"Anderson"
Eu estava no saguão do hotel, recostado em uma das poltronas de couro, mas meus olhos não saíam da porta do SPA. Eu já tinha tomado um banho demorado, estava usando uma camisa azul claro com as mangas dobradas e calça marinho, no pulso o relógio que a Giovana me deu no meu último aniversária. Mentalmente eu repassava tudo o que tinha planejado, eu não queria nada desse errado, tinha conferido o chalé três vezes para garantir que as flores e o champanhe estivessem no lugar. Mas nada disso parecia suficiente para a expectativa que me corroía. Eu amava a Giovana de uma maneira que me roubava o ar e poder dar esse passo com ela era muito importante.
Eu estava consultando o relógio no momento em que a porta de vidro fosco do SPA se abriu e ela saiu abrindo um sorriso ao me ver. O tempo parou. O meu coração pareceu pular uma batida. Meu corpo esqueceu como respirar. Ela era a mulher mais linda que eu já tinha visto.
A Giovana caminhou em minha direção com uma confiança que fez o saguão inteiro daquele hotel de luxo parecer uma tela em branco. Ela simplesmente tomou conta do lugar. O vestido vinho plissado flutuava ao redor das pernas dela a cada passo do scarpin batendo no piso de mármore com uma cadência perfeita, e a cor profunda realçava o tom da sua pele de um jeito que me deixou sem ar. O cabelo solto, a maquiagem leve... ela parecia uma pintura, mas com uma energia que nenhuma tela conseguiria capturar. Havia uma confiança admirável nela, caminhando de queixo erguido e sorriso no rosto, ignorando completamente as cabeças que se viravam para olhar para ela.
Eu me levantei automaticamente e fui ao encontro dela, como se fosse atraído por uma força magnética. O impacto visual foi tão forte que eu esqueci como se pronunciava as palavras por um segundo. E então eu senti o perfume dela, aquele cheiro novo e ao mesmo tempo que parecia sempre ter pertencido a ela.
- Você está... - Eu comecei, mas a voz saiu rouca demais e eu precisei limpar a garganta. - Ferinha, eu achei que fosse impossível você ficar mais bonita do que hoje de manhã. Eu estava redondamente enganado.
- Gostou da cor, Gracinha? - Ela perguntou, inclinando a cabeça de leve, com um sorriso no rosto atrevido e doce ao mesmo tempo.
- Eu gostaria de você até se estivesse usando um uniforme de presidiária. - Eu confessei, pegando a mão dela e sentindo a maciez da pele relaxada pelo SPA. - Mas esse vinho... ele te deixa... sofistica e sexy.
- Essa é a intenção. - Ela se aproximando o suficiente para soprar as palavras no meu ouvido e me causar um arrepio que percorreu todo o meu corpo. - O SPA foi incrível, Amor. Obrigada por isso. Eu me sinto... pronta.
A palavra "pronta" ecoou entre nós como um trovão, estava carregada de significado e expectativa. Eu apertei a mão dela, meus dedos se entrelaçando nos seus e dei um beijo no seu rosto.
- Então vamos jantar? - Eu perguntei, tentando manter o controle. - Eu garanti a mesa mais reservada do restaurante, com velas e vista para o vale. Mas, se você preferir, podemos pedir algo no chalé e...
- Não. - Ela me interrompeu com um brilho decidido no olhar. - Eu quero o jantar. Quero o vinho, as velas e cada segundo dessa noite, Anderson. Quero o pacote completo, tudo o que você preparou pra mim. Nós não temos pressa, não é?
- Não... - Eu balancei a cabeça com um sorriso que expressava toda a felicidade que já não cabia só dentro de mim. - Nós não temos pressa. Vamos ao jantar.
Eu ofereci a ela o meu braço e nós caminhamos em direção ao restaurante. Algumas pessoas ainda se viravam para adnirar a beleza radiante da Giovana e o seu andar confiante. Eu estava orgulhoso ao seu lado. Aquelas pessoas viam um casal apaixonado, jovem e vibrante, mas elas não tinham ideia da profundidade do que estávamos construindo ali. Nós passamos mais de dois anos construindo um vínculo como namorados, e estávamos construindo essa intimidade e confiança há meses para dar esse passo. Tudo muito pensado, com muito respeito e também com um amor que parecia ser uma promessa feita antes mesmo de sermos nós.
Durante o jantar, a conversa fluiu com uma intimidade que só meses de convivência e respeito poderiam criar. Nós rimos das trapalhadas do Rui e da Bianca, falamos sobre os planos para depois da faculdade, mas em cada frase e em cada gesto havia algo não dito, algo que só podíamos sentir. Eu via o modo como ela tocava a taça, o modo como me olhava por cima do cristal, e eu sabia que a "Ferinha" estava me dando o maior presente de todos: ela escolheu se abrir para mim por inteiro, física e emocionalmente.
Quando nós finalmente voltamos para o chalé, o frio da noite nas montanhas nos fez apertar o passo. Eu abri a porta e o calor da lareira que eu deixei acesa nos abraçou. As luzes estavam baixas e o isolamento do chalé era absoluto.
- Você... fez tudo isso para mim? - Ela perguntou olhando ao redor.
Ela se sentou no meu colo, uma perna de cada lado do meu corpo, como já havia feito tantas vezes ao longo do tempo que estávamos juntos. Mas agora era diferente, era tudo diferente.
- E eu quero um amasso de respeito! - Ela me instigou e eu ri.
- Sempre exigente a minha Ferinha! - Eu respondi, minhas mãos alcançando as coxas dela.
Ela se abaixou devagar e colou os nossos lábios. Eu capturei o seu lábio inferior entre os meus e o suguei. Ela tinha gosto de champanhe, morangos, chocolate e uma coisa só dela que era viciante. ha língua buscou passagem para a sua boca, que ela cedeu com gosto, respondendo ao meu beijo com entusiasmo. Suas mão estavam acariciando a minha nuca, um gesto que me deixava arrepiado. Ela se mexeu no meu colo e aquele atrito foi como gota d'água no deserto, queimou no meu corpo e eu agarrei a sua cintura a pusando mais pra baixo, mais pra perto, enquanto as nossas línguas duelavam sedentas.
Eu deixei a sua boca e fiz uma trilha de beijos pelo seu pescoço, enquanto dicava arrepiado com os dedos dela desfazendo os botões da minha camisa e tocando a minha pele. No momento em que ela abriu toda a minha camisa e passou os dedos levemente sob o cós da calça, eu experimentei uma excitação totalmente nova. Eu não tinha um roteiro sobre como beijá-la ou onde tocá-la e eu nem estava pensando mais, eu estava apenas deixando o meu corpo sentir.
O vestido dela tinha gola como camisa e botões dourados na frente até a faixa na cintura. Eu abri cada botão com cuidado e a cada um eu deixava um beijo na pele quente dela. Eu afastei o tecido e quase tive uma síncope com aquele sutiã. Era da mesma cor do vestido, frente única, numa renda delicadíssima que subia das taças e abraçava o pescoço dela. A renda descia um pouco abaido dos seios, que ficavam perfeitos naquele teciso quase tranbsparente, enfeitando a pele dela. Era uma peça para ser apreciada e não tirada de qualquer jeito.
- Nossa, Gi! - Eu engoli em seco diante dela. - Você vai me matar. - Eu sibilei e ouvi a sua risadinha atrevida.
Quando eu pensei que ela estava me dando um presente especialíssimo, eu não pensei no prazer que seria desembrulhar esse presente, mas agora eu estava me dando conta disso e, por mais que o meu corpo estivesse em chamas, eu a desembrulharia bem devagar, aproveitando cada detalhe, afinal, nós tínhamos muito tempo esta noite.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Pq está travado, não consigo ler os próximos capítulos, depois do 265 Que inclusive é a parte da giovana...
Por que o livro da Giovana e do Anderson está ficando em meio ao livro do Jose Miguel e da Eva. Ficou muito bagunçado isso...
Faltou apenas os três últimos capítulos completos, poderiam liberar ne?...
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...