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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu me aproximei do balcão do bar para trocar a minha bandeja e fui puxada pela cintura. Eu levei um grande susto porque não vi quem tinha me puxado e eu fui arrastada para um corredor escuro do bar, um lugar que dava acesso ao depósito de bebidas.

- Sou eu, Ferinha! - O Anderson falou no meu ouvido antes que eu reagisse e me levou direto para o depósito, trancando a porta atrás de si depois que entramos.

- Você me assustou, Anderson! Eu poderia ter te golpeado.

- Você precisa voltar a treinar, está ficando lenta. - Ele falou e me prendeu contra a parede enquanto me beijava.

- Ficou com saudade?

- Sempre fico. E está na hora do seu intervalo. - Ele estava beijando o meu pescoço, causando aquela sensação de formigamento gostoso e deixando a minha pele arrepiada.

- Eu tenho que voltar ao trabalho, não quero privilégios, chefe. - Eu brinquei, mas estava torcendo para ele me dar mais alguns beijos antes de me deixar ir.

- Todas as garotas têm um intervalo, isso não é privilégio.

- E você traz as outras garotas para cá no intervalo?

Eu estava implicando com ele, era só uma brincadeira, mas para ele foi sério. Ele parou de me beijar imediatamente e ergueu a boca até o meu ouvido. Estávamos totalmente no escuro, ele não tinha se dado ao trabalho de acender a luz quando entramos e pelo visto nem pretendia fazer isso.

- Presta atenção, Ferinha, de uma vez por todas. É apenas você desde o dia em que o seu pai me chamou naquele apartamento para vigiar a filha rebelde dele. Mesmo com aquele cabelo verde e um comportamento detestável, desde o momento em que eu te vi lá, completamente perdida, gritando, como se estivesse se afogando e se debatendo, eu caí de joelhos por você, o meu coração se rendeu e os meus olhos se fecharam para todo o resto. E desde aquele momento não há mais ninguém para mim, Giovana, ninguém com quem eu queira estar além de você. Eu te amo, você está gravada na minha alma, no meu coração, na minha mente. E o meu corpo só reage a você, porque ele te pertence. Entendeu, Giovana?

Cada palavra saiu da boca dele carregada de certeza e de doçura. Não era uma declaração, era uma entrega sem medida, como se ele se curvasse e me mostrasse toda a sua vulnerabilidade. Eu senti uma emoção quase sufocante, minha respiração ficou presa e meus olhos arderam, como se fosse quase amor demais. Mas não era, era amor na medida, assim como o que eu sentia por ele no meu coração. Eu apertei ainda mais o meu abraço nele e limpei a garganta antes de conseguir responder com a voz embargada.

- Eu gritei porque eu queria que você olhasse para mim. Na minha cabeça maluca daqueles dias eu pensava em algo sem sentido, mas o meu coração já batia por você. - Eu respirei profundamente, sentindo o perfume dele me invadir e me acalmar e resolvi deixar sair o peso que eu estava sentindo sobre mim. - Eu me sinto horrível por não termos ido em frente ainda. Eu não quero que você pense que eu não te amo, porque eu te amo e sei que eu quero passar a minha vida inteira com você. Mas é como se dentro de mim alguma coisa ainda precisasse acontecer antes de nós dois...

- Eu entendo. Não precisa explicar, Gi. Nós vamos no seu tempo, eu já te disse.

- Eu sei. Mas eu sinto como se toda a minha vida me pressionasse. Tudo mudou, Anderson, rápido demais. Eu me sinto como se a vida adulta tivesse chegado arrombando a porta e essa parece ser a última fronteira. Como se no momento em que eu me entregar essa Giovana fosse desaparecer. E eu não sei como vai ser a Giovana depois disso.

- Gi, você não está deixando de ser quem foi porque agora você é adulta. Você sempre será essa Giovana, desde que você respeite os seus limites e as suas convicções. A vida adulta só traz amadurecimento, Gi, você não tem que ter medo de mudar, sua essência será sempre a mesma, você só vai desbloquear novos poderes, como independência, habilitação, uma profissão. Mas para tudo isso você precisa de tempo e aprendizado. Para a nossa primeira vez não vai ser diferente. Respeite o seu tempo, assim como eu respeito. Não se force, porque a única opinião que importa sobre isso é a sua.

- Talvez eu precise ir passando de fase. Como na faculdade, cada semestre vai ficando mais exigente e eu vou sabendo mais sobre a profissão que eu escolhi.

- Acho que eu estou entendendo, mas eu vou me fazer de bobo e deixar você me explicar. - Ele falou de forma leve e eu senti o seu sorriso na minha orelha.

- Nossos amassos no sofá, por exemplo, uma modalidade que eu já domino. Ontem eu toquei você, foi uma nova lição.

- Ah, você foi muito bem nessa lição. - Ele deu uma risadinha.

- Eu quero fazer de novo. Eu me senti tipo... muito poderosa fazendo aquilo com você. - Eu confessei baixinho e senti a mordidinha dele na ponta da minha orelha me deixando arrepiada.

- Você é muito poderosa, Ferinha! Você ainda não se deu conta disso? Você pode fazer o que quiser comigo, quando quiser.

A permissão dele era quase uma provocação de voz abafada por beijos arrastados pelo meu pescoço. E naquele momento, não sei se pelo escuro onde estávamos ou se pelos beijos que ele estava me dando, eu me enchi de coragem para falar.

- Então eu posso avançar para a próxima lição? - Eu perguntei sentindo o calor do corpo dele contra o meu.

- Pode, minha Ferinha, você pode, mas eu vou gostar se você praticar a anterior também. - Ele beijou a minha boca, quase me roubando o ar. E num segundo de pausa, com a boca ainda brincando com a minha, ele perguntou: - Qual é a próxima lição? O que você quer experimentar?

CASAL 2 - Capítulo 32: Confissões no escuro 1

CASAL 2 - Capítulo 32: Confissões no escuro 2

CASAL 2 - Capítulo 32: Confissões no escuro 3

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