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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu estava enlouquecendo com todas as coisas que eu tinha que me preocupar. Entre a Academia de Polícia, que sugava a energia do meu corpo, os estudos para o próximo concurso, que sugava a energia da minha mente, e os preparativos para o casamento que estava sugando a minha paciência, eu só conseguia pensar em quando eu poderia dormir uma noite inteira e acordar tarde.

Na quinta-feira à noite, o Anderson e eu estávamos jogados no tapete da sala rodeados por códigos e apostilas quando a campainha tocou três vezes seguidas, seguida por batidas firmes na porta e os celulares tocando na sequência.

- Noite de quinta? - Eu olhei para o meu noivo, completamente perdida nos dias que passavam sem que eu percebesse em meio a minha exaustão.

- Pois é. Eu abro. - O Anderson resmungou, tirando os óculos e se levantando.

Assim que a porta se abriu, a Bianca e o Rui invadiram a nossa sala. O Rui parecia tão cansado quanto nós, ele estava com a gravata frouxa e o botão do colarinho aberto, os cabelos bagunçados e olheiras arroxeadas sob os olhos. Já a minha cunhada, estava com aquela energia caótica em nível máximo, trazia a agenda do casamento e o notebook debaixo do braço, enquanto o Rui tinha consigo caixas de pizza e três garrafas de vinho, uma a mais que o habitual.

- Reunião extraordinária de condomínio e comitê de casamento! - A Bianca anunciou, jogando a agenda em cima dos nossos livros com um estrondo.

- Bibi, pelo amor de Deus, eu estou exausta! Vamos fazer a coisa do casamento no almoço de domingo. - Eu reclamei, rindo e afundando a cabeça no ombro do Anderson, que já tinha voltado a se sentar ao meu lado.

- Vocês estão sempre cansados. Ainda bem que eu não fiz o mesmo curso de vocês. - Ela disparou, enquanto o Rui se sentava do outro lado do Anderson e pousou a cabeça no ombro dele, copiando a minha posição.

- Ela sempre foi assim, Anderson, cheia de energia? - O Rui perguntou um tanto tenso.

- Acredite, ela pode ser bem pior que isso. - O Anderson respondeu, rindo do grunhido do Rui. - Bianca, se acalma, nós três estamos passando por uma fase complicada, mas vai passar. Só... tenta canalizar a sua energia no trabalho e foca em manter o ambiente em casa calmo e relaxante.

Ela olhou para nós três sentados no tapete como se fôssemos crianças e revirou os olhos.

- Tá bom, vamos nops empanturrar de massa reacheada com ingredientes gordurosos e beber até esquecer como andar. - Ela declarou. - Juntem esses livros, eu vou pegar as taças. Mas, olha só, eu não quero saber de desculpas, Giovana! Se vocês não escolherem a paleta de cores, o cardápio e, principalmente, o local do casamento, até este final de semana, eu vou decretar que tudo vai ser rosa choque, o buffet vai ser apenas amendoins e vinho barato e a cerimônia vai acontecer na praça de alimentação do shopping! - A Bianca ameaçou e foi em direção a cozinha.

- Calma, Bibi. Deixa os dois respirarem. - O Rui interveio com o seu jeito tranquilo, mas assim que ela desapareceu pela porta da cozinha, ele ergueu a cabeça e sussurrou para nós: - Mas ela tem uma ponta de razão, noivinhos. Eu conversei com o Dr. Romeu hoje, e se nós quisermos mesmos fazer esse casamento na data que vocês escolheram, precisamos dar entrada na papelada do cartório até segunda. Mas eu preciso saber onde o casamento vai ser, para resolver no cartório.

O Anderson olhou para o Rui e depois para mim. Ele soltou uma risada baixa, passando o braço pelos meus ombros e me puxando para perto.

- Nós vamos decidir até domingo, Rui. - O Anderson deu um beijo na minha cabeça. - Mas agora vamos comer, beber e relaxar um pouco.

Nós passamos o resto da noite bebendo o vinho do Rui e rindo das piadas da Bianca. Quando os dois finalmente subiram para o apartamento deles, a madrugada já estava avançada.

O Anderson e eu nos jogamos na cama, exaustos dos treinos, da delegacia, dos estudos e da pressão da organização do casamento, mas completamente conectados. Eu apoiei a cabeça no peito dele, sentindo o bater firme do seu coração, enquanto olhava para a aliança brilhando no meu dedo na penumbra do quarto.

- No bar do seu pai? - Ele perguntou, acariciando as minhas costas. - Por mim tudo bem, Ferinha. Eu já disse, desde que você seja a noiva, eu concordo com tudo o que você quiser.

- Hum, meu Gracinha! - Eu dei mais um beijo nele. - Mas não. O bar é a nossa história antiga, o começo de tudo. O casamento é o nosso futuro, a nossa evolução. Eu estive pensando, o altar é o ápice da certeza de que nossas vidas estão unidas no mesmo caminho, sela um compromisso eterno.

- Entendo. Embora esteja surpreso, eu tinha certeza de que você escolheria o bar.

- Eu amo aquele bar. Nós podemos fazer uma festa lá depois da lua de mel, tipo um pós-casamento. Seria divertido.

- Gosto da ideia. - Ele beijou a minha testa mais uma vez. - Mas, se não é no bar, onde você quer se casar comigo, Ferinha?

- Eu quero que a gente se case naquele hotel, no bosque onde nós caminhamos de mãos dadas. - Eu respondi, sentindo um calor bom me invadir junto com a certeza. - O lugar onde você tirou todo o meu medo e me mostrou o que era o amor de verdade. Quero começar o nosso futuro no lugar onde você me deu a maior certeza da minha vida, no lugar em que tivemos a nossa primeira vez de uma vida inteira, onde eu realmente me tornei uma mulher.

O Anderson parou o carinho por um segundo, me puxando para que eu olhasse para ele. O sorriso de canto que surgiu nos seus lábios e o brilho de admiração nos seus olhos me deram a certeza absoluta de que, mais uma vez, nós estávamos na mesma sintonia.

- É perfeito, Gi! - O Anderson respondeu, havia uma emoção nova nos seus olhos. - Vou te contar um segredo. Nós voltamos naquele lugar várias vezes e sempre que passeamos por aquele bosque eu te imagino de noiva, cercada por lanternas como aquelas. Aquele lugar é muito especial para mim, porque lá você se entregou pra mim de um jeito perfeito e completo. Lá você realmente foi minha pela primeira vez. Aquela tarde mudou a nossa história, Ferinha, e transformar aquele bosque no nosso altar faz todo o sentido do mundo. É perfeito.

O olhar que ele me deu carregava tanta cumplicidade que o cansaço acumulado da semana simplesmente evaporou. Ele segurou o meu rosto e me deu um beijo calmo, daqueles que pareciam carimbar a nossa decisão definitiva. Eu tinha certeza de que eu tinha escolhido o lugar perfeito, o vestido perfeito e o noivo perfeito.

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