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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

A minha cama estava coberta por uma avalanche de roupas. Seriam só dois dias, mas dois dias importantes e desde que o Anderson me disse que me levaria a algum lugar para o fim de semana eu estava surtando tentando escolher o que colocar na mala. Eu já tinha montado e desmontado aquela mala três vezes e não tinha certeza de nada. O vestido novo? Sim, afinal nós teríamos um jantar. O biquíni para a hidromassagem? Com certeza. Um par de jeans? Talvez. Uma saia curta? Ou shorts seriam melhores? Mas de tudo o que estava sobre a minha cama, o meu olhar sempre voltava para a caixa que havia ficado meses guardada no fundo do closet.

Era o presente de aniversário que a Melissa me deu. Eu me lembrava das palavras dela como se fosse hoje: "Você pode não entender agora, mas é um presente para o dia em que estiver segura do que quer. Você vai saber quando o dia chegar. Abre depois, quando estiver sozinha."

Eu me lembro também da minha reação ao abrir a caixa sozinha no meu quarto, eu tinha ficado impactada. Na época, tinha muita coisa acontecendo e eu guardei a caixa, achando que aquele "quando" pertenceria a um futuro muito distante. Mas o futuro tinha chegado e ele era tudo o que eu queria, mesmo me deixando nervosa ainda. Com as mãos levemente trêmulas eu abri a caixa.

O conjunto de renda francesa em tom vinho profundo era uma obra de arte. Não era apenas sexy, era elegante, imponente, feito para uma mulher que sabe o poder que tem. Não era a lingerie de uma garota tímida que está descobrindo o que quer, era a lingerie de uma mulher que sempre soube onde iria.

- É, Mel... você sabe das coisas... e o dia finalmente chegou, estou segura disso. - Eu sussurrei para o quarto vazio, acomodando a peça entre as dobras de seda da minha camisola, como se fosse um segredo de Estado.

No fim eu acabei levando o tipo de coisa que eu sabia que o meu gracinha gostava. eu nao estava esperando passar muito tempo em público mesmo e o Anderson que lutasse para se livrar de mim no chuveiro.

Quando o Anderson chegou para me buscar eu já estava na sala, usando um jeans azul de corte reto e uma regata preta justíssima e que deixava uma faixa de pele na minha cintura aparecendo, com a mochila pronta e a máquina fotográfica na mão. Eu não queria saber de celular ou nada que me roubasse o tempo que eu tinha com o meu Gracinha. Eu pensei em surpreendê-lo com uma foto, mas foi ele quem me surpreendeu com um buquê de rosas vermelhas quando eu abri a porta.

- Bom dia, minha Ferinha! - A voz dele era baixa e suave, quase preguiçosa e o sorriso no rosto era daqueles que me dava vontade de pular no pescoço dele e beijá-lo para sempre. - Você está linda!

Ele entrou, fechou a porta e me pegou pela cintura, me dando um daqueles novos beijos que me deixavam sem fôlego. Quando ele me soltou eu estava ofegante.

- Para que o nosso fim de semana comece perfeito. - Ele falou ao me entregar as flores.

- São lindas! Vou colocá-las na água, traz o vaso para mim, por favor. - Eu pedi e a caminho da cozinha eu tirei o cartão do buquê.

"Para comemorar a nossa primeira vez de uma vida inteira. Que seja tudo o que você merece e mais do que você deseja. Eu te amo desde o princípio e te amarei para sempre!" Era isso o que estava escrito com a caligrafia dele e me emocionou tanto que meus olhos lacrimejaram. Eu parei e me virei para ele.

- Eu tenho certeza que vai ser perfeito porque será com você. Eu também te amo desde sempre e para sempre! - Eu respondi enlaçando o pescoço dele com a mão livre e oferecendo a minha boca para mais um beijo.

Depois de arrumar as flores no vaso, o Anderson pegou a minha mochila e nós finalmente enbarcamos na nossa viagem. Ele tinha me dito que me levaria para as montanhas. Eu não sabia exatamente o que esperar, mas eu não me importava.

O trajeto foi preenchido por uma trilha sonora nova que ele chamou de "as melhores baladas românticas de todos os tempos" e uma tensão elétrica que parecia carregar o ar dentro do carro. Ele tinha pensado em detalhes como a música que ouviríamos e eu não conseguia decidir o que colocar na mala. Aquilo me fez amá-lo ainda mais.

Nossa conversa era leve e despretensiosa, sobre o bar, a faculdade, e o fim do semestre que se aproximava. A cada vez que ele trocava a marcha e a sua mão roçava na minha coxa, a minha pele se arrepiava e eu sentia um frio na barriga. Mas a medida que nos aproximávamos do destino eu fui perdendo a capacidade de falar. Algo em mim estava se agitando e eu estava ficando nervosa, mas não era o tipo nervoso de arrependimento, mas um nervoso de ansiedade. Minhas mãos estavam suando e eu sentia como se o meu corpo inteiro estivesse ficando mais sensível com a eletricidade que crispava entre nós dois no espaço confinado do carro.

Nós chegamos ao hotel por volta das onze da manhã e eu fiquei impressionada com o lugar, meu Gracinha não estava exagerando quando disse que me levaria para um lugar especial. Ali era lindo! Uma construção imponente no alto da montanha, cravado no meio da natureza, onde parecia que o resto do mundo não poderia chegar.

CASAL 2 - Capítulo 63: Só nós dois... sem cobranças 1

CASAL 2 - Capítulo 63: Só nós dois... sem cobranças 2

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