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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

Desde que eu encontrei a Giovana no final da aula, ela estava muito quieta. Minha Ferinha não era quieta. Talvez ela estivesse apreensiva por estar saindo de casa... só podia ser isso, ela estava ansiosa.

- E esta é a última caixa. - Eu entrei no apartamento e a vi sentada no sofá olhando para lugar nenhum.

Eu coloquei a caixa sobre uma dasz poltronas e fui me sentar ao lado dela, passei o meu braço sobre o seu ombro e a puxei para o meu peito, dando um beijo na cabeça dela. Ela se aconchegou em mim e nós ficamos assim por alguns minutos. Esse era o típico comportamento dela quando algo a incomodava, ela ficava quieta pensando e eu só me sentava ao lado dela.

- Anderson?

- Hum?

- Você acha que eu sou diferente agora? - A pergunta dela me pareceu estranha e fora de contexto.

- Você vai precisar me dar mais do que isso, Ferinha. O que está acontecendo?

- Nada... nada... eu só estou pensando se eu realmente sou uma mulher agora, adulta. Eu fiz dezoito anos há meses, mas eu ainda me sinto a mesma de antes do meu aniversário.

- Você não é a mesma, você é uma jovem responsável agora. Acontece que você não percebe isso porque você mudou aos poucos. Você não amadureceu do dia para a noite, foi um processo e você foi desabrochando, devagar, todos os dia um pouquinho. Eu assisti na primeira fila e foi lindo de ver.

Eu sorri enquanto me lembrava de como ela tinha evoluído da menina mimada que voltou da Irlanda anos antes até chegar a universitária cheio de planos e com objetivos bem traçados na vida.

Ela se ergueu e se ajoelhou ao meu lado, ainda havia algo a incomodando, os olhos dela pareciam uma tempestade e o leve tremor do lábio inferior me dizia que havia uma enorme insegurança dentro dela.

- Eu tomei uma decisão... - A frase dela foi interrompida pela campainha.

- Vai lá ver quem é. - Eu dei um beijo na mão dela. Eu sabia que era o mensageiro do prédio.

- Deve ser o mensageiro. Ou o síndico. - Ela caminhou até a porta e a abriu depois de olhar pelo olho mágico.

- Giovana, que bom que você está de volta! - O mensageiro a cumprimentou alegremente e conseguiu dela um grande sorriso.

- E agora eu moro sozinha, vou precisar muito mais da ajuda de vocês.

- Para o que você precisar. Isso chegou para você. - Ele entregou a ela o livrinho para assinar o recebimento e se despediu.

Ela se virou para mim, mas olhava para a cesta em seus braços.

- Nossa! Olha que linda! Será que é do meu pai? - Ela veio até o meu lado, colocou a cesta com flores, vinhos e chocolates sobre a mesinha de centro e pegou o cartão. - Vamos ver... - Ela limpou a garganta antes de ler: - "Alguns pensam que um endereço é só um lugar no mundo, mas eu sei que esse apartamento significa a sua independência. Eu te vi lutar por cada centímetro dela e eu não poderia estar mais orgulhoso. Eu estarei sempre segurando a sua mão. Isso é para comemorarmos a sua nova casa e todas as coisas boas que estão por vir. Te amo infinitamente. Seu Gracinha!"

Ela terminou de ler com um sorriso lindo no rosto e nos olhos ela não escondia o que sentia por mim. Ela se jogou no meu colo com os braços em volta do meu pescoço e eu fui recompensado com um beijo que tinha muito mais do que amor e gratidão, aquele beijo tinha uma intenção.

- Obrigada, Gracinha! Também te amo infinitamente!

- Eu sei, minha Ferinha linda! - Eu tirei uma mecha de cabelo do rosto dela. - E também sei que você bebe muito pouco e não estou te incentivando a beber, mas eu sei que você e a Hana de vez em quando compartilham uma taça de vinho e também sei que sua mãe está convidada para jantar essa semana e esse tinto é o preferido dela. Mas o espumante eu quero dividir com você, para comemorar essa nova fase na sua vida.

- Você é o melhor namorado do mundo.

- Você também não é nada mal. - Eu sorri e dei mais um beijo rápido nela.

Mas o comportamento dela mudou de repente e o que ela fez me pegou desprevenido. Ela aprofundou o nosso beijo de uma forma diferente. Uma forma mais ansiosa e menos natural. E com a mesma ansiedade ela comedçou a puxar a minha camiseta para cima. Seus dedos frios e desajeitados resvalaram na minha pele e isso não se parecia com a Giovana. Eu tentei interromper o beijo, mas ela se agarrou mais em mim.

- Gi... Gi... calma. - Eu segurei as mãos dela e percebi um leve tremor, então eu a fiz parar e me olhar. - O que foi, Gi? O que você não está me dizendo?

- Anderson, eu decidi. Chegou a hora. Eu quero ter a minha primeira vez hoje, agora.

Ela não olhou diretamente para mim quando falou, ela estava agitada demais, quase nervosa, e eu tive certeza de que tinha algo errado e não era a mudança. A boca dela dizia uma coisa, mas o olhar me dizia outra. O que tinha acontecido? Eu entrelacei os dedos dela nos meus e segurei suas mãos junto ao meu peito.

- Ferinha, respira e olha pra mim. - Ela respirou fundo, fechou os olhos como se tentasse não chorar e me encarou. - Nós não estamos prontos! Por que você quer apressar as coisas?

- Porque eu já te enrolei demais, Anderson! Daqui a pouco eu faço dezenove e você ainda estará esperando? Eu acho que você vai acabar perdendo a paciência... ou se cansando de me esperar... ou...

Ela se calou e abaixou os olhos. Eu não estava entendendo o que a fez ficar assim.

- Você disse que isso era desculpa de homem sem caráter ou algo assim.

- E você acha que eu corro o risco de perder o meu carater e ser hipócrita a ponto de agir contra a minha própria convicção.

- Não.

- Então você tem a sua resposta! Não há a menor chance de você me perder e a única mulher que toca e possui o meu corpo, o meu coração e os meus pensamentos é você! O que nós temos é tudo o que eu preciso. E você, Giovana, vai ter calma e paciência para me esperar?

- Sempre, Anderson!

- Então estamos conversados. Quando nós estivermos prontos, tudo vai fluir, sem medo, sem nervosismo, sem pressão. Você precisa saber, Gi, que eu te quero muito, mas no tempo certo. E eu falo sério quando digo que também preciso estar pronto.

- Não é como se você não soubesse o que fazer. - Ela brincou com um sorrisinho tímido.

- Ah, eu sei bem o que fazer, pode acreditar. Mas eu me preocupo de não ser tudo o que você idealizou. Eu tenho medo inclusive de falhar... entende?

- Você está dizendo que tem medo de na hora 'H' nao chegar lá? - Ela começou a rir, mas aquilo era sério pra mim.

- Não, ri, é sério! Olha só, nunca aconteceu, nem com todos os banhos gelados, mas sim, eu tenho medo de ficar tão nervoso que na hora nada funcione.

- Anderson?! - Ela me encarou como se me visse pela primeira vez, mas aquela sombra nos seus olhos tinha sumido, para o meu alívio.

- O que você acha, que é especial só para vocês mulheres? Não, minha ferinha, você é a mulher que eu amo, quando eu puder estar com você dessa forma tão íntima vai ser um dos dias mais felizes da minha vida.

- Um dos? - Ela me encarou como se tivesse ficado sentida.

- O outro foi quando você aceitou namorar comigo, me deu o nosso primeiro beijo... também teve a primeira vez que você disse que me amava, o nosso primeiro amasso no meu quarto. Ontem, nossa primeira noite no seu quarto!

- Te amo!

- Também te amo! Não se apresse, Gi, nada entre nós precisa ser apressado. - Eu sussurei e dei um beijo nela, esse sim, um dos nossos beijos, sem pressa, sem medo, sem ansiedade.

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