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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Por volta de meia noite, a festa ainda estava no ápice, mas eu estava mais interessada no depois da festa. Eu me aproximei do meu Gracinha, encostando o corpo contra o dele de um jeito que eu sabia que teria toda a sua atenção. Eu passei a ponta dos dedos pelo prendedor de gravata no peito dele e subi o olhar com uma malícia deliberada, mordendo o lábio inferior, que o fez engolir em seco na mesma hora. Ele sabia o que eu queria.

- Gracinha... os meus pés estão destruídos nesse salto alto. - Eu sussurrei de forma manhosa, embora o sorriso dele dissesse que sabia que não era verdade, mas eu não me preocupei. - E eu acho que a Bibi e os nossos pais dão conta de se virar sem a gente.

Ele sorriu de canto e me puxou pela cintura para mais perto, não restando distância nenhuma entre nós.

- Você está sugerindo uma fuga estratégica, Giovana Cavalcante? - Ele tentou ficar sério, mas não estava conseguindo.

- Fuga? De jeito nenhum! Eu estou decretando uma operação de resgate. Você precisa me resgatar para o nosso chalé agora, Policial Cavalcante. - Eu pisquei, me inclinando para dar um beijo rápido e cheio de promessas no meu marido. - Vamos, Gracinha, vamos fazer a nossa festa lá no nosso chalé. Você, eu, uns amassos e a minha lingerie de noiva babadeira. Nós já passamos tempo demais aqui nesse salão.

- E eu consigo resistir a você? - Ele me perguntou com um sorriso.

- Resistiu por anos. Tomou tanto banho gelado que eu perdi as contas de quantas vezes você ficou resfriado. - Eu comentei e o Flávio, que estava conversando com ele quando me aproximei, deu uma grande gargalhada.

- Vai, Gracinha, pula logo para a melhor parte da noite. - O Flávio incentivou.

- Flavinho, você sabe das coisas! - Eu sorri agradecida para o meu amigo.

O Anderson segurou a minha mão, trocou um aceno cúmplice com o Flávio, que apenas riu e balançou a cabeça, e caminhamos discretamente rumo à saída dos fundos do salão. Mas nós não chegamos nem a metade do caminho quando o meu pai e o Bóris pararam na nossa frente.

- Ah, olha que casalzinho mais fofo! - O Bóris passou os braços pelos meus ombros.

- Onde vocês pensam que estão indo assim tão cedo? - O meu pai estreitou os olhos para mim.

- Ah, não inventa, pai! - Eu respondi bem séria. - Anda, dêem um passinho para o lado e finjam que não nos viram passar por aqui.

- Filha, ainda é muito cedo para deixar a sua festa. - O Meu pai falou com aquele ar conselheiro.

- Cedo? Para mim já está bastante tarde. Aliás, eu estou muito arrependida de não ter feito como a Manu e me casado pela manhã. - Eu reclamei. - Vai pai, deixa a gente ir antes que a Bibi apareça sei lá de onde. - Eu pedi.

- Gi, vocês já estão casados, pra quê tanta pressa? - Meu pai me perguntou calmamente e eu estreitei os olhos para ele.

- Sério que você está perguntando isso? Esqueceu que eu fui ao seu casamento? E ao seu também, Bóris. - Eu respondi um tantinho irritada por eles estarem atrasando os meus planos. - E vocês mal cortaram o bolo.

- Vai, Rafa, todas as vezes que você me pediu para esperar eu esperei, mas nós... estamos cansados. - O Anderson argumentou de forma discreta.

- Pai, pai-drasto, eu sempre serei a garotinha de vocês. Mas neste momento, eu sou uma esposa ansiosa... e o Anderson já não toma mais banhos gelados. Então... - Eu me afastei e peguei a mão do Anderson de novo. - Dêem um passinho para o lado.

A Melissa deu um empurrãozinho nos dois para o lado e eu puxei o Anderson com passos firmes em direção a saída dos fundos do salão. A festa tinha sido perfeita, a missão estava cumprida, mas a melhor parte da nossa noite de núpcias estava prestes a começar.

Se dependesse exclusivamente de mim, o Gracinha e eu nem teríamos entrado nesse salão. Mas ser a noiva não estava sendo tudo aquilo que eu imaginei. Era chato, cansativo e cheio de regras. Eu só queria me casar com o meu Gracinha e me trancar com ele em algum lugar, mas a Bianca parecia ter um radar e nos barrou a dois passos da saída.

- Nem mais um passo, Giovana Maria! - Ela decretou, bloqueando o meu caminho com as mãos na cintura. - Você não vai fugir dessa festa sem cumprir o protocolo sagrado. As solteiras já estão se estapeando na pista e você tem um buquê para jogar.

- Você não deveria nem estar preocupada com isso, Bi. já sabe que o seu Ruizinho pretende se firmar no escritório antes de te pedir em casamento e pelo que eu ouvi isso vai demorar uns quatro ou cinco anos ainda. Ou seja, você nem vai pegar o buquê. - Eu cruzei os braços emburrada.

- Eu nem vou estragar o meu penteado com essa bagunça. - Ela deu um suspiro pesaroso e eu ri, eu quase tinha esquecido. - Mas alguém tem que se casar, Gi. Bora, vamos para o palco agora. Depois você pode se trancar com o meu irmão e... você sabe. - Ele sorriu maliciosamente.

Eu olhei para o lado, buscando o apoio do Anderson, mas o meu agora marido apenas ergueu os braços em sinal de rendição, com aquele sorriso de canto que me dizia que ele estava se divertindo às minhas custas com a nossa tentativa frustrada de fuga.

- Vai lá, Ferinha. Cumpre a sua missão para que eu possa me divertir com a lingerie nova da minha esposa. Eu te garanto que você vai gostar do que eu tenho em mente. - Ele sussurrou no meu ouvido, me dando um selinho rápido que me deixou ainda mais ansiosa.

- Tudo bem, vocês venceram. - Eu cedi, mas o meu olhar cruzou o salão e encontrou o Rui escorado perto da mesa de doces. Ele me deu um discreto aceno de cabeça e eu sorri de volta.

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