"Giovana"
Depois da pequena lição que eu dei no meu namorado, eu estava exalando confiança, mas eu também estava ansiosa pelo fim de semana, porque agora eu tinha certeza de que seria muito melhor do que todos os amassos até agora. Mas para não ficar louca pensando no que o Anderson estava preparando, eu ia focar no pedido de casamento da minha mãe.
- Filhota, eu já pensei em tudo, mas preciso da sua ajuda com os detalhes. - O Boris falou animado ao meu lado. - Um jantar de domingo. Toda a família reunida. Eu levanto, bato o garfo na taça de cristal, faço um discurso sobre como a Raíssa salvou minha vida e entrego o anel dentro da taça de champanhe. O que acha?
Eu respirei fundo, fechando os olhos por um segundo e tentando não rir.
- Eu acho que, se você fizer isso, minha mãe vai te dar um sorriso educado, colocar as suas malas na rua e depois passar os próximos dez anos lembrando que você transformou o momento mais romântico da vida dela em uma convenção de condomínio, Bóris.
- Nossa, filhota! Pegou pesado agora. - Ele encostou o carro em frente a uma cafeteria e me encarou. - Depois disso eu preciso de um chocolate quente e um brownie.
- Ou seja, uma bomba de açúcar. - Eu ri e ele estreitou os olhos para mim e estalou a língua.
- Tirou o dia pra ficar de implicância com a única pessoa no mundo que te entende? - Ele perguntou se fazendo de ofendido e eu ri. - Vai, desce do carro, vamos sentar e conversar... Vamos planejar o meu pedido de casamento e você vai me contar sobre esse perfume novo e essa atitude cheia de marra.
- Ah, você notou? - Eu perguntei em tom debochado.
- Notei. E notei a cara do Anderson também, de quem foi pego de surpresa e ainda estava meio zonzo. Vai, me diz, eu vou querer saber o que você fez?
- Acho que não, mas eu vou te contar mesmo assim! - EDu dei uma risada. - Imagina isso escorregando da sua língua solta no evento do pedido de casamento? Meu pai vai precisar de ambulância!
- Minha nossa, pelo visto é muito pior do que uns amassos naquele sofá. Aliás, filhota, precisa trocar aquele sofá, edle já tem história demais. Talvez eu te dê um novo de presente. Anda, vamos!
Nós saímos do carro e entramos na cafeteria abraçados e rindo. A senhora que estava no balcão nos olhou de cara feia e eu já imaginava o motivo. Não era a primeira vez, as pessoas estavam sempre prontas para julgar.
- Então, querida, o que você quer? - O Bóris perguntou gentilmente.
Eu queria muito um café expresso e um mufin de laranja, mas eu resolvi brincar com a atendente.
- Eu quero um chocolate quente e um brownie de chocolate com calda quente, meu bem. - Eu respondi bem manhosa e o Bóris me encarou já sabendo que eu estava de sacanagem com a atendente.
- Para mim um expresso com um mufin de chocolate, por favor, senhora! - Ele fez o pedido e eu sabia que era pra mim.
- Ah, não! Eu quero o de laranja. - Eu protestei e ele riu e olhou meio sem jeito para a senhora.
- Desculpe, mas minha filha quer o de laranja, não o de chocolate. - Ele deu aquele sorriso cativante para a atendente que ficou vermelha, evidenciando o que estava pensando.
- Ah, sua filha?! Que linda! Você é um pai muito jovem. - Ela comentou sem graça.
- É... jovem para ser pai e velho para ser namorado... sei! - Eu resmunguei e a mulher ficou ainda mais vermelha.
- Gi, não seja indelicada. - O Bóris tentou ficar sério mas não conseguiu. - Desculpe, a senhora sabe como são os jovens...
Nós pegamos o pedido e nos sentamos na mesa do fundo.
- Gi, voltando ao que interessa, o que você aprontou com o coitado do Anderson hoje? Achei aquele garoto meio... desligado?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...