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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

Eu coloquei minhas coisas no carro junto com as da minha irmão e segurei a mão dela depois de pegar a última mochila. Ela parecia um pouco preocupada, mas completamente decidida.

- Vai dar tudo certo e nós vamos ficar bem. - Eu a abracei na tentativa de transmitir mais confiança.

- Eu sei. Eu confio em você. - Ela passou os braçou pela minha cintura. Não havia o menor resquício de dúvida na voz dela.

- Vem, vamos nos despedir. - Eu chamei e ela me encarou como se não compreendesse. - É a nossa família, nós estamos escolhendo um caminho, eu estou magoado, mas eu ainda os amo. Acho que você também.

Ela aquiesceu com a cabeça e nós voltamos para dentro da casa onde crescemos e onde conhecíamos a vida até aquele momento.

- Mãe, estamos indo. - Eu avisei e ela se levantou do sofá com os olhos marejados.

- Anderson, não precisa disso. Você e sua irmã estão sendo orgulhosos. - Minha mãe segurou o meu rosto com as duas mãos.

- Não, mãe, não é orgulho. Mas eu não vou te explicar, você é minha mãe, deveria entender. Eu não estou rompendo com vocês, eu estou apenas seguindo o meu próprio caminho. - Eu dei um beijo no rosto dela.

- Eu sei que vocês vão para a casa da Giovana... - Ela começou a falar e eu a interrompi.

- Nós não vamos para a casa da Giovana.

- Mas ela é sua namorada e tem o apartamento. Como você não vai pra lá? Vai pra onde? - Minha mãe me encarou como se fosse um absurdo a minha decisão.

- Não é para lá! O apartamento é dela. Ela é minha namorada e eu não tenho o direito de invadir o espaço dela porque eu fui retirado do meu.

- Anderson... isso não é invadir o espaço dela. É o logico a se fazer.

- Mãe, que tipo de homem você acha que eu sou? Eu resolvo os meus problemas, mãe, mão os jogo pra cima dos outros. Olha, chega! Vamos parar por aqui, não quero piorar as coisas entre nós. Vamos, Bi!

Minha irmã deu um abraço meio de má vontade na nossa mãe. Ela teria ido embora sem dar um adeus se eu não a tivesse puxado para dentro, porque a Bianca era dessas, ela não dava a outra face.

- Boa sorte na sua nova vida, Felipe. - Eu me despedi do meu irmão, mas ele ignorou a mão que eu estendi.

- Anderson, você não pode sair e mandar a mamãe se virar com as contas. Tem a minha mensalidade, os pagamentos para a formatura, a minha mesada... - O Felipe reclamou.

Naquele momento eu percebi o quanto eu errei com ele, como eu sempre facilitei demais para ele ao invés de deixá-lo se mexer um pouco. Do ponto de vista dele não era sacrifício pra mim, como se eu não tivesse aberto mão de nada.

- Você faz estágio, não é, Felipe?! Pega o seu dinheiro e ajuda a mamãe a pagar as suas contas. - Eu sugeri e ele ficou vermelho de raiva.

- É assim? Pois fique sabendo que eu não vou te convidar para a minha festa de formatura, pra você aprender que família não se abandona. - Ele ainda reclamou.

- Eu não podia me importar menos com sua festa de formatura. Divirta-se. E só para você saber, eu não abandonei ninguém, mas eu fui abandonado no momento em que você e a nossa mãe decidiram o que fazer com a casa que o nosso pai deixou para nós quatro. - Minha resposta era contida e baixa, mas eu tinha toda aquela dor fervendo dentro de mim.

- Você é um invejoso, Anderson! Está com inveja porque eu já estou me formando, tenho um excelente emprego me esperando e vou morar num... - Ele começou a alterar a voz, mas uma mais soou com uma autoridade naquela casa que eu não presenciava há muito tempo.

- Chega, Felipe! Já basta! - A voz era do Ary, que pareceu realmente entrar na família naquele momento. - Sua mãe já deixou bem claro para mim que eu não devo me meter no assunto da casa e por isso eu estou calado. Mas você não tem o direito de apontar o dedo para o seu irmão. E antes de se virar contra mim e começar com o discurso de "quem eu acho que eu sou", acho bom você entender que vai morar comigo até se formar, eu estou entrando nessa família e não é como figurante. Vou ser o apoio que vocês precisarem, mas não vou aceitar ingratidão. Seu irmão está coberto de razão e você não vai tirar isso dele.

- Do que você precisa?

- Preciso dessa noite de folga e preciso saber se posso contratar a minha irmã para a vaga de garçonete. - Eu fui direto e sem me explicar, porque não queria sobrecarregar o Rafael.

- Sim para as duas coisas! - Ele nem titubeou e ainda deu uma risadinha. - Esse bar vai ficar divertido com a Gi e a Bi comandando aquele salão.

- É, vamos torcer para que elas não coloquem fogo no lugar. - Eu ri meio sem graça.

- Anderson, onde você está? - O tom do Rafael era completamente preocupado.

- Resolvendo umas coisas.

- Vem pra cá. Eu estou em casa, vem passar um tempo comigo, garoto. Depois eu te ajudo a resolver essas coisas. - O convite dele era tentador, mas eu não podia levar para a paz dele toda aquela confusão que eu estava sentindo.

- Hoje não dá, mas prometo que essa semana passo por aí.

- Seja lá o que for, Anderson, o que você precisar, qualquer coisa, é só falar.

- Obrigado, Rafa.

Nós nos despedimos com a minha promessa de que iria vê-lo e explicar tudo. Eu combinei com ele que a Bianca começaria na noite seguinte. Depois de explicar tudo para a minha irmã e pedir que ela não contasse nada para ninguém ainda, eu saí, tinha uma pessoa que poderia me dar o conselho que eu precisava, para a minha sorte ele estava sentado atrás da sua mesa na delegacia quando eu cheguei.

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