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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Rui"

A Bianca esteve encolhida e calada ao meu lado enquanto eu dirigia. O tempo inteiro desde que saímos da casa da Giovana a única coisa que eu tive dela foi uma mão fria para segurar e um ou outro olhar triste. Eu não gostava de vê-la assim porque ela não era assim. E no momento em que a porta do apartamento se fechou, o silêncio pesou ainda mais, apenas o som das nossas respirações eram ouvidos ali.

- Bianca, olha para mim. - Eu pedi, minha voz saindo firme e decidida, assim como eu estava decidido a não permitir que ela se perdesse naquela tristeza.

Ela se virou devagar e me encarou.

- Não fica remoendo o que já foi. - Eu falei para ela, que deu um suspiro de tristeza.

- E o que eu faço, Rui? - Ela perguntou, um meio sorriso triste começando a aparecer.

- Você vai me deixar cuidar de você hoje e vai encher o seu namorado de beijos. Você vai descansar e colocar nessa cabecinha linda que o que aconteceu já foi, que daqui pra frente você tem um mundo de possibilidades e a vida vai ser boa. Você tem a mim, a faculdade, um emprego novo, seu irmão, a Gi e a família dela, você não está sozinha. Você vai crescer e ser quem você quiser, com liberdade e responsabilidade, mas também com todo o meu amor. - Eu me inclinei, encostando minha testa na dela. - Combinado?

Bianca soltou o ar que parecia estar prendendo desde o jantar. Ela relaxou os ombros e, pela primeira vez na noite, o brilho dos olhos dela voltou a aparecer, mas ainda tinha algo no fundo dos olhos dela.

- Eu estou preocupada, Rui. - Ela passou os braços pelo meu pescoço, mantendo a testa grudada à minha. - Eu já estava preocupada antes, mas agora... ficou ainda pior... seus pais, o que eles vão pensar? Eu não sou, Rui, o tipo de garota certa pra você.

- Que absurdo é esse, Bianca? - Eu perguntei preocupado.

- Não é absurdo, mas... olha, edu sou assim, espivitada, já tive alguns namorados, fiz um monte de besteiras e... eu não... eu não tenho os privilégios que você e a Gi tem... é lógico que seus pais esperam outro tipo de garota para você.

Eu estava em choque ouvindo as coisas que ela dizia. Aquilo não fazia o menor sentido para mim e, com certeza, não faria sentido para os meus pais. Como ela podia pensar aquilo?

- Bibi, que bobagem é essa? Até parece que você não sabe que meus pais te adoram.

- Ser sua amiga é uma coisa, Rui. Ser sua namorada... aí é diferente.

- Sim, é muito diferente, porque é muito melhor para mim e os meus pais sabem disso. O que você acha que eles esperam? Que eu apresente uma namorada que tenha privilégios, como você disse? Meus pais não são assim, Bibi, você deveria saber.

- Eu sei que eles são o máximo e eu adoro os dois. Eles me tratam tão bem. Mas eu sei que eles querem o melhor para o filho deles e... eu estou longe de ser a melhor, não só pela falta dos privilégios, mas pelos namorados que eu já tive, a minha antiga vida baladeira... eu não sou a mocinha certinha e eu não quero que seus pais deixem de gostar de mim...

- Tá, entendi o que você está dizendo e deveria importar para você o que eu penso e o que eu quero.

- Mas importa, Rui. Importa porque eu me apaixonei por você de um jeito que... eu não quero perder o carinho dos seus pais, mas eu não posso perder você também. Alguma chance da gente continuar fingindo para eles que é só amigo? - Ela me perguntou como se implorasse para que eu concordasse.

- Chance nenhuma! Porque eles ficariam chateados. Mas... - Eu tire o celular do bolso e a puxei para o sofá comigo. - Se isso está te preocupando tanto assim, nós vamos tirar esse problema do caminho agora, porque depois nós vamos focar no que importo e que vai fazer você ficar suspirando durante as aulas amanhã e pensando só em mim.

- Rui, se você está me ligando a essa hora e não está com problemas, você acabou de arrumar um! - Meu pai atendeu a chamada de vídeo um pouco ofegante e irritado pela minha insistência, eu até podia imaginar o que eu tinha interrompido.

- Não é bem um problema, pai, na verdade é uma dúvida e... - Meu pai nem me deixou explicar.

- Ah, moleque, pelo amor de Deus vai tentar conquistar a gatinha da Bianca e deixa eu namorar a sua mãe! - Ele ralhou comigo.

Eu realmente tinha atrapalhado os amassos dele com a minha mãe, mas o que ele disse já dava a Bianca a resposta para as dúvidas dela.

- Pai, coloca a mamãe no vídeo. Eu estou com a Bianca. - Meu pai olhou a tela confuso, como se algo estivesse errado.

- Você está com ela e não ficou vermelho porque eu disse para você tentar conquistá-la? - Ele perguntou chocado com a novidade de não me constranger com aquele assunto.

- Deixa eu ver isso. - Minha mãe apareceu na tela e eu incluí a Bianca na imagem, com o braço nos ombros dela. - Rui, é pegadinha? Porque se for eu ainda posso te colocar de castigo, não importa se você tem dezenove, vinte ou cinquenta anos, eu sempre poderei te colocar de castigo.

CASAL 2 - Capítulo 47: Atitude e surpresa 1

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