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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Antes que eu pudesse chorar mais um pouco, o Felipe e a Juliana se aproximaram de nós segurando taças de água. O Felipe estava com aquele sorriso enigmático típico dele, cutucando o sogro com o cotovelo. Ele não dava um minuto de paz para o Bonfim e o Bonfim fingia que não gostava, mas se o Felipe passava uma tarde sem ligar para ele, ele acabava resmungando ordens mau humoradas na delegacia para todos nós.

- É uma noite de grandes anúncios para a Segurança Pública, hein, sogrinho?! - O Felipe começou, com um brilho puramente atrevido nos olhos, piscando para a Juliana. - Meus parabéns! - Ele bateu a mão nas costas do Bonfim e o puxou para um abraço.

- Moleque atrevido! Não larga essa mania de me chamar de sogrinho. - O Bonfim resmungou, mas abraçou o Felipe dando tapinhas nas costas. - Ah, mas pelo menos se tornou responsável e não bebe mais e nem deixa a minha Jujubinha beber. Vem, filhinha do papai, dá um abraço. - O Bonfim puxou a filha para um abraço sentimental e, não se aguentando, puxou o Felipe também outra vez. - Vem, moleque, apesar de você ter roubado a minha filhinha eu gosto de você.

O Felipe deu uma bela gargalhada.

- Ah, sogrinho, eu também gosto muito de você, apesar do nosso início complicado. Você me assustava pra caramba. - O Felipe sorriu e manteve o Bonfim sob o seu braço, enquanto o Bonfim gargalhava. - Pode ficar tranquilo, a Jujuba não pode mais beber e eu estou apoiando a minha esposa.

O Bonfim estreitou os olhos na hora, cruzando os braços e assumindo aquela postura de "mau de verdade" que ele usava na delegacia.

- O que você aprontou agora, Felipe? Se você estiver aprontando com a minha filha moleque, eu juro que tenho um alicate de cutícula no bolso interno desse paletó... não, melhor ainda, eu mando a sua cunhada te levar preso no plantão dela e pode acreditar, você vai implorar para limpar as celas.

- Tô fora, sogrinho! Eu já vi a Ferinha em ação, essa mulher devia ser proibida de andar armada. - O Felipe deu uma risada gostosa e piscou para mim, segurando a mão da Juliana com carinho. - Sogrinho, a sua nova mesa no seu novo gabinete é grande?

- Por que esse interesse na minha mesa, moleque? - O Bonfim quis saber. - Nem sonhando que você vai levar seu computadorzinho para fazer de lá seu home office como você costuma fazer na delegacia.

- Ah, sogrinho, isso magoa! - O Felipe colocou a mão no coração. - Eu só vou para a delegacia duas vezes por semana, porque eu sei que o senhor fica com saudade de mim. - O Felipe desafiou o Bonfim que o encarou com fingida irritação. - Mas é sério, o senhor vai precisar de espaço na sua mesa nova, e não é porque eu vou trabalhar lá, porque eu vou ainda que não tenha mesa. - O Felipe fez uma pausa e olhou bem para o Bonfim.

- Que pecado eu cometi, meu Deus, para esse moleque grudar em mim igual a catinga de gambá? - O Bonfim revirou os olhos.

- Pai, você não engana mais ninguém, você adora o meu Pipinho, sempre adorou. - A Juliana passou a mão carinhosamente nos cabelos do marido sorridente.

- Que ridículo! - O Bonfim teve que rir. - Tá bom, Pipinho, agora diz, por que eu preciso de espaço na mesa.

CASAL 2 - Capítulo 162: Notícia de futuro e notícia do passado 1

CASAL 2 - Capítulo 162: Notícia de futuro e notícia do passado 2

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