre sorrindo pra mim. - Eu cruzei os braços e a encarei. - É sério, Bi, vamos falar disso na segunda, eu quero ficar agarradinha com o meu noivo hoje.

- Não vai rolar, bonita! Eu tenho um comitê de guerra... quer dizer, de casamento na sua sala. Na segunda você começa na Academia de Polícia e eu sei que vai continuar devorando livros. Nós não podemos perder tempo. Anda, vamos.

- O que você quer dizer com comitê de casamento? - Eu perguntei sem ter a certeza de que queria ouvir.

- Sua mãe, a Nana e a Rub. Além de mim é claro. E o Ruizinho está esperando para nos livrar do Anderson. - Ela declarou confiante.

- Eu não quero me livrar dele. - Eu fiz um beicinho. - Eu nem tomei café ainda.

- Giovana Maria, eu faço o café. Você dá um jeito nesse cabelo bagunçado e veste alguma coisa. Esteja na sala em dez minutos. - A Bianca avisou e saiu do quarto.

Ela não estava errada, de fato ela tinha montado um comitê de casamento na minha sala. Bianca parecia liderar aquele banco, com um notebook aberto sobre a mesa e uma caneca de café que claramente não era a primeira do dia. Ela estava agirada. Ao lado dela, a Tia Rúbia estava cercada por catálogos dos mais variados. Em frente a minha tia estava a minha mãe com uma pasta sanfonada cheia de recortes de revistas e um sorriso de orelha a orelha. E fechando o comitê, sentada ao lado da minha mãe com amostras de convites e bem-casados estava a Hana.

- Gente... são oito da manhã. - Eu falei meio atordoada ao ver a determinação delas, enquanto o Anderson aparecia logo atrás de mim, passando a mão pelo cabelo, olhando a cena em choque.

- Oito da manhã para quem já está casada, Gi. Para você que está a um passo do altar o relógio já está correndo, está na exata hora de se descabelar. - A Hana rebateu colocando um bem-casado na minha boca. - Experimenta esse, é o meu favorito até agora.

- E na verdade já são oito e vinte. Você demorou demais no banho. - A Bianca reclamou como se fosse a minha chefe.

Eu ainda estava comendo a minha omelete, quando o Anderson passou por mim, todo lindo e cheiroso e me deu um beijo longo, sem se importar com quem estava presente.

- Se divirta, Ferinha, você só vai se casar uma vez! - O Anderson piscou para mim e me deu mais um selinho. - Vamos, Ruizinho! Garotas, não estressem a minha Ferinha.

Assim que o Anderson abriu a porta, eu ouvi a voz da minha avó.

- Ah, meu neto lindo!

- Até você está nisso, Vó Arlete? - O Anderson perguntou.

- Eu não perderia, querido, minha neta mais velha se casando com o príncipe encantado, que avó não estaria empolgada? - A minha avó respondeu e foi entrando, trazendo consigo uma caixa enorme que o Anderson tirou dos seus braços e colocou sobre o sofá.

- Divirta-se, Vó Arlete! - Ele se despediu e saiu com o Rui.

- Que caixa é essa, vó? - Eu perguntei curiosa.

- É uma coisa que você me pediu quando era uma garotinha e eu guardei para você todos esse anos. Mas, eu quero que você saiba que não tem obrigação nenhuma de ficar com isso.

Eu olhei para a minha avó por um momento, buscando em minha memória o que é que eu tinha pedido a ela quando era garotinha e que caberia naquela caixa enorme. De repente, uma lembrança me fez sorrir e arregalar os olhos, a lembrança de um domingo de chuva em que eu estava na casa dela. Não era possível que ela tivesse se lembrado disso!

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