"Giovana"
Ainda era início da semana e por isso o bar fechava mais cedo, os dias de horário mais estendido eram sexta e sábado apenas, por isso nós ainda tínhamos algumas horas de sono antes de ir para a faculdade, embora para esta noite eu não estivesse planejando dormir muito.
Já passava das três da manhã quando eu entrei no quarto, depois de ter tomado um banho, e encontrei o Anderson recostado na cama de olhos fechados, com os cabelos úmidos e usando nada além da cueca boxer preta. Só a luz dos abajures laterais à cama estava acesa, lançando sobre ele uma luz âmbar que fazia sua pele brilhar. Ele parecia estar dormindo, a respiração calma e superficial, enquanto eu via meus planos indo por água abaixo.
Conformada de não ter meus amassos essa noite eu me aproximei lenta e silenciosamente dele, puxei o edredom para cima e pousei um beijo leve em sua boca.
- Boa noite, meu Gracinha! - Eu sussurrei antes de me afastar.
Ele deu um riso baixo e vibrante, abriu os olhos e segurou o meu rosto com as duas mãos.
- O que é isso, Ferinha? Se arrependeu do nosso combinado? - Ele perguntou com aquele sorrisinho de quem sabia muito bem que eu não tinha me arrependido.
- Eu só pensei que você tivesse pegado no sono. - Eu respondi sem me afastar.
- Não, minha Ferinha linda, eu só estava praticando meu autocontrole. Eu te fiz uma promessa naquele depósito de bebida. Esta noite eu sou o seu professor. Vem cá!
Ele me puxou para cima dele na cama e eu o montei enquanto ele beijava a minha boca e as suas mãos deslizavam pelas minhas costas me puxando para ele e me prendendo no sei peito como se fossem videiras se prendendo a mim.
Um misto de ansiedade e medo se instalou em mim. Eu queria descobrir mais, aprender mais, sentir mais, só que ao mesmo tempo eu tinha medo de fazer tudo errado ou de não ser tão boa como ele esperava ou como eu mesma esperava. Eu queria descobrir cada segredo do corpo dele, mas também tinha medo de ser péssima e afastá-lo de mim. Eu comecei a ficar nervosa, sem saber o que fazer.
- O que eu faço? - Eu perguntei quando separamos o beijo para respirar.
- Relaxa, Ferinha! - Ele começou a dar beijos no meu pescoço enquanto falava. - É só um amasso e você é fenomenal nisso. Só deixa rolar, não fica pensando no que tem que fazer. Ou nós podemos só nos deitar abraçadinhos e dormir até as seis da manhã. Você decide.
- Está maluco, Anderson? - Eu protestei, porque o meu nervosismo não ia estragar algo que eu tinha esperado a noite toda. - Hoje você não dorme! Eu quero um amasso de respeito, daqueles que vai te fazer passar a manhã inteira sem se concentrar em nenhuma aula porque vai estar pensando em mim!
- Hum! Gosto assim, minha Ferinha toda determinada, que sabe o que quer. - Ele elogiou e nos virou sobre a cama, pairando sobre mim. - Eu estou sempre pensando em você, Ferinha!
Eu fechei os olhos quando ele me beijou de novo, se ajeitando sobre mim, com cuidado para não deixar o seu peso me esmagar, mas fazendo questão de me fazer sentir todo o corpo dele pressionando o meu no colchão.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...