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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

O Anderson queria um ritual especial no fim de semana, eu respeitaria isso. Mas ele disse que ia me mostrar um truque novo, e eu senti que o "freio" que eu tanto segurei realmente tinha se soltado, porque a atitude dele mudou de algo contido, pensado e calculado, para algo mais instintivo e confiante.

Ele tinha tirado a minha blusa e estava me devorando com os olhos, as mãos mapeando a minha nova pele com uma detrerminação que eu nunca tinha visto, mas sem pressa nenhuma. Mas, no momento em que ele passou as mãos para as minhas costas e tocou o fecho do meu sutiã, o toque do meu celular em cima da mesa de cabeceira cortou o clima como um penetra indesejado para a festa.

- Ignora... - Ele murmurou contra o meu pescoço. Era a primeira vez que ele me dizia para ignorar o celular, isso só me dizia que ele realmente tinha se soltado.

Eu queria ignorar, mas eu conhecia aquele toque, o toque que eu usava só para a família. Podia não ser nada, mas podia ser tudo. Eu olhei para a tela. Era o meu pai. E se o meu pai ligava ligava àquela hora, ou era algo sobre os gêmeos ou ele só queria checar se a "filhinha" estava em segurança. Se eu não atendesse ele ligaria para o Anderson e se nenhum de nós atendesse, ele viria ao apartamento.

- É o meu pai, Gracinha. Se eu não atender, ele liga pra você.

- E se nenhum de nós atender ele derruba aquela porta acompanhado do Flávio, do Rubens e do Bóris. - O Anderson riu. - Atende, Ferinha.

Ele soltou um suspiro pesado e me deu um selinho demorado.

- Eu vou aproveitar esse "balde de água fria" do seu pai para tomar um banho... frio. Esse seu perfume novo está me deixando a beira de perder o juízo, Gi. É melhor eu esfriar a cabeça antes que eu perca o controle de vez e esqueça do fim de semana.

Ele deu um último beijo no meu pescoço e se levantou, tirando a camisa e jogando sobre a poltrona com uma naturalidade totalmente nova. E ele ainda deu uma olhadinha para trás e piscou para mim, antes de desaparecer no banheiro. Meu coração disparou!

Eu atendi o telefone, mantendo a voz mais estável que podia para o meu pai, mas os meus olhos não saíram da porta entreaberta.

- Oi, pai! - Eu ouvi a voz animada do meu pai. - Não o Anderson está aqui.

Eu ouvi o som do chuveiro ligando e, enquanto o meu pai contava sobre alguma novidade dos meus irmãozinhos, de repente, uma memória me atingiu. O dia em que eu assisti o Anderson tomando banho, a cena dele se masturbando sob a água enquanto eu assistia, o choque dele quando eu tirei o vestido antes de sair do banheiro... Naquela época, eu era uma garota brincando com fogo. Hoje, eu era o próprio incêndio e eu ia mostrar isso para o meu namorado.

Eu desliguei o telefone o mais rápido que pude, sem precisar dar desculpas, porque o meu pai era inteligente o suficiente e não precisava que eu mentisse para ele. Eu sorri para o espelho quando me levantei da cama. A Manu tinha me explicado tudo direitinho e me mandado aqueles vídeos, como ela disse, aquilo valia ouro e eu não ia guardar as orientações dela na gaveta.

Eu deixei a saia cair no chão e tirei a lingerie, caminhei descalça. Abri a porta do banheiro. O vapor preenchia o ambiente, misturando o cheiro do sabonete dele com o rastro do meu novo cheiro.

O Anderson estava de costas, os braços apoiados na parede do box, deixando a água cair sobre a nuca. Eu entrei no box silenciosamente. Quando minhas mãos espalmaram as costas largas dele, ele deu um salto, virando-se bruscamente.

- Gi? O que... você não ia falar com o seu pai? - Ele estava entre surpreso e não saber o que fazer, exatamente como da outra vez.

- Já falei. - Eu respondi, me aproximando até que a água batesse nos meus ombros também.

Foi então que ele se deu conta que eu estava completamente nua. Eu vi os seus olhos escurecerem e o movimento da sua garganta engolindo em seco. Era a primeira vez que ele me via sem nenhuma peça de roupa.

- Gi, nós combinamos que no fim de semana...

- É, nós combinamos. - Eu suspirei e passei as mãos pelo abdomen dele, tão lindo, era difícil não tocá-lo. - Mas eu me lembrei de um certo dia, Gracinha. De uma vez que eu te vi exatamente debaixo do chuveiro e eu prometi que só ia olhar.

Eu me ajoelhei diante dele, ignorando o choque óbvio em seu rosto.

CASAL 2 - Capítulo 55: Virando o jogo 1

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