"Giovana"
Eu estava trabalhando no bar há quase um mês e já tinha me dado conta de que trabalhar e estudar não era tão fácil quanto o Anderson fazia parecer. O trabalho era ótimo, super animado e enquanto eu servia mesas mal tinha tempo para sentir sono, mas sentia os meus pés doerem, mesmo que o sapato fosse confortável. Contudo, minhas tardes estavam servindo apenas para dormir e eu precisava me acostumar logo com a minha nova rotina ou as coisas não sairiam muito bem na faculdade.
Seguindo o conselho do Anderson, eu comecei a controlar quantas horas eu dormia por dia colocando o alarme para tocar e ao invés de ir pra cama quando chegava do bar, que geralmente fechava mais cedo de domingo a quinta, além de não abrir na segunda, eu me sentava para estudar. Eu sabia que levaria tempo para me acostumar, mas até lá eu estava sobrevivendo a base de muita cafeína.
Mas hoje era um dia muito especial, eu tinha planos. Eu tinha feito o exame de direção e apenas o Anderson sabia, pois eu queria fazer uma surpresa para alguém especial. A minha carteira finalmente estava liberada e eu podia dirigir o meu carro. Quase no fim da tarde o Anderson me buscou em casa e nós fomos até o prédio buscar o meu carro. Eu estava animada por finalmente poder dirigir.
- E aí, vai ter coragem de me deixar na direção? - Eu brinquei com o Anderson e ele ergueu a chave pra mim.
- Você está na direção desde que roubou o meu coração. - Ele respondeu todo fofo e eu me pendurei no pescoço dele para lhe dar um beijo. - E eu vou te dar um amasso nesse carro que vai te deixar de pernas bambas. - Ele sussurrou no meu ouvido.
- Se eu não te pegar primeiro. - Eu brinquei e tirei as chaves da mão dele. - Mas não vai ser hoje, porque eu tenho outros planos.
Eu caminhei até a porta do passageiro e a abri, fazendo um floreio para que ele entrasse. Meu namorado riu, aquele sorriso lindo que iluminava os seus lábios rosados, e balançou a cabeça. Ele pegou a minha mão e me puxou até a porta do motorista, a abriu e repetiu o meu gesto para que eu entrasse.
- Eu sempre vou abrir as portas para você, não importa qual seja!
Ele me arrancou um sorriso, porque os gestos gentis e afetuosos dele não estavam mudando com o tempo, ao contrário, ele sempre ewncontrava nocas maneiras de ser gentil e fofo comigo. Era fato, eu tinha muita sorte!
Nós fomos para a farmacêutica do meu padrasto e eu parei bem na entrada, desci do carro e dei a volta, me encostando na porta do passageiro com os braços cruzados, toda confiante com o Anderson ao meu lado. Foram poucos minutos esperando ali até que o Bóris e a minha mae passaram pela porta de saída de mãos dadas. Eu adorava vê-los juntos, a forma como ela sorria com ele e o jeito que ele olhava para ela como se não houvesse mais nada no mundo, me deixava completamente feliz por ela, porque ela estava feiliz e ela merecia isso.
E eles saíram do prédio de mãos dadas exatamente assim, ele olhando para ela e se aproximando para cochichar alguma coisa e ela com a cabeça baixa sorrindo de bochechas coradas. Eu tinha certeza que ele tinha dito alguma obscenidade para ela e ela tinha gostado. Mas então ele olhou para frente com aquele sorriso de quem tinha tudo o que queria e parou o passo a meio caminho.
- Nãããoooo! Você conseguiu! - Ele falou alto, sem se importar de chamar a atenção das pessoas em volta, então ele se virou para a minha mãe como se algo muito importante tivesse acontecido para ele. - A filhota tirou a carteira!
- É, parece que ela andou meio ocupada mesmo. - Minha mãe deu uma risadinha feliz e eles se apressaram até nós.
- Parabéns, filhota! Agora você pode correr o mundo sob as próprias rodas. - O Bóris me abraçou apertado e beijou a minha cabeça. - Você fez o exame hoje, Gi?
- Não, já tem uns dias, mas eu queria te fazer uma surpresa e a carteira foi liberada hoje. Eu queria que você fosse o primeiro a saber... quer dizer, o Gracinha sabia, mas ele sabe de tudo e me levou para todas as aulas e para o exame, então não conta.
- Sério que você quis contar primeiro pra mim? - Ele perguntou com a emoção brilhando nos olhos.
- Sério, Bóris! E não é porque você me deu o carro e pagou as aulas, eu quis contar primeiro pra você porque você é meu segundo pai e é importante na minha vida. - Eu me declarei para ele.
Eu gostei do Bóris desde o primeiro momento, havia uma conexão entre nós, talvez porque éramos os dois sem nenhum filtro e ele me entendia bem, além de sempre estar sorrindo pra mim.
- Ah, filhota, eu te amo! E eu fico muito feliz com cada vitória sua.
- Também te amo! - Eu o abracei mais uma vez. - E aí, tem coragem de dar uma volta com uma garota recém habilitada? Aliás, não é qualquer volta, é a primeira volta! O Anderson veio comigo, mas ele não conta, alguém tinha que me buscar em casa. - Eu brinquei e ele deu uma bela risada.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...