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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Ao reconhecer a música, a Giovana soltou um grito de empolgação que ecoou pelo salão e olhou para mim com um brilho puramente atrevido nos olhos. Ela não sabia que eu tinha me metido na lista de músicas e pedido a Bianca que combinasse com a banda que tocasse aquela música quando entrássemos no salão.

- É a nossa música, Gracinha! - Ela me olhou com os olhos brilhando e o sorriso aberto. - A música do nosso primeiro beijo! Foi você, não foi?

Eu fiz que sim, me deliciando com a reação dela de empolgação e felicidade. Eu a puxei para perto e dei um beijo no seu rosto.

- É a nossa música, Ferinha! A do nosso primeiro beijo e a primeira que vamos dançar casados. - Eu respondi baixinho no ouvido dela.

O salão de festas, decorado inteiramente de branco e lilás, com lavandas e lírios-do-nilo por toda parte, e muitas velas em lanternas de vidro, ficou na penumbra, um foco de luz de refletores se concentrou inteiramente no centro da pista de dança vazia, e a Giovana não perdeu tempo, exalando uma energia que parecia emanar dela de forma pulsante. Ela largou o buquê na primeira mesa que viu e me puxou pelo braço, com aquele brilho puramente atrevido e animado que eu conhecia tão bem. A minha resistência a ela era nula.

- É a nossa música, Gracinha! E essa noite será memorável! - Ela declarou, me puxando para o centro da pista de dança.

- Tudo o que você quiser, Ferinha. Tudo o que te fizer feliz.

Eu envolvi a cintura dela com as duas mãos, sentindo a solidez do cetim e a delicadeza da renda, enquanto ela entrelaçava os braços no meu pescoço. Nós começamos a nos mover em um ritmo compassado e lento, completamente alheios aos convidados que se aglomeravam em um círculo ao nosso redor. Olhar nos olhos da Giovana ali, me fez esquecer todo o cansaço dos últimos meses e me fez lembrar como ela me deixava flutuando com um simples sorriso. Naquele instante, tudo sumiu. Só existia o compasso do coração dela contra o meu peito.

- Eu vou te amar até que tenhamos muito mais que setenta anos. - Eu sussurrei reformulando a tradução da letra da música contra a têmpora dela, a girando devagar sob os flashes contínuos da câmera da Rúbia que não perdia nada.

- E eu vou te infernizar até lá, com a minha língua solta e os amassos que você vai me dar todos os dias, não importa que eu esteja exausta. - Ela respondeu com uma risada baixa, encostando o rosto no meu pescoço e me apertando com força. - Anderson?

- Hum?

- Eu ainda sinto.

- O que você sente, minha linda?

- A mesma emoção que eu senti dançando com você na sala do apartamento, segundos antes de você me dar o meu primeiro beijo. - Ela falou no meu ouvido e o meu coração acelerou um pouco mais.

- Eu também ainda sinto... o frio na barriga, a emoção, o coração acelerado batendo na boca... e uma vontade impossível de controlar de te beijar como se nada mais no mundo importasse. - Eu passei a mão no rosto dela e segurei o seu queixo a fazendo olhar para mim. - E eu vou te beijar agora, Gi.

Eu a beijei! Com a mesma vontade e a mesma ansiedade que eu senti da primeira vez, essa vontade que eu sentia sempre que olhava para ela. Um beijo suave, sem me importar com mais nada, nem com o batom borrado na sua maquiagem perfeita.

Quando a música atingiu o clímax, nossos lábios ainda conversavam naquele ritmo só nosso, no ritmo do nosso beijo. Então eu a girei, a levando para trás num clássico beijo de cinema no meio da pista de dança, com os seus braços em volta do meu pescoço. Os aplausos se sobrepuseram a música e quando eu a ergui e nossas bocas se separaram, ela estava com aquele sorriso.

- Anderson?

- Hum?

- Você sente? Os nossos corações batendo juntos?

CASAL 2 - Capítulo 152: Ainda sinto... 1

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