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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu me virei e olhei para o Rui, mas não tive coragem de olhar para onde o Anderszon estava. Eu queria sair dali correndo, não queria chorar na frente da faculdade inteira, mas o meu amigo segurou o meu braço com um aperto forte, não para machucar, mas claramente para me impedir de correr.

- Me solta, Rui! - Eu sibilei com os dentes trincados de raiva, tentando desvencilhar meu braço, mas ele apertou com mais força, me obrigando a olhar.

- Espera, Gi. É o Anderson! Olha para o rosto dele. Olha direito. - A insistência do Rui ra quase como se ele me desse uma ordem, a voz baixa e séria. EDntão ele sacodiu levemente o meu braço e eu me virei.

Eu olhei. O Anderson tinha acabado de virar a Maya para si. Eu percebi o segundo em que ele abriu os olhos e focou o rosto dela, o sorriso dele não apenas sumiu, ele se transformou em uma máscara de choque, raiva e náusea como eu nunca tinha visto antes. Ele a empurrou, saltando para trás como se tivesse tocado em um fio de alta tensão. Ela cambaleou para trás com um sorrisinho ordinário no rosto.

- Que porra é essa, Maya?! Você ficou louca? - O grito dele ecoou pelo pátio da faculdade atraindo olhares.

Ele estava furioso de um jeito raro e eu sabia disso porque ele nunca elevava a voz, ele nunca falava um palavrão. Quer dizer, ele tinha falado umas coisas comigo, mas o contexto foi outro, foi num momento íntimo nosso e foi sexy, porque não foi para ofender, diferente de agora.

- Ué, Anderson... você parecia estar gostando. - A Maya fez questão ser ouvida por todos ao redor, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha com aquela calma irritante. - Você até sorriu. Quase me beijou. Acho que você gostou de meu perfume novo, não foi?

O Anderson estava pálido, a respiração ofegante, seus olhos brilhavam com uma fúria assassina. Ele olhou para a Maya enojado, depois olhou ao redor desesperado. Quando seus olhos encontraram os meus, à distância, eu vi o mundo dele desabar. Eu o vi entrar em desespero.

- Gi, ela está usando o seu perfume, lembra?! - O Rui falou baixinho comigo.

Eu me virei para ele devagar, me lembrando que havia sentido isso no dia anterior.

- Ah, aquela vaca! Ela acha que o meu relacionamento com o meu Gracinha se resume a um perfume? Ah, mas ela mne paga! - Eu estava enxergando tudo vermelho na minha frente e se não fosse pelo Rui agarrado ao meu braço como uma corrente me mantendo no lugar, eu já teria ido para cima da Maya e ela estaria saindo dali de ambulância!

- Gi, lembra do que o Flávio falou com a gente, estratégia, vencer o oponente com inteligência e não com força bruta. - O Rui me lembrou e ele me fez parar para pensar.

Eu me lembrei da conversa que tive pelo telefone com a Manuela, esposa do Flávio, o Flávio havia contado sobre a mulher que tirou a roupa na frente dela e eu perguntei para a Manu como ela conseguiu não matar a fulana. E foi com a história da Manu fervilhando em minha mente que eu decidi ser como ela e não dar a inimiga o gostinho de me ver brigando com o meu namorado, porque eu não facilitaria a vida daquela vaca da Maya.

- Me solta e vem comigo! - Eu falei com o Rui, que me olhou meio desconfiado, mas me seguiu.

Eu joguei o cabelo com graça para trás e caminhei como uma rainha em direção ao Anderson, que estava petrificado me observando. À medida que eu me aproximava, o Anderson deu um passo na minha direção, o rosto em uma mistura de agonia e súplica, mas eu ergui a mão, um gesto seco que o fez estancar no lugar. Eu não precisava que ele corresse até mim como um culpado implorando misericórdia, eu precisava que a faculdade inteira visse que eu não era uma garotinha idiota e fácil de manipular.

A Maya abriu um sorriso confiante, eu tenho certeza que na cabeça dela, ela tinha conseguido o que queria, que eu brigasse com o Anderson para que ela pudesse consola-lo.

- Ai, Giovana, como você é infantil... - A Maya soltou um risinho de deboche. - Mas também, o que esperar de uma menininha que ainda é virgem? O que você acha, que o Anderson vai aguentar isso por muito mais tempo? Isso não é uma questão de caráter, é uma questão de necessidade.

Naquele momento eu tremi de ódio e quase voei nos cabelos dela. Ela tinha acabado de expor a minha vida íntima na frente da faculdade inteira.

- É melhor ser infantil do que ser uma vadia que corre atrás de todos os caras comprometidos da faculdade! - Eu rosnei para ela. - Você pode tentar o que quiser, Maya, pode ficar nua na frente do Anderson, mas ele não vai me trair, porque eu sei quem ele é e ele não trai, ele não dissimula e ele nunca ficaria com uma piranha como você por "necessidade". Agora recolhe os cacos da sua dignidade e nos deixe em paz, poeque quanto mais você tenta se meter entre nós, mais unidos nós ficamos.

Eu dei as costas para a Maya, sob gritos de apoio e alguns aplausos dos espectadores. Eu me virei para o Anderson e sorri. Ele estava olhando para mim como se visse algo inexplicável. Ele não sorria, mas a sua expressão era de quem estava impressionado.

- Meu lindo, vamos? - Eu chamei e ofereci a mão para ele.

Mas ao invés de pegar a minha mão ele me abraçou pela cintura e me beijou, um beijo daqueles que eram premissa dos nossos amassos, um beijo que deixava muito claro para mim, para a Maya e para todos que estavam assistindo, onde estava o coração dele.

- Te amo, Ferinha! Só existe você para mim. - Ele sussurrou com a testa encostada na minha.

Mas a Maya ainda não estava satisfeita, ela queria o confronto final. Ela me puxou pelo braço, me afastando bruscamente do Anderson e me fazendo virar para ela. Ah, mas eu ia mandar aquela vaca pastar!

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