"Giovana"
Minha mãe, minha tia e a Hana prometeram me ajudar a me arrumar para a minha comemoração de aniversário, isso incluía cabelo, maquiagem e fotos que a minha tia havia prometido, ou seja, uma tarde inteira só com elas e eu estava animada, porque elas estavam falando de algo como um spa em casa e prepararam tudo a semana inteira. Mas eu ainda tinha uma manhã inteira livre para ser surpreendida e eu pensei que o Anderson fosse passá-la comigo.
- Bom, então já que as garotas reservaram toda a tarde da aniversariante, os amigos terão um espaço à noite e o namorado já me comunicou que tem planos... - Meu pai olhou para o Anderson bastante sério. - O que você acha de almoçar com o seu pai, Gi? Só nós dois.
- Sério? - Eu olhei para ele animada.
Meu pai sempre tinha tempo para mim, me incluía em tudo, mas depois que os gêmeos chegaram nós ainda não tinhamos passado um tempo assim, só nós dois como costumava ser e, por mais que eu amasse a casa cheia e ter essa família enorme ao meu redor, às vezes eu sentia falta desse momento com o meu pai.
- Sério, filha. Ou eu vou atrapalhar algum plano?
- Na verdade eu pensei que o Gracinha ia passar a manhã comigo e...
- Ah, mas quem disse que eu não vou. Seu pai te convidou para almoçar, mas ainda são nove e meia da manhã... posso levá-la para dar uma volta e devolvê-la ao meio dia, chefe? - O Anderson perguntou ao meu pai, que deu uma risadinha.
- Só porque você pediu com jeitinho. Podem ir, mas não se atrasem ou eu boicoto a surpresinha de logo mais. - Meu pai respondeu tentando se manter sério.
- Não se preocupe, chefe, eu sou pontual. - O Anderson se levantou e me ofereceu a mão. - Vamos dar uma volta, Ferinha?
- Vou pegar a minha bolsa. - Eu me levantei rapidamente, correndo até o meu quarto e voltando depressa, eu dei um beijo no rosto do meu pai. - Te vejo mais tarde, pai!
Quando eu sentei no banco do carona do carro do Anderson eu estava ansiosa, eu queria saber o que ele estava planejando, onde ele me levaria, qual seria a surpresa de logo mais, eu queria saber tudo.
- Já sei que você tem muitas perguntas. - Ele riu quando se sentou ao meu lado e deu um beijo na ponta do meu nariz. - Trouxe o seu caderninho?
- Não! - Eu o encarei meio sem entender, mas ele parecia de ótimo humor. - O que nós vamos fazer?
- Nós não temos muito tempo, então pensei em irmos até aquele café livraria aqui perto, conversar um pouco, escolher nosso próximo livro... o que acha?
- Dessa vez eu quero um romance adulto, Anderson! - Eu abri um grande sorriso para ele.
- Você não tem jeito, Gi! - Ele brincou e duranto o rápido percurso nós fomos discutindo sobre os títulos de livros que eu estava pesquisando na internet.
Quando entramos no café, tinha apenas uma mulher sentada num canto com um notebook e os três funcionários no balcão. Estava tão tranquilo, mas atmosfera era quente e acolhedora, com aqueles tons de verde dos móveis e o cheiro de pães doces e biscoitos recém assados.
- O que você quer? - Ele me entregou o pequeno cardápio quando nos aproximamos do balcão.
- Um latte macchiato.
- Escolhe uma mesa pra gente, eu levo as bebidas. - Ele tocou o meu rosto com carinho e eu fui me sentar.
Eu escolhi uma mesinha bem no fundo, carcada por estantes de livros e com vista de toda a cafeteria. Eu observei o Anderson conversando com uma das garotas do balcão, uma novata que sorria demais e se inclinava sobre o balcão como se tentasse se aproximar mais dele.
Aquilo me incomodou um pouco, ela tinha dentes demais e parecia ter algo perto de vinte e dois ou vinte e três anos, quase a mesma idade que ele. Enquanto ela se inclinava sobre o balcão, os seios dela ressaltavam o decote e ela parecia paquerá-lo sem o menor constrangimento, jogando charme e sorrindo de forma insinuante.
Eu tive vontade de ir até lá e colocá-la pra correr, mas eu preferi observar, porque eu não sabia agir como ela, como se ela o estivesse seduzindo, jogando charme. Ela parecia tão autoconfiante, como se cada gesto dela dissesse que era impossível que um cara como ele resistisse a ela. E quando ela entregou a ele as bebidas, o que era desnecessário, pois o barista já tinha deixado sobre o balcão, os dedos dela tocaram os dele intencionalmente.
- Sei. Então nós vamos dar uns amassos mais tarde?
- Sim. - Ele respondeu rindo.
- Uhum! E se eu te disser que mudei de idéia...?!
- Eu vou ter que tomar um banho gelado. - Ele respondeu de bom humor.
- E se eu tiver certeza do que eu quero?
- Nós vamos até onde você quiser. Mas, Gi, mesmo que você tenha certeza, se em algum momento você mudar de idéia e quiser continuar só nos amassos, eu quero que você saiba que a decisão é sua e que você não é obrigada a nada, nem porque nós esperamos por hoje e muito menos porque vamos estar sozinhos. Você entende, Gi?
- Quer dizer que a qualquer momento, se eu pedir para parar, você vai parar?
- Exatamente isso! Eu vou parar e vou continuar amando você, nada vai mudar entre nós, eu não vou ficar chateado, vou continuar te respeitando e esperando pelo momento certo. Não vou te forçar a nada, Gi, nunca. Nem vou te cobrar. E eu quero que você saiba disso. - Ele declarou seriamente.
- Por que você está me dizendo isso hoje, Anderson? - Eu o encarei, observando bem cada reação dele.
- Porque eu te amo, Gi, e eu quero muito passar dos amassos com você, mas eu quero que seja no momento em que você estiver pronta e não porque sente algum tipo de pressão. Porque eu quero ter certeza que você sabe que pode parar a qualquer momento e que eu vou respeitar a sua decisão e não vou me chatear. Porque eu quero ser sempre sincero com você e também quero que você seja comigo.
Eu entendia o que ele estava me dizendo. Eu entendia o cuidado dele comigo. E principalmente, isso o tornava ainda mais especial para mim. Ele estava me lembrando que eu tinha o poder de decidir, mas também estava me mostrando mais uma vez que eu tinha o melhor namorado do mundo.
- Você é mesmo uma gracinha! - Eu joguei os meus braços no pescoço dele e dei um beijo longo, molhado e meio indecente para um local público, mas eu queria beijá-lo pelo que ele estava me dando e queria esfregar na cara da funcionária oferecida do café que ele era todo meu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...