"Giovana"
Depois do encontro na escada eu não vi mais a tal de Maya e foi melhor assim, porque eu tive um primeiro dia de aula empolgante. O ritmo na faculdade era totalmente diferente da escola, os professores não faziam aquele primeiro dia de aula morno, em que só nos apresentávamos e falávamos sobre expectativas.
Cada um dos cinco professores que entrou na sala naquela manhã, apenas se apresentou, falou brevemente sobre o que aprenderíamos no semestre e como distribuiria os pontos. Depois, as aulas pareciam acontecer como uma palestra e, se o Anderson não tivesse me preparado para isso, eu teria ficado perdida sem saber se ouvia ou se anotava.
Era tudo novo, principalmente o fato de que a única responsável pelo que eu faria naquele curso, como faria e até se assistiria aula, era eu mesma. Eu estava por conta própria e isso era assustador e fascinante ao mesmo tempo.
Muita coisa estava mudando na minha vida, mas tinha uma coisa que ainda era igual a primeira vez, a minha ansiedade em ficar sozinha com o meu namorado. Enquanto o elevador subia para o meu apartamento, eu ainda sentia as minhas mãos suarem, o coração acelerado e as borboletas batendo asas no mneu estômago. Eu ansiava pelos momentos que passávamos juntos, desde a primeira vez que observei a boca dele enquanto líamos nosso primeiro livro juntos na porta do meu quarto.
Aquele dia tinha ficado distante, mas as sensações que eu senti ainda eram as mesmas, eu ainda me pegava admirando o seu rosto bonito quando ele não estava olhando para mim. E agora ele era meu namorado e eu podia tocá-lo e beijá-lo o tempo todo, mas eu ainda sentia como se fosse a primeira vez e ainda ficava ansiosa para estar sozinha com ele.
- Vai, abre a sua porta. - Ele me incentivou.
- Não, você sempre vai abrir as portas pra mim, esqueceu? É a sua regra e eu gosto dela. - Eu coloquei a chave na mão dele.
- Olha que manhosa! - Ele brincou e me deu um beijo rápido antes de abrir a porta.
No momento em que eu entrei, eu senti como se o apartamento estivesse adormecido, um profundo silêncio estava instalado ali, um silêncio do qual eu já havia me esquecido, porque desde o dia em que eu voltei da Irlanda e com a chegada da Hana, a família se juntando e crescendo, aquele apartamento não conhecia o silêncio. A única luz que incidia ali era a que entrava pelo tecido claro da cortina fechada, deixando o ambiente numa claridade suave e visualmente confortável. E eu me distraí com aquilo por um segundo apenas.
- Vou te ensinar o teste do sofá para você impressionar o seu futuro chefe! - O Anderson me pegou pela cintura assim que fechou a porta.
- Você falou com o meu pai. - Eu comecei a rir, tendo certeza de que ele já sabia que eu queria trabalhar no bar.
- Você é terrível, Ferinha! - Ele abriu um sorriso lindo pra mim. - E eu te amo exatamente assim!
Ele me colocou contra a parede ao lado da porta, como já tinha feito tantas vezes, mas desta havia algo diferente. Era como se houvesse uma urgência no beijo dele e as mãos dele estivessem em chamas tocando a pele exposta na minha cintura pelo cropped.
A língua dele invadiu a minha boca no mesmo momento em que o corpo dele pressionou o meu. Era um beijo exigente, não era apressado, mas era profundo, como se ele estivesse sob um calor escaldante e devorando um sorvete de casquinha antes que derretesse. A língua dele buscava a minha e girava na minha boca, nossos lábios molhados deslizavam como se precisassem se esfregar para conter a paixão que explodia na nossa boca como se nossos corações se tocassem ali e batessem juntos freneticamente.
Eu já estava começando a sentir o ar rarefeito pelo efeito daquele beijo deliciosamente apaixonado, quando eu senti os seus dedos tatearem por baixo do meu cropped e encontrarem os meus seios. Foi como se ele tivesse roubado todo o ar dos meus pulmões, porque eu não esperava aquela ousadia de quem sempre se continha e evitava me tocar.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...