Entrar Via

Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu entrei bem caladinha naquele quarto e ouvi o barulho do chuveiro. Minha intenção era entrar no banheiro e ficar observando o meu namorado, porque ele era um espetáculo. Porém, quando eu me aproximei da cama, eu vi a roupa sobre ela, eu tive uma idéia!

Eu sabia que o banho dele demoraria um pouco, então eu tirei do armário tudo o que o Anderson havia deixado lá, juntei tudo bem depressa e levei para o closet no meu novo quarto. Era o jeito mais claro de dizer a ele que no meu apartamento ele ficava no meu quarto. Eu arrumei tudo bem direitinho numa parte do closet, pendurei as roupas nos cabides, coloquei tudo bem organizado e corri para a cama e me sentei lá como se estivesse pensando na vida.

Mal eu tinha respirado profundamente para acalmar o meu coração da correria que eu aprontei com aquela pequena mudança e o Anderson apareceu na porta do quarto, com uma toalha enrolada na cintura e os cabelos molhados. Ele se encostou no batente da porta e cruzou os braços. Meus dedos coçaram para pegar o celular e tirar uma foto. Ele conseguia ficar ainda mais lindo usando só aquela toalha!

- Ferinha... acho que tem uma ladrazinha no apartamento. - Ele falou sério e me encarou, eu controlei a minha vontade de rir e levei a mão ao peito num falso pânico.

- Sério, Gracinha? Então você tem que me proteger! Entra logo e tranca a porta. Vamos ficar aqui até ela ir embora. - Eu sugeri e ele deu um sorrisinho pra mim, balançando a cabeça.

- Você é inacreditável, Ferinha! - Ele caminhou em direção a mim e parou na beirada da cama olhando para mim e falando com carinho. - Onde estão as minhas coisas, minha linda? Eu preciso de uma roupa ou vou ter outro resfriado.

- Nossa, Gracinha, mas o clima está tão quente, você não acha? - Eu me ajoelhei na cama diante dele e o sorriso que ele deu ficou ainda maior.

- É, eu acho! E também acho que a senhorita precisa se comportar um pouquinho. - Ele deu um beijo na ponta do meu nariz.

- Um pouquinho quanto?

- Onde estão as minhas roupas, Ferinha?

- Ora, onde mais? Onde elas deveriam estar, naquele closet! - Eu apontei em direção ao closet do quarto.

- Que atrevida! Roubou as minhas coisas e escondeu no seu quaerto?!

- Você é meu namorado, esse é o meu apartamento, eu moro sozinha, então você fica no meu quarto e usa o meu banheiro quando estiver por aqui. Não é assim que namorados fazem? - Eu toquei o peito dele, ainda meio úmido do banho.

- Sim... é assim... mas, você ainda não se mudou e ainda precisa do seu espaço.

- E eu tenho. Meu outro quarto está no fim do corredor. - Eu o olhei nos olhos. - Anderson, eu não sou mais uma garota! Nós estamos apenas indo devagar, deixando acontecer, nos preparando. Mas eu quero você perto.

Ele enlaçou a minha cintura e me deu um beijo rápido demais.

- Está bem, quando eu estiver aqui, nós dividimos o seu espaço. Você tem razão.

- Eu sei! - Eu deio um grande sorriso convencido.

- Vou me vestir e depois nós vamos dormir bem abraçados. Amanhã temos faculdade cedo e à noite o bar.

Ele me deu mais um beijo e me soltou, mas assim que ele se virou eu puxei a toalha da cintura dele, porque boba eu não era. E se o meu namorado era lindo vindo, indo ele era uma tentação!

- Giovanaaaa! - Ele se virou com as mãos tentando cobrir o que eu já tinha visto. Não sei se por timidez ou simplesmente por reflexo.

- Está se escondendo de mim, Anderson?

Eu sorri segurando a toalha na ponta dos dedos e ele esfregou as suas mãos no rosto me dando a visão completa daquele corpo que parecia esculpido por um artista.

- Ferinha, você é impossível! Eu estou respeitando o seu tempo, indo devagar e vou continuar fazendo isso. Mas você poderia, por favor, facilitar as coisas pra mim só um pouquinho?

- Poderia. Mas aí não seria eu. - Eu dei uma risada e ele pegou a toalha na minha mão e se abaixou para me beijar.

- As coisas que eu vou fazer com você quando a nossa hora chegar, Giovana... ah, eu vou me divertir muito!

Ele se virou, levando a toalha na mão e me deixando apreciar o desfile. Quando ele voltou para o quarto, estava usando só a cueca boxer. Ele deu a volta na cama, se deitou ao meu lado, apagou as luzes e me puxou para os seus braços, me dando um beijo lento e molhado.

- Vamos dormir, Ferinha.

Nós ficamos em silêncio por alguns minutos e eu me aninhei no peito dele me sentindo segura e feliz.

- Eu sempre tenho! - Ele sorriu e me tirou da cama, me levando no colo até o banheiro e depois me deixando sozinha ali.

Eu o encontrei me esperando na sala e nós saímos de mãos dadas. Eu agora podia dirigir, mas eu não ia perder o privilégio de ir com o meu namorado para a faculdade. Nós tomamos o nosso café da manhã no mesmo café que ele me levava sempre perto do apartamento e ele pediu mais dois capuccinos para viagem e nós fomos para a faculdade fazendo planos para a semana.

A manhã passou depressa, sem que eu visse nem mesmo a sombra da Maya, o que eu achava lindo e perfeito, especialmente esta manhã, mas o professor do último horário havia faltado e eu convenci o Rui a ficar comigo na lanchonete da faculdade até o Anderson sair. Mas convcencer o Rui a me fazer companhia nem requeria muito esforço, ele era o amigo fiel, aquele que sempre topava tudo.

- Que dia você vai fazer a festa de boas vindas no seu apartamento? - Ele me perguntou assim que nos sentamos.

- Eu é que deveria receber a festa. - Eu ri.

- Não, você tem que receber os amigos. Vai, pode marcar um dia aí. - Ele insistiu.

- Olha, eu estou pensando em jantar com a minha mãe na quinta. Então eu só tenho livre as noites de segunda e quinta da semana que vem.

- Muito longe, Gi. Vamos ter que pedir ao seu chefe que te dê mais um dia de folga essa semana.

- Não vai dar, Rui, eu tenho planos para o meu chefe essa semana. - Eu sorri, tinha planejado convencer o Anderson a dormir no meu apartamento todos os dias da semana.

- Não me diga que finalmente vai rolar? - O Rui perguntou surpreso.

- Não... ainda não... eu não estou pronta, Rui, ainda fico insegura, ainda acho que devo esperar mais um pouco...

- Gi, o Anderson te ama muito e eu nunca duvidei disso, mas o que você faz com ele, minha amiga, é como tirar o doce da boca da criança. Você o provoca até o limite. - O Rui não estava errado.

- Ai, Ruizinho, perder a virgindade é uma coisa importante e eu quero que a minha primeira vez...

Eu nem terminei de falar. Eu também não precisava me virar para saber quem era a dona da risada alta, estridente, maldosa que ecoou às minhas costas e me congelou.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe