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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

Geralmente eu entrava no bar e sentia tudo se acalmar, esse lugar era como casa para mim e eu sabia de cor cada mínimo detalhe do seu funcionamento, era como observar um avião planando em piloto automático, tinha uma velocidade incrível e uma estabilidade que me deixava relaxado. Esse lugar era um templo do pop rock da elite da cidade. Um lugar elegante, serviço impecável e um palco que recebia as melhores bandas.

Como gerente, meu trabalho era garantir que tudo fosse impecável, mas hoje, minha atenção estava dividida. O Rafael, meu sogro e dono do lugar, confiava em mim, desde o momento em que ele me disse que eu assumiria a gerência desse lugar eu fiz de tudo para honrar a confiança dele, mas esta noite, eu duvidava que até mesmo ele estivesse preparado para o primeiro dia da Giovana e da Bianca juntas no salão. Aquelas duas juntas eram como dinamite, sempre explodiam alguma confusão.

Eu estava atrás do balcão, simplesmente porque não consegui ficar observando do escritório e pensando quando a minha namorada e a minha irmã explodiriam o lugar. O Rui estava encostado na lateral, com uma cara de quem ia participar de um funeral, não de uma noite de rock.

- Cara, eu estou preocupado. - O Rui comentou, a voz baixa.

- E você acha que eu não estou? Desde que chegamos a Gi se trancou no vestiário com todas as garçonetes. Isso não vai prestar. - Eu respirei fundo, ajustando meu relógio.

O serviço tinha acabado de começar, as pessoas estavam entrando e só os rapazes estavam atendendo as mesas. O que quer que a Ferinha estivesse aprontando, era melhor ser rápida, eu precisava de todos no salão. E eu já estava pronto para ir bater à porta do vestiário, quando senti um toque no meu ombro e me virei, dando de cara com o Rafael, a Hana e a Rúbia. Se eles estavam aqui significava que o Rafael estava tão preocupado quanto eu.

- Que bom que você veio, porque eu não sei se dou conta sozinho da Gi. - Eu respirei aliviado e ele riu.

- Anderson, eu só vim porque fiquei curioso com o pedido da Gi para fazer uma "ação de marketing" no bar e eu sei que tem dedo da Bianca nisso também. Eu vou me sentar numa mesa com a minha doida e assistir de camarote você tentando evitar que elas coloquem a casa à baixo! - O Rafael me respondeu, fez uma pequena pausa e depois se aproximou de mim falando mais baixo. - Mas enquanto eu estiver por aqui, fica longe do escritório, minha doida e eu queremos relembrar os velhos tempos.

- Ah, meu Deus! Pode apostar que depois daquele dia em que eu flagrei vocês, eu aprendi, nunca mais eu piso naquele escritório quando você estiver aqui. - Eu declarei. Eu ainda tentava esquecer a cena do Rafael e a Hana se agarrando contra o vidro da janela do escritório.

- Não se faça de puritano, Gracinha. Vai dizer que nunca deu uns amassos na Gi no sofá daquele escritório? - A Hana me desafiou e eu dei um meio sorriso.

- Hana, depois do que eu vi lá, eu não conseguiria. - Eu ri com o falso ar de choque dela. - O meu lance com a Gi é no depósito de bebidas.

- Eu não precisava saber disso. - O Rafael respirou fundo. - Acho que vou mandar derrubar as paredes e colocar uma parede de vidro e iluminação, vai ficar um visual interessante e espantar os ratinhos atrevidos.

- Ah, chefe, é a Ferinha... talvez ela até goste da adrenalina de se esconder entre as garrafas. - Eu brinquei, só para vê-lo escandalizado.

Mas enquanto eu ria do Rafael, eu percebi o Rubens movimentando a equipe de segurança pelo bar em uma formação diferente.

- Você mandou reforçar a segurança aqui dentro? - Eu perguntei e o Rafael fez que não. - Rubens! - Eu chamei e ele veio em minha direção. - Algum motivo especial para estar colocando mais gente aqui dentro?

- Foi a lorão quem sugeriu, Gracinha, e se ela sugeriu é porque ela tem idéia do que a Ferinha vai fazer. Eu acho melhor fazer o que ela disse e me prevenir.

Eu não tive nem tempo de responder. A banda subiu ao palco para começar o show da noite. Um riff pesado de "Do I Wanna Know?" do Arctic Monkeys. E, como se tivessem ensaiado a entrada com a música, elas surgiram do vestiário.

O bar inteiro pareceu prender a respiração.

A Gi e a Bianca vinham na frente puxando duas filas. Eram oito garotas no total, quatro de cada lado e elas não estavam usando o uniforme padrão de garçonete. Elas vestiam versões customizadas: coletes de alfaiataria pretos abertos sobre tops de renda, shorts de couro de cintura alta e botas de cano curto. Mas o toque final era o atrevimento. Elas não carregavam as bandejas, elas as ostentavam.

CASAL 2 - Capítulo 59: As donas do jogo 1

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