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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

A verdade era que desde que eu conheci a Maya eu estava meio insegura, apesar do Anderson não me dar motivos e sempre evitar aquela chata, ela era uma pedra no meu sapato e ela não era uma jovem insegura de dezoito anos. Isso estava me corroendo e eu andava um tanto receosa que o Anderson cansasse de me esperar ou que a Maya grudasse tanto no pé dele que ele acabasse caindo em tentação, afinal, feia ela não era.

Só que toda a insegurança que eu sentia eu não poderia compartilhar com o meu pai, porque eu conhecia a resposta dele, eu sabia que ele me diria para me preservar e que o Anderson jamais cairia em tentação. Contudo, eu precisava de uma opinião masculina sincera e sem rodeios e eu pensei que o Bóris era a pessoa certa. Então eu tinha a oportunidade e aproveitaria.

- Eu ainda não me sinto pronta. Eu não sei explicar, eu sei que o Anderson é o cara certo, ele é o único no mundo pra mim, mas é o momento que eu acho que ainda não chegou. Sei lá... talvez isso seja meio intuição... não sei como explicar.

- Gi, siga o seu coração. Todo mundo sabe que o Anderson é a pessoa certa pra você e você a pessoa certa para ele. Mas descobrir o corpo e o que fazer com ele, digamos assim, vai além disso, precisa de mais do que a pessoa certa, precisa do momento certo, o que envolve maturidade e o próprio corpo sentir que está preparado. Você não precisa explicar porque ainda não é a hora para você, você só precisa saber dizer não se ainda não for a hora. O Anderson te ama, ele vai te esperar e vai entender.

- Você acha mesmo? - Eu perguntei e ele fez que sim. - Sabe o que é, Bóris, tem uma garota lá na faculdade...

- Iiiih, mas sempre tem uma garota na faculdade! É aquela do seu aniversário?

- Sim. Ela vive tentando se aproximar, dá em cima dele na minha cara. Ele a corta e parece não suportá-la, mas... ela é linda, sabe...

- E você é ainda mais linda. Gi, o Gracinha escolheu você! Ela é insignificante.

- Mas ela é... descolada. Entende?!

- E daí? - Ele me encarou como se aquilo não significasse nada.

- Como e daí, Bóris? E daí que ela pode pegar o Gracinha num momento de maior necessidade. - Eu tentei explicar, mas ele me olhava como se não entendesse. - Bóris, eu tenho medo que ela convença o Anderson a... a ficar com ela porque ela pode dar o que eu não estou dando. - Eu soltei de uma vez, como se as palavras se atropelassem ao sair da minha boca.

- Deixa ver se eu entendi, você acha que a tal garota pode levar o Anderson pra cama só porque você ainda não... - Ele me encarou e parou a frase no meio enquanto eu concordava com a cabeça. Então ele começou a rir. - Giovana Maria, nós homens temos sentimentos, sabia?! - Ele me informou ainda rindo.

- Mas, Bóris... não dizem por aí que a carne é fraca? - Eu perguntei ansiosa.

- Dizem, Gi, mas o que é fraco mesmo é o caráter de algumas pessoas e isso não se aplica ao Anderson. - Ele me encarou sério agora. - Gi, o Anderson te ama, ele te amou antes, quando você estava irritando todo mundo, ele te ama agora que você é essa jovem determinada, e ele vai te amar em cada fase da sua vida daqui para frente. E é porque ele te ama de verdade e porque ele tem um caráter irretocável, que ele vai ser fiel a você e a promessa que ele fez de te esperar.

- Você acha mesmo que ele ainda suporta os banhos gelados?

- Eu tenho certeza. Não se afobe, não faça nada precipitadamente porque essas decisões geralmente nos fazem arrepender e o arrependimento sim pode separar vocês. Entende o que eu digo, Gi? - Ele falava bem sério sentado ao meu lado.

- Entendo. Mas, Bóris, eu quero entender como o 'sistema' dele funciona... eu podia, tipo assim, aprender a fazer uma coisa que seja melhor do que banho gelado até que a hora certa chegue?

- Ai, eu caí na armadilha! Eu sei que vou me arrepender, mas eu vou perguntar. Do que você está falando, Gi?

- Ai, Bóris! Você sabe, daquilo... - Eu dei uma olhadinha e ele parecia estar totalmente perdido. - Bóris, aquilo que vocês homens fazem quando se trancam no banheiro... quando assistem filme adulto... - Ele parecia não entender, estava congelado ao meu lado. - Que droga, Bóris! Masturbação!

- Gi, eu entendi quando você falou sobre se trancar no banheiro. - Ele pareceu voltar a respirar. - O que você sabe sobre isso?

- O que eu vi nos filmes. E uma vez... - Eu olhei para ele meio desconfiada, mas eu estava pedindo ajuda, então eu ia contar. - Uma vez eu vi o Anderson fazer...

- Eu deveria ter percebido que esse passeio não era de graça. - Ele reclamou, me fazendo rir.

- Ah, qual é, Bóris! Você tem uma irmã mais nova, nunca conversou com ela sobre isso?

- Nunca!

- Gostar? Gi, eu não sei se tem jeito do Anderson estar mais caído por você, mas se você fizer isso mesmo, ele vai se sentir um cara de sorte. Isso vai conectar vocês de uma forma muito íntima. Ele vai sentir que você o deseja, mesmo ainda não dando o passo completo. É isso.

- Bóris, você é demais! Obrigada!

- Obrigada nada! Meus conselhos têm um preço! Vamos naquele restaurante japonês que você adora? - Ele perguntou e eu fiz que sim. - Então, vamos e se você não tem mais nenhuma pergunta constrangedora para mim, eu quero saber de você o que você acha sobre uma coisa que eu estou querendo fazer.

- Não, Bóris, se você substituir as pílulas anticoncepcionais da minha mãe por pílulas de farinha ela te mata e eu gosto muito de você, não quero que você morra. - Eu respondi rapidamente e ele caiu na risada.

- Ela ficou brava demais quando eu disse que ia fazer isso. Mas foi só brincadeira, eu nunca trapacearia, nós vamos te dar um irmãozinho só se ela quiser.

- Então o que está se passando nessa sua cabeça? - Eu perguntei ainda rindo.

- Eu quero pedí-la em casamento e quero saber o que você acha. - Ele falou seriamente e eu pisei no freio quase causando um acidente. - Calma, garota, é o seu primeiro dia habilitada e você não quer que eu morra! - Ele brincou e olhou para mim, que nesse momento o encarava como se ele tivesse feito o mundo congelar. - Eu amo a sua mãe, Gi, quero me casar com ela e quero a sua benção.

- Casar? Tipo... vestido, véu, buquê e ser o meu 'paidrasto' pelo resto da vida? - Eu olhei para ele com um nó de ansiedade na garganta.

- Eu já sou o seu 'paidrasto' pelo resto da vida, eu só vou tornar as coisas oficiais porque a sua mãe é a pessoa da minha vida e eu tenho certeza disso. - Ele abriu um sorriso confiante.

Eu assimilei cada palavra que ele disse e o mundo pareceu voltar a girar devagar e com novas cores. Eu queria pular no pescoço dele de tanta alegria, porque a minha mãe merecia isso e eu sabia que ela também o amava, mas um idiota começou a buzinar atrás de mim quebrando o encanto do momento.

- Vamos conversar no restaurante e lá eu te conto tudo, mas pelo seu sorriso eu já sei que você está feliz com a minha idéia.

- Feliz é pouco! Eu vou amar que vocês se casem! - Eu respondi e voltei a minha atenção para o trânsito outra vez.

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