"Giovana"
Eu fiquei de pé no corredor observando a cena, cravando as unhas nas palmas das mãos e sustentando a pose no puro ódio, porque eu queria mesmo era arrastar a Maya pelos cabelos naquele corredor, mas o Ruy já tinha me convencido de que eu não deveria fazer aquilo, ia ser ruim para mim. Mas eu ia dar um jeito de colocar a Maya chorando num cantinho escuro arrependida de ter se engraçado para o lado do meu namorado.
Felizmente a Letícia apareceu e tirou a Maya da frente da porta, mesmo assim, depois do intervalo eu passei as duas aulas pensando em como manter as mãos da Maya longe do Gracinha durante a preparação daquele juri simulado.
- Você ainda está pensando na Maya. Esquece, Ferinha, ela não vai conseguir o que quer. - O Anderson falou outra vez enquanto caminhávamos até o carro.
- Tenho minhas dúvidas, aquela cobra ardilosa já conseguiu se aproximar. - Eu respondi irritada, a Maya me tirava do sério.
- Ei! Ei! Sou eu! Confia em mim! Ela pode até chegar perto, mas não vai conseguir nada. - Ele me puxou, me fazendo encará-lo.
- Eu confio em você. Mas não confio nela. Ela não armou essa com o professor? Não duvido nada que arme para conseguir algo com você. - Eu respirei fundo. - Eu não gosto dela, Anderson.
- Eu também não. E eu sou mais esperto que o professor de penal. - Ele deu um sorrisinho convencido e me deu um beijo.
- Ah, o amor é lindo! - A Bianca e o Rui se aproximaram. - Sinto muito, mas eu vou separar o casalzinho. Anderson, a mamãe pediu para te levar para almoçar em casa, ela disse que é sério e quer nós três lá.
- Por quê? - O Anderson olhou para a irmã um tanto confuso.
- Não faço idéia. Ela só disse isso, que tem algo importante para nos comunicar e quer nós três em casa para o almoço. - A Bianca repetiu.
- Avisa para ela que eu passo em casa mais tarde, vou levar a Giovana em casa primeiro. - o Anderson avisou, mas pelo jeito da Bianca o assunto era sério.
- Não precisa, Anderson, eu pego um taxi. Sua mãe está te chamando e esses últimos dias eu monopolizei a sua atenção mesmo. - Eu tentei convencê-lo, não queria um problema com a mãe dele por tão pouco.
- Nem pensar, Gi. Eu te levo pra casa e depois eu vou ver o que a minha mãe quer.
- Deixa comigo, Gracinha, eu levo a Gi pra casa. Depois que almoçarmos juntos, é claro. - O Rui sorriu pra mim e era perfeito, pois assim o Anderson ficaria tranquilo.
- Tá bom, então. - O Anderson respondeu depois de pensar por um momento e depois se virou para mim. - Te pego em casa para irmos juntos para o bar. - Ele me deu um beijo e o meu coração já sentiu saudade na hora em que ele se afastou. - Vamos, Bianca.
O Rui passou os braços pelos meus ombros e nós caminhamos até o carro dele em silêncio.
- Você sabe o que a mãe deles quer? - Eu perguntei assim que ele saiu dos domínios da faculdade.
- Não, a Bibi está bolada com isso a manhã inteira. Ela disse que a mãe dela está fazendo o maior suspense, mas fez questão de avisar que é muito sério. - O Rui suspirou. - O que acha de almoçar naquele restaurante perto da delegacia com o Flávio? Eu já liguei pra ele.
- Almoçar com os meus dois melhores amigos? Melhor que isso só se o meu Gracinha estivesse junto. - Eu sorri com a idéia. - Mas se você ligou para o Flávio é porque precisa de alguma coisa. O que foi?
- Não vou mentir pra você, Gi, nós somos amigos. É que eu comecei a namorar a Bianaca, minha primeira namorada... primeira tudo, você sabe...
- E você está inseguro?
- Eu estou. Não sei o que fazer. A Bibi tem mais experiência que eu, ela já namorou e... eu não quero fazer feio. Não quero ser o cara que não sabe o que fazer. E eu não posso perguntar para o Anderson, é a irmã dele. Então eu pensei em pedir ajuda ao Flávio. Você acha que ele me daria uns conselhos?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...