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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

A Raíssa e eu passamos um bom tempo juntos enquanto esperávamos o Bóris e a Giovana. Ela me tratava como filho e fazia questão de saber como eu estava indo na faculdade. Eu me diverti muito contando a ela sobre o quanto a Giovana não aceitava desaforo dos clientes mais atiradinhos do bar e como eu ficava orgulhoso de vê-la determinada a dar o melhor de si no trabalho e na faculdade.

- Mas ela está cansada. - Eu comentei por fim, não escondendo a minha preocupação.

- Mas ela vai se acostumar. Muitas pessoas trabalham e estudam, inclusive você. - A Raíssa sorriu. - Você é bom pra ela e eu sei que ela quer ser digna de você, então ela vai em frente e vai se acostumar com a nova rotina.

Eu concordei com ela, a Giovana estava mesma empenhada naquilo e ela acabaria se acostumando. A porta foi aberta e o Bóris e a minha ferinha entraram ruidosamente. Pela forma como eles riam, o jantar tinha sido muito divertido. Eu não escondi o meu sorriso quando ela deu um beijo na mãe e se jogou ao meu lado no sofá, me prendendo em um abraço desajeitado, com a cabeça enterrada na curva do meu pescoço.

- Você está me farejando? - Eu brinquei e ela deu uma risadinha que pareceu um carinho na minha pele.

- Eu adoro o seu cheiro, estou matando a saudade. - Ela confessou e meu coração se encheu de alegria, eu também senti falta dela. - O que você acha de me levar para casa?

- Claro, você está cansada. - Eu concordei.

- Ah, é assim?! Só queria ver o Bóris hoje? - A Raíssa reclamou e a Giovana saiu do meu abraço e se jogou sobre a mãe.

- Mãezinha, linda, do meu coração, eu te amo! Eu estou te vendo e eu também sinto sua falta. Mas já está tarde para a sua filha que agora é uma trabalhadora noturna e quer aproveitar para dormir mais na única noite de folga que aquele patrão cruel me dá! - A Giovana sempre fazia drama com a mãe.

- Não me engane! O seu patrão te dá duas noites de folga por semana, mas você reserva uma apenas para o seu namorado. - A Raíssa reclamou e piscou pra mim.

- Ah, mãe, mas o meu namorado é uma coisa, você tem que me dar razão nessa. Além do mais, eu também aproveito para estudar um pouco mais, eu sou uma universitária dedicada!

- É, estou sabendo. Mas eu estou te vendo muito pouco. - A Raíssa a encarou séria.

- Que tal jantarmos juntas essa semana? Só você e eu. - A Giovana propôs.

- O quê? Está dispensando os caras mais gatos das vidas de vocês? - O Bóris era realmente parecido com a Giovana, até para fazer drama.

- Você já teve a sua noite hoje, Bóris! - A Raíssa ralhou com ele como se falasse com uma criança.

- Na minha próxima noite de folga nós vamos ter um tempo juntas, mãe! - A Giovana prometeu, deu um beijo na mãe e se levantou do sofá.

- Não se preocupa, Bóris, eu te levo para dar uma voltinha, para você não ter que ocupar a casinha do playground do prédio. - Eu brinquei enquanto nos despedíamos.

Quando atravessamos a porta, a Giovana me puxou para as escadas, achei engraçado ela estar cansada e ainda ter disposição para descer até a garagem pelas escadas, mas a acompanhei sem questionar. A surpresa veio quando chegamos ao andar de baixo e ela me puxou até a porta do apartamento dela.

- Pensei que você estava cansada. - Eu comentei.

- Eu estou, mas não quero dormir sozinha. - Ela respondeu, despertando o meu interesse. - Eu avisei ao meu pai antes de sair de casa essa tarde, quero dormir no meu apartamento hoje, ver se eu já estou pronta para me mudar. Você entende?

- Eu entendo, você quer ver como é passar a noite sem a família. Mas se eu ficar, você não vai saber. - Eu a provoquei e ela me entregou a chave.

- Ah, eu vou saber sim! Vou saber se vale a pena eu vir morar sozinha só para o meu namorado passar algumas noites da semana aqui comigo. - A resposta dela me fez parar com a volta da chave no meio do caminho.

- Explica, Gi.

- Eu tenho ficado muito cansada, Anderson, e nós temos tido pouco tempo só para nós dois. Eu sinto a sua falta. Além do mais, o apartamento é muito mais perto do bar e da faculdade e tem sido cansativo todo esse deslocamento até o condomínio do meu pai.

Eu abri a porta e ela entrou. Eu atravessei a porta e a tranquei com todas as travas de segurança antes de me virar para a Giovana e encontrá-la me encarando de frente.

- E você tem se sacrificado muito indo me buscar e me levar em casa. Eu pensei e acho que eu estou mantendo as coisas complicadas demais sem nenhuma necessidade. Eu quero me mudar, quero que você possa ficar comigo ou ir para a sua casa quando quiser, quero passar mais tempo com o meu namorado e não com o colega da faculdade ou o meu chefe no trabalho.

Eu ouvi cada palavra que ela disse em silêncio. Ela estava dando mais um passo e um passo importante. Eu estava pensando o que isso significaria entre nós, ter mais tempo juntos e um espaço onde poderíamos ser apenas nós dois.

- Diz alguma coisa. - Ela pediu e eu dei um passo em direção a ela, fechando a distância entre nós.

CASAL 2 - Capítulo 24: Querendo aprender 1

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