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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu estava finalmente sentindo que estava voltando para casa. Eu tomei posse como delegada há seis meses e foram meses de tortura. Eu fui trabalhar em uma delegacia tumultuada e que tinha um bando de preguiçoso, colocar as coisas em ordem lá não foi fácil, mas eu tinha conseguido, com muito suor e colocando aqueles policiais folgados nos eixos. Agora tudo funcionava bem, era uma delegacia muito movimentada, mas não tinha mais serviço acumulado e nem gente enrolando o serviço.

Eu estava quase gostando de lá, mas eu sentia falta da minha delegacia antiga, onde eu atuei como agente e tinha o Flávio, o Bonfim, o Tutu, a Renatinha e o Breno e todos os outros. E foi por isso que eu não pensei duas vezes quando o Bonfim me ligou dizendo que tinha uma vaga lá, eu aceitei imediatamente e aguardei ansiosa o dia de voltar. E finalmente ele chegou.

- Nossa, Ferinha, você está lindíssima! - O Anderson parou atrás de mim no espelho do closet e deu um beijo no meu pescoço, me entregando uma caneca de café. Eu estava usando o meu uniforme tático, coturnos e o meu rabo de cavalo alto, eu era operacional, eu ia pra rua. O Anderson segurou o meu rabo de cavalo e puxou firme, me beijando como se me prometesse algo mais. - Ah, você está sempre lindíssima, minha delegada.

- Gracinha, você aprendeu mesmo a elogiar! - Eu me virei e passei os braços no pescoço dele, dando um beijo. - Anderson, eu sei que você adora a sua salinha no Ministério Público, mas não se atrasa hoje, nós temos o evento da polícia.

- Droga! Eu já estava fazendo planos para dar uns amassos na minha delegada mais tarde.

- Você pode fazer o que está pensando antes de irmos para o evento, basta não se atrasar. - Eu dei uma risadinha e baixei a voz a um sussurro bem perto da orelha dele. - Vou passar o dia inteiro pensando em você segurando o meu rabo enquanto me fode gostoso no sofá da sala e me chama de delícia.

- Huumm! - Ele gemeu e deu mais um beijo no meu pescoço. - Com esse incentivo, eu não vou me atrasar, Ferinha. Agora vem, ou eu vou te foder de frente para esse espelho antes de irmos para o trabalho.

- Para com essas promessas gostosas, Promotor Cavalcante! - Eu brinquei e depois fiquei séria. - Será que dá tempo?

Eu olhei para o relógio e ele soltou uma gargalhada que me fez ter vontade de arrancar aquele terno bonito dele.

- Infelizmente não dá, minha linda, nós já estamos em cima da hora porque você resolveu me castigar com essa boquinha perfeita no chuveiro. - O Anderson me beijou e me levou para a cozinha,

Enquanto tomávamos um café rápido, o Anderson me observava com aquele orgulho que sempre me fazia flutuar.

- Ferinha, você descobriu do que se trata esse evento do alto escalão da polícia? O convite que chegou para mim no Ministério Público estava bem genérico.

- Só sei o que está no papel, Gracinha. Evento oficial da cúpula da Segurança Pública. - Eu dei de ombros. - Não é comum convidarem iniciantes como eu, talvez eu tenha sido convidada por sua causa... ou talvez por influência do Flavinho e do Bonfim.

- Seja como for, é bom para você. - Ele recolheu as canecas e foi até a pia para lavá-las, quando voltou, parou em minha frente e acariciou o meu rosto. - Você está feliz? De voltar para a delegacia do Flávio e do Bonfim? - O Anderson sorriu meio de lado, ele sabia a resposta.

- Eu estou nas nuvens. Eu sonhei com isso desde que eu conheci aquela delegacia. - Eu sorri e o abracei. - E eu tenho que ir. Deseja sorte para a sua Delegada favorita.

- Você não precisa de sorte, Gi. Você tem competência. - Ele sorriu de canto, me dando um último abraço apertado e um beijo de tirar o fôlego antes de eu sair.

Assim que entrei na Delegacia eu dei de cara com toda a equipe de investigadores, escrivães e agentes, que se colocou de pé, batendo palmas. O Flávio e o Bonfim lideravam o grupo com sorrisos de orelha a orelha.

- Bem-vinda ao seu primeiro dia, chefe! - A Renatinha se aproximou e me estendeu uma caixa retangular comprida de madeira. - Um presente da equipe para a sua mesa nova. - Ela me abraçou muito apertado. - Ai, eu estou tão feliz de ter você aqui, Gigi! Parece que foi ontem que eu dei a primeira aula de defesa pessoal para uma adolescente cheia de marra.

Eu sorri e retribuí o abraço da Renata, com a emoção saltando aos olhos.

Eu fiz que sime eles me levaram em direção a uma sala que eu conhecia bem, ao lado da sala do Flávio. A sala que pertencia ao Delegado Bonfim.

Eu entrei de cenho franzido, observando as caixas de papelão no canto e a audência dos itens pessoais do Bonfim. A mesa estava limpa e a sala inteira parecia estar pronta para ser ocupada por um novo "inquilino".

- Bonfinzinho, você vai reformar esta sala? - Eu perguntei ainda contabilizando a ausência das coisas dele na sala.

- Esta sala é sua agora, Gigi. A sala, a papelada e a equipe. - O Bonfim disse, batendo a mão na mesa rústica de madeira.

- Como assim, Bonfim? Eu não estou entendendo. Você vai ocupar outra sala no prédio? Mas porque você está me passando a equipe e a papelada? - Eu parei no meio da sala, sentindo um aperto estranho no peito.

- Eu estou saindo da delegacia, Gigi. Você está herdando os meus papéis, a minha sala e a minha equipe, e eu sei que você vai cuidar muito bem de tudo. - Ele deu um sorriso, parando bem na minha frente. - E o Delegado Moreno está assumindo a chefia aqui, ele é o novo Delegado Chefe dessa delegacia.

- Eu pensei que o governo tivesse aberto uma nova vaga de Delegacia Adjunta para mim, e não que você estivesse... saindo. Você vai se aposentar? Sério? Logo na minha vez? Bonfim, você não pode me deixar sozinha com o Moreno, ele não tem limites! E você... ah, você não pode fazer isso. - As lágrimas caíram dos meus olhos e eu as limpei com as costas das mãos. - Quer saber, devolve os seus favores, eu vou voltar para aquela delegacia onde eu estava. Eu não vou ficar aqui se isso vai custar perder você.

O Bonfim soltou uma daquelas gargalhadas dele, balançando a cabeça de forma enigmática enquanto me segurava pelos ombros.

- Eu não estou me aposentando, garota. Existe tempo para tudo na nossa profissão: tempo de ir para a rua, tempo de comandar... e tempo de deixar o lugar que cuidamos por anos em boas mãos. - Ele falou de um jeito misterioso, ajeitando o relógio no pulso. - Eu vou estar sempre por aqui, prometo. Mas agora a realidade é essa, o Flávio é o novo chefe titular dessa delegacia inteira, e você está assumindo a cadeira dele na coordenação das investigações. Confia nos meus planos, Giovana. Eu nunca te deixaria na mão.

Eu tentei arrancar mais alguma informação dele ou do Flávio ao longo do dia, mas os dois passaram a tarde desconversando, com sorrisinhos cúmplices e enigmáticos que só serviram para me deixar ainda mais aborrecida.

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