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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Naquele momento era como se o resto do mundo tivesse deixado de existir. Não existia mais tempo. O silêncio da mata em volta do hotel substituiu o barulho da festa, deixando no ar apenas o som das nossas respirações.

O Anderson me apertou contra o peito dele um pouco mais e me deu um beijo daqueles que faziam o meu corpo inteiro acender. As mãos dele subiram pelas minhas costas, tateando o cetim marfim do vestido, procurando os botões com uma ansiedade deliciosa que eu nunca tinha visto no meu Gracinha.

Eu olhei em volta, o chalé estava decorado exatamente como na nossa primeira vez e eu fiquei emocionada por ele ter tido o cuidado de reproduzir aquilo para mim.

- Calminha aí, Gracinha. - Eu sussurrei contra os lábios dele, dando uma risadinha abafada e quebrando o beijo, embora eu estivesse tão sem fôlego quanto ele. Afastei as mãos dele do meu vestido com firmeza. - Nós não temos pressa. Temos a noite inteira, não é?

- É, temos a noite inteira, mas você me deixou curioso sobre o que tem debaixo desse vestido lindo. - Ele riu e eu aproveitei para fazê-lo dar os passos de costas até a cama.

- E você vai ver. - Eu o empurrei sobre a cama, ele caiu, sustentando o peso nos cotovelos, me olhando com os olhos brilhando de diversão. - Mas nessa operação aqui, Agente Gracinha, quem dá as ordens sou eu.

Ele ergueu as sobrancelhas, com um sorriso de canto puramente intrigado e malicioso surgindo nos lábios.

- É mesmo, Agente Cavalcante? - Ele provocou, se sentando na cama. - E qual é a primeira ordem?

- Para trás. Senta com as pernas para cima e o corpo encostado na cabeceira. E não se mexe até eu mandar. - Eu ordenei, apontando para a cama cheia de pétalas de rosas. - Eu vou começar fazendo a revista em você.

O Anderson soltou aquela gargalhada baixa que eu tanto amava, mas obedeceu. Ele se posicionou, me encarando com os olhos brilhando de pura diversão e expectativa. Ele já havia tirado o paletó na festa, mas o colete ainda estava no lugar, assim como a gravata.

Eu segurei a saia do vestido e subi sobre o meu marido, montando nele e lhe dando um beijo. Ele me segurou pela cintura com as duas mãos, mas eu enfiei a mão sob o travesseiro e encontrei o que eu tinha pedido para a Bianca deixar posicionado no chalé mais cedo. Eu peguei as mãos do Anderson e, com a agilidade que eu tinha aprendido na Academia de Polícia, eu prendi os pulsos dele acima da cabeça, em volta da estrutura de madeira da cabeceira. O Anderson estava oficialmente rendido.

O sorriso do Anderson congelou no momento em que ele sentiu o metal no pulso e ouviu o clique das algemas. Ele soltou uma risada surpresa, arregalando os olhos.

- Giovana... onde você conseguiu isso? - Ele perguntou, a garganta subindo e descendo quando ele engoliu em seco.

- Cortesia do meu BFF. Eu me saí tão bem com a técnica de algemação avançada! Lembra? Passei o último mês treinando. - Eu pisquei para ele e dei mais um beijo leve em seus lábios. - Você passou anos sendo o meu carcereiro, Gracinha. - Eu dei um beijo no seu queixo. - Vigiou a porta do meu quarto - dei um beijo no pescoço -, me deu sermão - dei um beijo bem debaixo da orelha -, me controlou - suguei a pontinha da orelha dele em meus lábios -, e tomou muito banho gelado enquanto eu ficava pegando fogo. - Eu soprei as palavras no seu ouvido e senti o seu corpo inteiro responder a mim. - Mas, adivinha? Você é quem está preso agora, Gracinha... preso a mim! E quem manda aqui sou eu... pelo menos por enquanto. - Eu pisquei para ele.

- Ferinha, agora eu sou o seu marido... - Ele tentou argumentar e puxou as mãos, mas a voz dele já tinha saído mais rouca, entregando o quanto ele estava gostando daquilo.

Eu me movi devagar, saí do vestido de noiva e o empurrei com o sapato branco, deslizando as mãos pelo meu próprio corpo, como se fossem as mãos do Anderson me acariciando de forma indecente enquanto eu dançava, provocando cada milímetro do autocontrole que o meu maridinho se orgulhava de ter.

O Anderson acompanhou cada linha daquela visão com os olhos completamente escuros de desejo, os músculos dos braços dele saltando contra o metal das algemas. Ele parecia paralisado. E eu não tinha pressa. Cada segundo de banho gelado que ele me fez esperar no passado estava sendo cobrado ali, com juros.

- Giovana... pelo amor de Deus... me solta! - Ele implorou, a voz falhando por completo enquanto ele assistia ao meu pequeno show particular, os músculos dos braços dele tensos contra as algemas.

Eu ri e me virei de costas para ele, balançando o quadril e exibindo o fio da calcinha na parte de trás.

- Ainda não, Gracinha. - Eu respondi com um sorriso puramente atrevido, tirando cada grampo do meu coque de noiva e deixando o cabelo cair nas minhas costas como mais uma provocação deliberada.

- Giovana, quando eu me soltar, eu vou tirar esse sorrisinho dessa boquinha atrevida e ela só vai conseguir gemer. - Ele ameaçou e eu ri mais uma vez.

- Estou contando com isso, Gracinha!

Eu soltei as ligas devagar e tirei a calcinha lentamente, tirando também os sapatos.

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