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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu respirei fundo antes de me virar. A Maya estava de pé atrás de mim, rindo como uma histérica, como se tivesse ouvido a piada do ano. Minha vontade era de agarrá-la pelos cabelos, arrastá-la até a rua e dar uma lição nela de uma vez por todas. Eu não era mais tão impulsiva assim graças ao Flávio, que me ensinou a pensar antes de agir e agir com mais inteligência do que força. No entanto, a Maya já estava passando do limite.

- Conta até dez, Gi, se você partir pra cima dessa insuportável aqui é você quem vai ser expulsa. - O Rui falou baixinho ao meu lado.

- Vamos embora, Rui, essa aí não merece a minha atenção. - Eu peguei a minha bolsa irritada.

Como eu não tinha percebido a Maya por ali por perto? Ela usava um perfume terrivelmente forte, que chegava nos lugares antes dela, eu sempre sabia quando ela estava se aproximando. Mas hoje, ou ela não estava usando perfume, ou eu estava com o nariz entupido.

- Quer dizer que a caloura é virgem? - A Maya deu mais uma risada estridente. - Ah, mas isso é uma fofoca das boas!

- Olha aqui, Maya, não meche comigo! Você não tem idéia...

- Se enxerga, pirralha estúpida! Eu fico me perguntando o que foi que o Anderson viu em você, uma chatinha, sem sal... virgem?! - Ele falava alto para todos ouvirem e ria como uma descontrolada. - Mas sabe eu tenho uma teoria. O Thales acha que eu soiu louca, que o Anderson não é assim, mas agora eu tenho certeza, o Anderson só namora você porque você é a filhinha do chefe. É, parece que seu pai comprou um namorado para você!

- Isso não é verdade! - Eu respondi rangendo os dentes.

- Gi, não cai nessa. Você conhece o Andersom. - O Rui me segurava discretamente pelo cotovelo.

- O Anderson tem caráter, Maya! Dignidade! Ele nunca se venderia. Não adianta vir destilar o seu veneno, porque comigo não vai dar certo. Eu conheço o meu namorado e você não tem idéia da nossa história. - Eu respondi e dei as costas.

- Ah, mas eu não preciso saber de história nenhuma. Pelo tempo que eu sei que você e o Anderson namoram e você ainda não transou com ele... - Ela deu outra gargalhada. As gargalhadas dela eram como facas me cortando. - Isso facilita muito as coisas pra mim. Ele com certeza tem um monte de esqueminha por aí, tirá-lo de você, caloura idiota, vai ser mais fácil que usar o meu cartão de crédito!

Eu me virei completamente cega de raiva, pronta para agarrar os cabelos dela, mas o Rui parou na minha frente e olhou nos meus olhos, movendo a boca sutilmente num "nao vale a pena" que ninguém além de mim viu ou ouviu. Eu puxei o ar pelo nariz com força e tirei o Rui da minha frente. Cheguei bem pertinho da Maya e a encarei ferozmente, mostrando a ela que eu não tinha medo.

- Você pode tentarm afinal você é só isso mesmo, uma veterana medíocre que não consegue sair do primeiro período e que é tão infeliz que precisa destruir os relacionamentos dos outros porque não consegue ver as pessoas felizes. Uma notícia para você, Maya, você não vai conseguir se meter entre o Anderson e eu. - Eu dei um pequeno sorriso quando ela tirou o dela do rosto, eu tinha conseguido atingí-la.

- Isso é o que nós vamos ver, caloura idiota! Você acredita mesmo que um cara como o Anderson está vivendo como um monge enquanto espera a princesinha do papai decidir quando vai dar pra ele? Ah, queridinha, você não pode ser tão inocente assim! É óbvio que ele tem uns esqueminhas por aí. Homem não fica sem sexo, gatinha! Pergunta aí para o seu amiguinho. - Ela me respondeu toda altiva e passou por mim esbarrando no meu ombro.

Eu fechei os olhos e tentei me controlar, ela não ia ver a minha fraqueza e eu não ia dar uma lição nela ali, não valia a pena ser expulsa da faculdade por causa dela. Mas quando ela passou por mim, eu me dei conta de porque eu não tinha sentido o cheiro do perfume dela.

- Fica tranquila, caloura, eu vou dar um chá de coxa bem dado no Anderson e você vai poder continuar virgenzinha. Vai perder o namorado pra mim, mas o que eu posso fazer se eu sou uma mulher e você é só uma pirralha, não é mesmo?! - Ela falou sobre o ombro e eu cheguei a repensar a minha decisão de não ser expulsa, mas quando eu dei o primeiro passo o Rui me segurou.

- Calma, fera! Nem aqui e nem agora. É isso que ela quer e você não vai ceder o seu território para essa desqualificada. - O Rui me puxou e me encarou, erguendo as sobrancelhas e me fazendo voltar toda a minha atenção para ele. - Senta, Gi, vamos nos acalmar.

Eu me sentei e esfreguei os olhos com as mãos. Eu já não conseguia mais segurar, a Maya tinha mexido com todas as minhas inseguranças e a culpa era minha mesmo, eu tinha dado munição para ela me atacar. Como eu não a tinha visto?

O Rui foi até o balcão da lanchonete e quando voltou colocou um copo de água na minha frente.

- Bebe isso! - Ele mandou, com uma autoridade que só um amigo consegue ter sem que a gente discuta. Eu fiz uma careta, a água estava muito doce, e ele riu. - A Melissa diz que isso acalma. - Ele deu de ombros e eu revirei os olhos.

- Pra quê eu apresentei vocês? - Eu perguntei e ele apenas riu.

- Porque você não vive sem nós dois e agora nós três somos amigos. - A resposta dele foi simples e cheia de verdade.

- Rui, foi impressão minha ou a Maya estava usando o mesmo perfume que eu? - Eu perguntei e encarei o meu amigo.

- Pois é, também notei, o mesmo cheirinho doce e delicado. Mas, ó... não combina com ela não. - Ele balançou a cabeça freneticamente. - Em você fica perfeito, mas nela azeda.

CASAL 2 - Capítulo 28: Não apresse as coisas 1

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