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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu passei as páginas do meu caderninho rapidamente até encontrar, foi uma coisa que surgiu numa converso minha com a Hana há um bom tempo atrás e eu chamei de “Massagem Sensorial".

Numa das longas conversas que eu tive com a minha madrasta sobre não me sentir pronta e o receio de que o Anderson não aguentasse mais esperar, ela tinha me explicado que, às vezes, alguém como o Anderson, que vivia constantemente sob pressão, um toque de cuidado era uma arma poderosa para que ele se sentisse seguro e desejado.

Eu li cada linha, eu tinha feito a Hana me contar detalhes repetidas vezes enquanto eu anotava aquela conversa. Eu fechei o caderninho com um estalo e uma determinação e respirei fundo. Eu sequiria aquelas instruções à risca para a noite de hoje.

Fui até o armário e peguei kit de massagem que eu tinha comprado logo depois daquela conversa, mas nunca tive coragem de usar. Tinha um óleo de massagem e um hidratante com aroma sutil de baunilha e pimenta preta, uma vela aromática de baunilha, um fluido termoativo que prometia aumentar o aquecimento da pele durante a massagem e um gel beijável de baunilha.

Eu acendi a vela e coloquei sobre a mesinha de cabeceira junto com os outros itens, vesti um pijama de short e camiseta e quando o som da água parou, eu já estava posicionada no meio da minha cama king size.

O Anderson saiu do banheiro apenas de cueca boxer. As gotas de água brilhavam nos seus ombros largos e o cabelo úmido caía sobre a testa. Ele parecia exausto, mas quando me viu ali, sentada no meio da cama com o frasco nas mãos e um olhar decidido, um vinco de curiosidade surgiu em sua testa.

- O que é isso, Ferinha? - Ele perguntou, a voz grave reverberando no quarto silencioso.

- É o seu SPA de relaxamento, Gracinha. Vem, deita de bruços.

Ele arqueou uma sobrancelha, um rastro do seu lado protetor tentando entender a inversão de papéis, mas o cansaço venceu. Ele suspirou e obedeceu. O colchão afundou sob o peso dele. Eu me ajoelhei ao seu lado, derramei um pouco do fluido termoativo na pele dele e espalhei com cuidado.

- Desde quando você faz massagem? - Ele perguntou com a voz leve, um tom de divertimento brilhando em sua pergunta.

- Eu sempre vou te surpreender, Gracinha. - Eu me abaixei para sussurrar no ouvido dele.

Eu derramei um pouco do óleo nas palmas das minhas mãos e as esfreguei até aquecerem. O cheiro da baunilha com a leve picância da pimenta preencheu o espaço entre nós. Quando encostei minhas mãos nos ombros dele, eu senti o músculo saltar sob o toque, tenso como uma corda de violão prestes a arrebentar.

- Relaxa... - Eu sussurrei, me ajoelhando com uma perna de cada lado do quadril dele, para que ele sentisse a minha presença. - Hoje não tem mais nada, só as minhas mãos explorando você, Gracinha.

Eu comecei a massagear a base do pescoço dele com os polegares, fazendo movimentos circulares firmes, como eu tinha visto inúmeras vezes naquele vídeo da internet. O Anderson enterrou o rosto no travesseiro e soltou um som que foi metade gemido, metade alívio.

- Ferinha... você não tem ideia do quanto eu precisava disso. - A voz dele saiu meio abafada, rouca, e eu sorri satisfeita comigo mesma por ter me lembrado dessa conversa com a Hana e por ter anotado tudo.

- Eu tenho sim. - Eu desci as mãos pelas costas largas do meu namorado, mapeando cada músculo e cada reação dele. - Você passou a vida cuidando de todo mundo. Deixa eu cuidar de você, Gracinha, não só hoje, todos os dias.

Eu estava no controle. Seguindo as notas mentais do meu caderno, eu não tinha pressa. Eu queria que ele sentisse cada centímetro do meu cuidado. A sensualidade ali era elegante, na medida que a Hana me ensinou, não era o toque carnal de um amasso. Era um toque em baixa velocidade, apreciando a vista e a sensação antes do próximo passo. Aos poucos eu senti os nós de tensão cedendo e o Anderson soltava pequenos gemidos abafados pelo travesseiro, que faziam meu baixo ventre dar um nó.

Minhas mãos continuavam o movimento rítmico, mas agora eu alternava com beijos leves entre as escápulas dele. Eu o senti relaxando sob os meus dedos. A tensão que antes parecia transformar os músculos dele em barras de ferro agora era apenas argila, moldada pelo meu carinho.

CASAL 2 - Capítulo 46: Uma lição bem aprendida vale ouro 1

CASAL 2 - Capítulo 46: Uma lição bem aprendida vale ouro 2

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