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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

Dentre todos os caminhos que já tracei na minha vida, nenhum deles parecia tão correto quanto o que eu estava prestes a trilhar agora. Desci os degraus em direção ao bosque, de braços dados com a minha mãe, pronto para ficar de pé diante de todos e, finalmente, ver a minha Ferinha caminhar na minha direção. A nossa hora havia chegado, o momento pelo qual eu ansiava há muito tempo.

Eu já havia enfrentado situações de alto risco na rua desde que me tornei policial, trocado tiros em operações policiais, invadido lugares sem saber exatamente o que iria encontrar do outro lado da porta. Mas nenhuma daquelas operações fez minhas mãos suarem frias como elas estavam agora pelo simples fato de que eu estava caminhando para realizar a missão mais importante da minha vida. Eu sentia como se estivesse num sonho e tinha medo de acordar e descobrir que nada daquilo era verdade.

O bosque do hotel, era um lugar planejado, uma transição suave entre o natural e o planejado. Aquele lugar parecia um jardim suspenso na borda do horizonte, com preservação da natureza local entremeada por caminhos de pedras, lanternas, recantos secretos, pontes charmosas e vários pontos com vista para o vale. Era um cenário que quase parecia encantado, como existisse algo místico entremeado a natureza que desse um tom mágico e de profunda paz ao lugar. E aquela vista panorâmica, que durante o dia era de tirar o fôlego, à noite parecia enquadrar a lua como se fosse uma pintura em tela.

O lugar onde foi montado o altar de madeira era o mesmo por onde anos antes eu caminhei com uma Giovana assustada e tirei seus medos. A decoração de lírios-do-nilo brancos e alfazema, com velas espalhadas de forma artística, os fios de luzes enrolados nas árvores em volta e as centenas de pequenas lanternas de vidro flutuando nos galhos criavam uma atmosfera dourada, quase mágica e tornavam ainda mais especial aquele lugar que esperava por nós, pelo nosso sim.

O tempo tinha voado desde que estivemos aqui pela primeira vez. E passado ainda mais depressa desde que eu a pedi em casamento. Os dois meses de loucura entre os meus plantões, as madrugadas de estudo para o concurso de Promotor e as aulas exaustivas da minha Ferinha na Academia de Polícia tinham culminado ali. Nós seguramos o tranco. Nós sentíamos que juntos poderíamos fazer qualquer coisa e nós estávamos a um passo de fazer algo muito importante.

Eu parei no início da trilha e olhei para o altar. O caminho de pedra coberto de folhas secas em tons mais variados, formando aquele tapete natural e único como a minha Ferinha, e ladeado por bancos de madeira rústica longos e cadeiras para os convidados que já estavam ocupados. A emoção ia crescendo dentro de mim.

Caminhar até o centro daquele altar de madeira, de braço dado com a minha mãe, foi o trajeto mais longo e consciente da minha vida. Eu conseguia sentir o peso exato de cada passo. O toque suave da mão dela no meu braço, as pequenas lágrimas que ela tentava disfarçar e o vento suave que soprava por entre as copas das árvores. Eu senti cada detalhe de casa passo. Quando ocupei o meu lugar no altar, eu ajeitei o paletó e olhei para a frente, o bosque do hotel parecia existir para aquele momento, parecia tão raro e perfeito quando a mulher que tinha me escolhido como o seu parceiro de vida.

Mas a partir dali, as coisas começaram a acontecer em um borrão de pura emoção. Eu acompanhei a entrada da Raíssa com o Ary, e logo depois vi o Rubens cruzando a trilha com a Hana. Cada uma delas levou a mão a boca e me jogou um beijo quando se aproximou do altar. Eu troquei um olhar cúmplice com o Rubens, o relógio que ele tinha colocado no meu pulso parecia ditar o ritmo exato das batidas do meu coração.

Em seguida, os padrinhos começaram a entrar, os padrinhos vestindo ternos de um azul-noturno e as madrinhas num degradê de lavanda. Puxando a fila, a Bianca e o Rui, seguidos pela Manu e o Flávio, que piscou para mim ao ocupar o seu posto, exibindo aquele sorriso de quem sabia exatamente o tamanho do milagre que estávamos vivendo. Então vieram a Melissa e o Fernando, o Felipe e a Juliana, o Bonfim e a esposa, a Renatinha e o Breno. Cada uma das mulheres me jogou um beijo ao passar.

Mas o teste definitivo para a minha postura de tranquilidade ensaiada veio com os pajens e damas. Os irmãos menores e o primo da Gi entraram com uma postura impecável, os dois garotinhos segurando as plaquinhas que diziam "respira fundo, Gracinha. A Ferinha vem aí" e a segunda "E ela está linda.". As menininhas vinham jogando lavanda pelo caminho. E o ar estava carregado do cheiro das flores, doce e fresco. A Giovana me disse que aquelas flores eram a representação perfeita do que nós tínhamos encontrado juntos, pois significavam a imponência do amor verdadeiro e da devoção, a lealdade e a serenidade. E foi naquele momento, quando as daminhas de forma doce e charmosa me jogaram beijos, que o meu sorriso foi seguido pelo nó no estômago. Era a contagem regressiva.

CASAL 2 - Capítulo 150: Sem ar 1

CASAL 2 - Capítulo 150: Sem ar 2

CASAL 2 - Capítulo 150: Sem ar 3

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