Entrar Via

Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

Eu pensei que poderia conversar com a minha mãe e que ela refletiria sobre aquela decisão. Talvez ela tivesse decidido sem presar todas as consequências do que ela estava propondo, talvez ela estivesse tão feliz que nem tenha pensado em nada. Mas eu estava enganado, ela já tinha pensado e decidido e não iria repensar.

- Anderson, a minha decisão já foi tomada! - Minha mãe me interrompeu bruscamente com um tom cortante. - Eu me sacrifiquei por vocês a vida inteira sozinha! E agora vocês estão encaminhados, você está na faculdade, a bianca também e o Felipe tem uma chance de ouro. Vocês vêm com a gente, o Ary faz questão.

- Anderson, eu vivo sozinho numa casa grande e bem localizada. Tem espaço suficiente para todos e eu vou gostar muito de ter vocês comigo, lá será a sua casa, você ficará confortável, terá seu espaço, estará mais perto do trabalho. Nós somos família e eu te considero como um filho. Ou você não me considera? - O Ary interveio, possivelmente porque a minha expressão denunciava a minha decepção.

- Ary, você é um bom sujeito e sim, te considero família. No entanto... - Eu esfreguei os olhos e encarei a minha mãe. - Você se sacrificou sozinha, mãe? E os dias e noites que eu passei trabalhando para completar o orçamento do mês? O dinheiro que eu coloco na sua mão todos os meses, ficando com o mínimo possível, só para garantir que não falte nada, que a Bianca não se sacrifique. O dinheiro que eu te dou para pagar a faculdade cara do Felipe. Eu não sou um hóspede nessa casa, mãe! Você exigiu que eu assumisse obrigações aos dezesseis anos e eu fiz isso, eu fiz tudo o que você mandou que eu fizesse. E você diz que se sacrificou sozinha?

- Anderson, não é para tanto! Você fez o que qualquer bom filho faria. Seu pai ficaria orgulhoso. Mas agora o Ary está aqui, ele pode cuidar de mim, de nós. Você não precisa mais carregar esse peso, meu filho. Deixe que eu use o que é meu por direito para ser feliz agora, para dar ao seu irmão a independência dele. - Ela me encarou com dois olhos grandes, como se o que ela estivesse me dizendo não fosse nada demais.

Eu me sentia traído, usado e descartado, me sentia apenas um objeto que foi útil por um tempo. Como se eu não fosse mais necessário naquela família. Tudo o que eu fiz estava sendo rebaixado a uma simples "obrigação de filho", que aparentemente era obrigação apenas do filho mais velho daquela casa.

- Eu tenho vinte e cinco anos mãe! Vou sair da faculdade com quase trinta porque tive que parar de estudar e assumir as responsabilidades. Responsabilidades com as quais o Felipe nunca se preocupou! - Eu respondi, tentando manter a voz baixa e controlada enquanto toda aquela situação me parecia uma traição sem precedentes.

- Anderson, não seja egoísta! Vai ser ótimo para você também. Você não vai mais precisar se preocupar. Eu termino a faculdade e vou cuidar da minha vida. Depois que esse semestre acabar a mamãe não vai mais precisar me dar mesada e você não precisará mais pagar a minha faculdade. Vai sobrar mais dinheiro pra você. - O meu irmão deu de ombros, eu o encarei sem reconhecê-lo, não era possível que ele estivesse me dizendo aquilo.

- Eu não deveria ter precisado me preocupar aos dezedsseis anos, Felipe! Eu não deveria ter precisado parar de estudar para trabalhar. Eu não deveria ter precisado comprar um carro para você porque você ficava cansado demais no transporte público. Eu não deveria fazer muitas coisas que eu fiz e faço até hoje. - Eu respondi friamente.

- Anderson, chega! Você vai assinar os papéis para mim. A casa está vendida e eu vou garantir o meu futuro e o do seu irmão. Com a Bianca eu não me preocupo, o Ary está disposto a assumir todas as obrigações com ela. E você, meu filho... como o Ary disse, é bem vindo, e como o seu irmão disse, você terá mais dinheiro e poderá cuidar do seu futuro, você tem um bom emprego agora e...

Eu abaixei a cabeça e exalei pesadamente, então eu empurrei a cadeira para trás ruidosamente e me levantei, com o gosto amargo da decepção na boca, sentindo como se tivesse levado um soco no estômago.

- Onde estão os papéis? - Eu perguntei.

- Anderson, senta! - Ela não estava pedindo, estava me dando uma ordem com a sua autoridade de mãe.

- On-de es-tão os pa-péis? - Eu perguntei devagar, com os dentes rangendo, minha raiva estava quase ecplodindo como uma panela de pressão.

- Anderson! - Dessa vez ela soou como um alerta.

- Vou te dizer como vai ser, D. Fátima. Eu vou assinar esses papéis agora e depois eu vou fazer as minhas malas. Eu estou saindo dessa casa hoje e eu não vou morar com vocês, assim como à partir desse momento eu não tenho mais nenhuma obrigação com nenhum de vocês. Vocês agiram pelas minhas costas, simplesmente decidiram tudo sozinhos, então vocês não precisam de mim. - Eu a encarei, ela balançava a cabeça em reprovação.

CASAL 2 - Capítulo 40: As decisões foram tomadas 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe