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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Depois do encontro na escada eu não vi mais a tal de Maya e foi melhor assim, porque eu tive um primeiro dia de aula empolgante. O ritmo na faculdade era totalmente diferente da escola, os professores não faziam aquele primeiro dia de aula morno, em que só nos apresentávamos e falávamos sobre expectativas.

Cada um dos cinco professores que entrou na sala naquela manhã, apenas se apresentou, falou brevemente sobre o que aprenderíamos no semestre e como distribuiria os pontos. Depois, as aulas pareciam acontecer como uma palestra e, se o Anderson não tivesse me preparado para isso, eu teria ficado perdida sem saber se ouvia ou se anotava.

Era tudo novo, principalmente o fato de que a única responsável pelo que eu faria naquele curso, como faria e até se assistiria aula, era eu mesma. Eu estava por conta própria e isso era assustador e fascinante ao mesmo tempo.

Muita coisa estava mudando na minha vida, mas tinha uma coisa que ainda era igual a primeira vez, a minha ansiedade em ficar sozinha com o meu namorado. Enquanto o elevador subia para o meu apartamento, eu ainda sentia as minhas mãos suarem, o coração acelerado e as borboletas batendo asas no mneu estômago. Eu ansiava pelos momentos que passávamos juntos, desde a primeira vez que observei a boca dele enquanto líamos nosso primeiro livro juntos na porta do meu quarto.

Aquele dia tinha ficado distante, mas as sensações que eu senti ainda eram as mesmas, eu ainda me pegava admirando o seu rosto bonito quando ele não estava olhando para mim. E agora ele era meu namorado e eu podia tocá-lo e beijá-lo o tempo todo, mas eu ainda sentia como se fosse a primeira vez e ainda ficava ansiosa para estar sozinha com ele.

- Vai, abre a sua porta. - Ele me incentivou.

- Não, você sempre vai abrir as portas pra mim, esqueceu? É a sua regra e eu gosto dela. - Eu coloquei a chave na mão dele.

- Olha que manhosa! - Ele brincou e me deu um beijo rápido antes de abrir a porta.

No momento em que eu entrei, eu senti como se o apartamento estivesse adormecido, um profundo silêncio estava instalado ali, um silêncio do qual eu já havia me esquecido, porque desde o dia em que eu voltei da Irlanda e com a chegada da Hana, a família se juntando e crescendo, aquele apartamento não conhecia o silêncio. A única luz que incidia ali era a que entrava pelo tecido claro da cortina fechada, deixando o ambiente numa claridade suave e visualmente confortável. E eu me distraí com aquilo por um segundo apenas.

- Vou te ensinar o teste do sofá para você impressionar o seu futuro chefe! - O Anderson me pegou pela cintura assim que fechou a porta.

- Você falou com o meu pai. - Eu comecei a rir, tendo certeza de que ele já sabia que eu queria trabalhar no bar.

- Você é terrível, Ferinha! - Ele abriu um sorriso lindo pra mim. - E eu te amo exatamente assim!

Ele me colocou contra a parede ao lado da porta, como já tinha feito tantas vezes, mas desta havia algo diferente. Era como se houvesse uma urgência no beijo dele e as mãos dele estivessem em chamas tocando a pele exposta na minha cintura pelo cropped.

A língua dele invadiu a minha boca no mesmo momento em que o corpo dele pressionou o meu. Era um beijo exigente, não era apressado, mas era profundo, como se ele estivesse sob um calor escaldante e devorando um sorvete de casquinha antes que derretesse. A língua dele buscava a minha e girava na minha boca, nossos lábios molhados deslizavam como se precisassem se esfregar para conter a paixão que explodia na nossa boca como se nossos corações se tocassem ali e batessem juntos freneticamente.

Eu já estava começando a sentir o ar rarefeito pelo efeito daquele beijo deliciosamente apaixonado, quando eu senti os seus dedos tatearem por baixo do meu cropped e encontrarem os meus seios. Foi como se ele tivesse roubado todo o ar dos meus pulmões, porque eu não esperava aquela ousadia de quem sempre se continha e evitava me tocar.

- Sempre me surpreendendo. - O sorriso dele ficou maior e ele fez um carinho no meu rosto com o polegar e quando eu menos esperava ele arrancou a camiseta pela cabeça e colocou as minhas mãos sobre o peito dele. - Me toca, Gi, onde você quiser, como você quiser, eu não vou mais segurar as suas mãos, você decide até onde vai, eu sou seu.

Foi como receber um presente que eu desejei por muito temnpo, a permissão para explorar o corpo dele como eu sempre quis. Com um sorriso vitorioso no rosto e as mãos espalmadas no peito dele, eu o empurrei até o sofá, nossos olhos presos um no outro e quando ele se sentou eu montei no colo dele. Meus olhos desceram pelo peitoral dele, apreciando descaradamente o seu abdômen definido. Eu mordi o lábio inferior e lentamente segurei a barra do meu cropped e o puxei devagar para cima, o arremessando no braço do sofá.

Os olhos do meu namorado brilharam para mim, como se ele estivesse extasiado com o que via. Mas, diferente de mim, que praticamente o comi com os olhos, ele me olhou com deslumbramento, como se reverenciasse a minha exposição.

- Linda! - Ele balbuciou e engoliu em seco. Suas mãos pararam no ar, como se ele fosse me tocar por impulso, mas tivesse conseguido se conter.

- Você não precisa mais pedir permissão para um acordo dentro da sua cabeça. A única permissão que você precisa eu estou te dando. Me mostra, Anderson, como você vai me tocar agora? - Eu o lembrei e ele me olhou como se cada palavra estivesse sendo lentamente traduzida em sua mente.

E sem mais palavras a mão dele segurou a minha nuca e me puxou para mais um beijo daquele de roubar o fôlego e a capacidade de pensar. E no meio daquele beijo, as mãos dele foram se aproximando sem pressa dos meus seios e voltaram a me tocar, devagar, mas firmes, sabendo exatamente o que fazer, como se lessem na minha pele cada sensação que me proporcionavam.

Aquele leve roçar dos polegares sobre os meus mamilos duros se transformou num aperto suave e me causando sensações ainda mais deliciosas quando ele passou a rolar meus mamilos entre os seus polegares e indicadores. Eu ofeguei e a boca dele soltou a minha, mas ao invés de ir para a minha orelha, desceu pelo meu queixo, meu pescoço, até chegarem aos meus seios e substituírem os seus dedos. Primeiro um roçar de língua, que tirou da minha garganta um som que nem parecia ser meu, depois um raspar de dentes que me fez ansiar pela mordida como uma louca e por fim o fechar dos lábios em torno de um dos mamilos, a forma como ele sugou e continuou passando a língua, até passar para o outro repetir tudo e voltar.

Eu sentia como se o meu corpo estivesse sendo consumido por chamas, minha pele estava quente, minhas unhas enterradas nos ombros dele e entre as minhas pernas eu sentia um calor úmido que me deixava querendo algo que eu ainda não entendia como podia querer sem nunca ter experimentado. Era quase como se eu não pudesse mais pensar ou ter dúvida, eu só queria sentir.

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