Entrar Via

Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

Eu tinha descoberto o melhor jeito de dormir e acordar, abraçado a minha Ferinha, sentindo a respiração suave dela no meu peito e o cheiro de algodão doce que já parecia estar fixado na pele dela. Mas essa manhã foi um pouco mais especial, seu rosto tranquilo iluminado pela luz da manhã que entrava no quarto depois daquela troca tão íntima que tivemos. Eu até pensei que tinha conseguido tirar as preocupações da cabeça dela.

Eu a observei dormir por alguns minutos, lembrando do que havíamos compartilhado, de como cada gemido dela vibrou no meu peito, como cadatoque dela me deixou rendido, como ela reagiu quando eu fui mais ousado nos toques e nas palavras. Talvez ela não estivesse segura porque não acreditasse no poder que tinha sobre mim, mas eu estava completamente rendido a ela, cada dia mais perdido por ela.

Eu acariciei o ombro dela, a pele quente e macia, senti que ainda havia uma tensão ali, ela ainda estava preocupada, mesmo parecendo tão serena. Mas de uma coisa eu tinha certeza, eu garantiria a tranquilidade da minha Ferinha, eu mostraria a ela que ela era a única no meu coração, no meu corpo, na minha mente e na minha vida. Ela não tinha o que temer e eu faria ela ter certeza disso.

Com cuidado, eu comecei a dar beijos no seu rosto, até que ela começou a abrir os olhos junto com um pequeno sorriso. Então eu capturei os seus lábios para um beijo de bom dia daqueles que declaram amor, porque são lentos e demorados, molhados e macios, quentes e profundos. Devagar eu nos virei na cama e a puxei para cima de mim, permitindo que ela tivesse liberdade para sair ou para continuar me beijando, o que ela quisesse. E foi uma surpresa gostosa que ela continuou me beijando e suas mãos curiosas e inquietas começaram a me tocar, como se decorassem cada detalhe no meu corpo.

- Bom dia, Ferinha! - Eu sorri entre um beijo e outro.

- Bom dia, melhor namorado do mundo! - Ela respondeu com a voz doce.

- Eu vou acabar acreditando nisso.

- Pode acreditar, você é. Mas ainda tem uma coisa para me ensinar... você prometeu. - Os dedos dela já estavam brincando com o elástico da minha cueca e eu sabia do que ela estava falando.

- Ferinha... falando assim me deixa até com vontade de matar as aulas hoje, mas nós não podemos, temos que ter responsabilidade. - Eu peguei as suas mãos e levei a minha boca, dando beijos em todos os seus dedos. - Nós vamos ter tempo mais tarde, minha Ferinha linda. Agora o que nós precisamos é de banho e café da manhã para ir para a faculdade. Eu vou usar o outro banheiro para não nos atrasarmos.

- Anderson? - Ela colocou a boca bem no meu ouvido e ela sabia bem o que estava fazendo, me provocando do jeito que ela já sabia que me fazia perder o controle.

- Hum? - Minha resposta foi quase um gemido quando ela se movimentou sobre mim.

- Você está sempre indo para o outro banheiro e eu quero assistir você tomando banho, como foi daquela vez, lembra?!

- Giovana Maria, se você continuar me provocando nós vamos perder as aulas e nós somos adultos responsáveis. - Eu a repreendi com humor e ela deu uma risadinha no meu ouvido. - Que tal se eu fizer um show para você mais tarde? Você pode até entrar no chuveiro comigo se quiser.

- Eu posso? - Ela ergueu a cabeça com os olhos brilhando.

- Você pode, eu vou adorar.

- Então nós temos um encontro marcado no chuveiro logo mais. - Ela me dei um beijo rápido e saiu da cama.

Eu a observei se virar e ir para o banheiro cantarolando, usando aquele pijaminha azul de short curto e camiseta, que deixava a visão do traseiro dela ainda mais perfeita.

- Minha namorada vai me matar! - Eu sorri com a idéia de como seria uma morte deliciosa.

Eu deixei a Giovana na sala de aula, com um sorriso no rosto e os olhos brilhantes de quem tinha o mundo nas mãos. Eu caminhei pelo mesmo corredor em direção a minha sala e revirei os olhos de irritação ao ver a Maya de pé bloqueando a entrada da sala.

Eu tinha certeza de que ela não me deixaria simplesmente passar e se era assim eu evitaria o conflito, acabei observando o quadro de avisos sem realmente me preocupar em ler nada, estava apenas esperando o professor passar para entrar na sala, já que ele tiraria a Maya da porta. E foi o que aconteceu. A minha estratégia deu certo e eu evitei a desagradável da Maya.

Evitar a Maya não era apenas um plano para deixar a Giovana tranquila, era também uma forma de não me irritar, porque eu realmente não gostava dela. Mas o meu plano não daria certo por muito tempo. No terceiro horário o professor de direito penal resolveu destruí-lo.

- Isso tem dedo seu não tem? - Eu perguntei por perguntar, pois eu sabia bem como a Maya agia e da proximidade que ela tinha com alguns professores, incluindo o de direito penal.

- Ah, Anderson, não me ofenda! Tem a mão inteira! - Ela sorriu triunfante.

- A biblioteca da faculdade tem mesas de estudo, Maya. É o lugar padrão. - Eu respondi irritado.

- Ah, posso até ver a namoradinha vigiando cada vírgula da nossa petição. Essa é a sua idéia, Anderson? Que antiprofissional. Achei que você levasse o Direito a sério. Eu não consigo me concentrar com plateia. - A voz da Maya era manhosa, do tipo que me enjoava.

- Talvez você precise aprender a se concentrar, Maya, vai fazer bem para as suas notas. Agora, com licença. - Eu fiz sinal para que ela saísse da minha frente, mas ela não se moveu.

Eu olhei para fora irritado, sem saber como me livrar da Maya, e vi a Giovana parada a dois passos de distância. Ela tinha ouvido tudo e com certeza estava cogitando a possibilidade de mandar a Maya para o hospital pelo resto do semestre com alguns ossos quebrados. Sinceramente, eu não me importava com a Maya, mas me importava com a Giovana e não queria que ela fosse expulsa ou respondesse um processo por agressão.

- Com licença, Maya. - A Letícia surgiu ao meu lado com a mochila no ombro e nenhuma paciência. O seu "momento de brilho" com o professor já acabou, agora libera a porta que você não é porteira da faculdade.

A Maya tentou retrucar, mas a Letícia apenas fez um gesto com a mão, como se a mandasse sair mais uma vez, com um olhar gélido e bufando, forçando a Maya a se afastar pisando fundo.

A Letícia colocou a mão no meu ombro e me acompanhou para fora, dando um empurrão na Maya com a mochila pesada, o que fez o meio sorriso surgir no rosto da Giovana.

- O professor te sacaneou, não deixa isso barato! - A Letícia falou antes de abraçar efusivamente a Giovana.

Mas eu não tinha idéia do que fazer para me livrar daquela situação. Contudo, uma certeza eu tinha, a minha Ferinha não ia aceitar isso assim tão facilmente.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe