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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

Na segunda metade do expediente, os clientes pareciam não pensar em ir embora. Mas eu já estava ansioso para a noite acabar, porque estava muito difícil manter a postura profissional com a Giovana esbanjando charme pelo salão. Numa das vezes em que ela voltou ao balcão com a bandeja vazia, ela parou bem pertinho de mim.

- E aí, gerente? - Ela sussurrou, a boca colada ao meu ouvido. - O que acha das suas novas garçonetes? Eu mereço um bônus por ser pró-ativa e vestir a camisa da empresa?

Eu apertei a cintura dela, sentindo o couro do short sob os meus dedos, e olhei fixamente naqueles olhos castanhos que agora brilhavam com uma vitória absoluta.

- Você merece ser presa por perturbação do sossego, Giovana! - Eu respondi, minha voz saindo mais grave do que eu pretendia. - Quer saber, eu vou te levar para o interrogatório. Agora.

- No depósito? - Ela provocou, mordendo o lábio.

- No depósito. E eu vou ser bem mau. - Eu prometi e vi o sorriso dela acompanhar o brilho malicioso no olhar.

Eu não ia esperar até o fim do expediente. Eu puxei a Gi pela mão e a guiei direto para o corredor escuro que eu conhecia tão bem. Quem daria o show agora seria eu!

O cheiro e a poeira do depósito de bebidas nunca pareceu tão afrodisíaco. Eu tinha a Gi prensada contra uma pilha de caixas de uísque importado, minhas mãos firmes na sua cintura de couro, enquanto o som abafado do rock lá fora servia de trilha sonora para a nossa própria explosão.

- Você... é... louca! - Eu proclamei entre beijos.

- Eu sou eficiente, Gracinha. - Ela sussurrou, as mãos puxando o meu cabelo com uma urgência que me fazia perder o chão. - Admite. Você adorou me ver dançando naquele balcão.

- Você é impossível, Giovana! Se prepara, porque o seu próximo showzinho vai ser só pra mim.

- Quer que eu dance só pra você, Gracinha? - Ela ergueu uma sobrancelha e pelo tom tinha gostado da ideia mais do que eu poderia imaginar.

Eu a puxei para mais perto, sentindo o calor da pele dela através da pouca roupa. O perfume parecia já estar impregnado em mim, na minha roupa, na minha alma. Sem pensar muito eu levantei o top dela, expondo a sua pele para mim e abri o botão e o zíper do short, que caiu aos seus pés.

Ela estava totalmente entregue enquanto eu beijava a sua pele e apertava o seu corpo contra o meu. Enquanto a minha boca viajava da boca dela até os seios perfeitos para sentir os mamilos rígidos em minha língua, as minhas mãos desceram pela sua cintura até encontrar o tecido delicado da calcinha, percorrendo todo o tecido, sem tirar a peça do lugar, apenas sentindo o calor e a umidade dela que passavam pela delicada peça na ponta dos meus dedos.

Ela deu um gemido baixinho e foi como um incentivo, eu afastei o tecido e senti a sua delicada pele ali, seu sexo quente e molhado quase me levou ao desatino. Eu aproveitei cada segundo daquela sensação deliciosa de sentí-la tão intimamente. Meus dedos escorregaram pelo seu sexo num movimento de vai e vem lento, os gemidos dela ficaram mais altos e eu acalei com a minha boca, enquanto sentia meus dedos escorregando pela sua umidade, até que ela estremeceu e o seu gemido abafado pelo meu beijo foi quase um grito.

Eu estava pronto para enrolar as pernas dela no meu quadril e me perder no seu corpo. Meu membro chegava a doer de necessidade. Eu queria esquecer tudo. Mas a responsabilidade e o medo de perder o controle e antecipar o que prometi ser especial no fim de semana me fez parar antes que eu não conseguisse mais pensar.

Eu a abracei firme e a mantive contra o meu peito enquanto ela se recuperava do prazer que a minha provocação furtiva a proporcionou. Quando ela conseguiu se firmar nas próprias pernas outra vez, eu a beijei com carinho e coloquei cada peça de roupa no seu devido lugar. Saindo do depósito com ela antes que eu resolvesse testar a resistência da pilha de caixas de tequila também.

Quando eu a deixei em casa já passava das duas da manhã. O beijo de despedida no carro foi uma tortura.

- Me explica de novo porque você não vai ficar comigo hoje? - Ela perguntou na porta do apartamento dela.

- Porque se eu ficar, Gi, eu não vou resistir e vou estragar os nossos planos para o fim de semana. E eu preciso fazer isso do jeito certo, você merece.

A Maya travou o maxilar e ergueu os olhos. O rosto dela começou a ganhar um tom avermelhado.

- Como é, sua atrevida? Você não passa de uma caloura, nem sabe o básico de direito penal ainda. Eu usei a doutrina clássica do...

- Exatamente. Doutrina clássica. Pedir a absolvição do réu por falta de provas, Maya, sério? Que preguiçosa! - A Giovana a interrompeu e deixou a Maya visivelmente mais nervosa. - Mas, sabe Maya, uma boa tese precisa de mais do que doutrina clássica, precisa estar atualizada. Acho que você precisa estudar um pouquinho mais. Se apresentarmos isso, o juiz vai rir da nossa cara antes mesmo da réplica... e nós vamos tirar um zero bem redondo por estar fazendo o trabalho da defesa.

O Rui e eu nos olhamos. O silêncio na biblioteca era absoluto. E a Maya contou o silêncio com um risinho nervoso.

- Você nem deve saber como funciona um juri, caloura! - A Maya reclamou.

- Eu já reestruturei tudo. - A Giovana continuou, tirando um tablet da mochila com uma calam insultuosa. - Nós vamos trabalhar com a teoria do conjunto probatório, já que não temos uma "prova rainha", nós vamos explorar à exaustão as provas indiciárias e construir uma teia robusta. Quando a defesa se der conta, ela estará tão cercada que talvez queira até tentar uma confissão para reduzir a pena. Aqui a nossa estratégia de acusação. Mais alguma dúvida sobre quem vai ditar o ritmo, ou você quer continuar brincando de ser líder?

- Prova indiciária? Isso nunca vai funcionar!

- O que não vai funcionar é deixar um culpado sair pela porta da frente porque a promotora foi preguiçosa. - A Giovana sorriu, cruzando as pernas e me olhando de soslaio com um brilho de puro triunfo. - O Anderson vai fazer a sustentação oral da acusação e vai usar o meu roteiro. Porque, eu estudo e não sou preguiçosa. Alguma objeção, colega?

- Abate! - O Rui suspirou ao meu lado.

Eu tive que morder o lábio para não rir. A Maya estava branca, as mãos tremendo sobre o Código de Processo Penal. A Gi tinha sido devastadora da forma mais inteligente possível. Eu estava orgulhoso, a mulher que ela estava se tornando era de tirar o fôlego!

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