"Giovana"
Eu me virei e olhei para o Rui, mas não tive coragem de olhar para onde o Anderszon estava. Eu queria sair dali correndo, não queria chorar na frente da faculdade inteira, mas o meu amigo segurou o meu braço com um aperto forte, não para machucar, mas claramente para me impedir de correr.
- Me solta, Rui! - Eu sibilei com os dentes trincados de raiva, tentando desvencilhar meu braço, mas ele apertou com mais força, me obrigando a olhar.
- Espera, Gi. É o Anderson! Olha para o rosto dele. Olha direito. - A insistência do Rui ra quase como se ele me desse uma ordem, a voz baixa e séria. EDntão ele sacodiu levemente o meu braço e eu me virei.
Eu olhei. O Anderson tinha acabado de virar a Maya para si. Eu percebi o segundo em que ele abriu os olhos e focou o rosto dela, o sorriso dele não apenas sumiu, ele se transformou em uma máscara de choque, raiva e náusea como eu nunca tinha visto antes. Ele a empurrou, saltando para trás como se tivesse tocado em um fio de alta tensão. Ela cambaleou para trás com um sorrisinho ordinário no rosto.
- Que porra é essa, Maya?! Você ficou louca? - O grito dele ecoou pelo pátio da faculdade atraindo olhares.
Ele estava furioso de um jeito raro e eu sabia disso porque ele nunca elevava a voz, ele nunca falava um palavrão. Quer dizer, ele tinha falado umas coisas comigo, mas o contexto foi outro, foi num momento íntimo nosso e foi sexy, porque não foi para ofender, diferente de agora.
- Ué, Anderson... você parecia estar gostando. - A Maya fez questão ser ouvida por todos ao redor, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha com aquela calma irritante. - Você até sorriu. Quase me beijou. Acho que você gostou de meu perfume novo, não foi?
O Anderson estava pálido, a respiração ofegante, seus olhos brilhavam com uma fúria assassina. Ele olhou para a Maya enojado, depois olhou ao redor desesperado. Quando seus olhos encontraram os meus, à distância, eu vi o mundo dele desabar. Eu o vi entrar em desespero.
- Gi, ela está usando o seu perfume, lembra?! - O Rui falou baixinho comigo.
Eu me virei para ele devagar, me lembrando que havia sentido isso no dia anterior.
- Ah, aquela vaca! Ela acha que o meu relacionamento com o meu Gracinha se resume a um perfume? Ah, mas ela mne paga! - Eu estava enxergando tudo vermelho na minha frente e se não fosse pelo Rui agarrado ao meu braço como uma corrente me mantendo no lugar, eu já teria ido para cima da Maya e ela estaria saindo dali de ambulância!
- Gi, lembra do que o Flávio falou com a gente, estratégia, vencer o oponente com inteligência e não com força bruta. - O Rui me lembrou e ele me fez parar para pensar.
Eu me lembrei da conversa que tive pelo telefone com a Manuela, esposa do Flávio, o Flávio havia contado sobre a mulher que tirou a roupa na frente dela e eu perguntei para a Manu como ela conseguiu não matar a fulana. E foi com a história da Manu fervilhando em minha mente que eu decidi ser como ela e não dar a inimiga o gostinho de me ver brigando com o meu namorado, porque eu não facilitaria a vida daquela vaca da Maya.
- Me solta e vem comigo! - Eu falei com o Rui, que me olhou meio desconfiado, mas me seguiu.
Eu joguei o cabelo com graça para trás e caminhei como uma rainha em direção ao Anderson, que estava petrificado me observando. À medida que eu me aproximava, o Anderson deu um passo na minha direção, o rosto em uma mistura de agonia e súplica, mas eu ergui a mão, um gesto seco que o fez estancar no lugar. Eu não precisava que ele corresse até mim como um culpado implorando misericórdia, eu precisava que a faculdade inteira visse que eu não era uma garotinha idiota e fácil de manipular.
A Maya abriu um sorriso confiante, eu tenho certeza que na cabeça dela, ela tinha conseguido o que queria, que eu brigasse com o Anderson para que ela pudesse consola-lo.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...