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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

O estalar da lenha na lareira era o único som que competia com a minha respiração errática. Mas o calor que eu sentia não vinha daquele fogo crepitante na lareira, o calor que me aquecia emanava do Anderson e era como um incêndio que eu mesma tinha provocado.

Eu tinha passado os últimos minutos jogando as cartas que eu aprendi nos últimos tempos, com o que a Hana me ensinou na ligação que eu fiz para ela na tarde de sexta e com as dicas que a Manuela me deu quando eu liguei para ela para contar o resultado do meu "ataque no chuveiro". E as dicas da Manuela fizeram toda a diferença porque ela me falou da atitude, da lingerie, do olhar, da provocação que deixaria o meu Gracinha sem palavras.

E eu estava confiante, mas no momento em que ele me surpreendeu, com o rosto entre as minhas coxas, os meus truques para seduzí-lo pareciam ter caído no chão. Eu não era mais a garota com o caderninho que tinha todas as respostas. Eu era apenas uma garota de quase dezenove anos que estava prestes a descobrir que a prática está além do que toda a teoria pode explicar.

O Anderson me levou para a cama e, naquele chalé isolado do mundo, o ar parecia ter ficado mais denso. Eu sentia o peso de cada escolha que nos trouxe até aqui. E eu senti finalmente o que significava a minha escolha. Não era o ato em si que mais importava, mas sim o que ele representava e ele representava uma entrega real de todo o sentimento que eu tinha pelo meu namorado e a confiança de que ele valorizaria o que eu estava entregando a ele.

Ele me colocou na cama. Eu ainda estava com a calcinha, as meias e os sapatos. Eu tentava manter o queixo erguido, a pose de quem estava perfeitamente calma e tranquila, mas os meus dedos entregaram o nervosismo ao apertarem o tecido do edredom. O Anderson me observava como se admirasse uma obra de arte.

- Você está me olhando demais, Gracinha. - Eu o provoquei, mas a minha voz tremeu levemente, não tinha o meu atrevimento habitual. Era um sussurro, quase um pedido por algo que eu não sabia ainda o que era.

Ele se aproximou de mim, se abaixou bem perto dos meus lábios e tocou o meu rosto deixando um rastro quente enquanto as suas mãos deslizaram para baixo, pelos meus braços. Ele segurou as minhas mãos, fazendo os meus dedos soltarem o edredom para se enrolarem nas mãos dele e depois beijou cada uma. Havia uma calma e uma reverência em cada gesto dele que me emocionou.

- Eu estou tentando memorizar cada detalhe, Gi. Porque eu esperei por isso desde o nosso primeiro beijo... talvez até antes disso... acho que eu esperei por isso desde o dia em que eu entrei naquele apartamento para te proteger de si mesma e você me desafiou com as suas repostas atrevidas e o queixo erguido. - A voz dele tinha um tom que parecia vibrar no meu corpo, baixo, quente, sedutor.

Eu engoli em seco. A declaração dele era de entrega, de quem soube esperar pelo que queria. Com a calma que só ele tinha e cumprindo a promessa de que nós tínhamos muito tempo e iríamos devagar, ele soltou as minhas mãos e pegou os meus pés, tirando um sapato de cada vez e massageando, apertando pontos que estavam de repente sensíveis. Depois, com aquela lentidão de quem realmente está decorando algo, ele tirou uma meia de cada vez, seus dedos tocando a minha pele e seus lábios pousando leves beijos onde antes a meia me abraçava.

Mas foi quando as suas mãos tocaram a minha cintura, que eu realmente senti o fogo percorrer o meu corpo, como se um pavio tivesse sido aceso e queimasse rápido até algum ponto. Um estremecimento me percorreu e era aquele sentimento que eu conhecia bem de ansiedade e vontade que o toque dele me causava. O Anderson era muito mais do que eu esperava, ele era paciente, experiente o suficiente para me guiar, mas apaixonado o bastante para que eu me sentisse a única mulher no mundo para ele. Ele me fez sentir linda e sensual, mesmo na minha inexperiência. Ele me deu poder, um poder feminino que eu estava começando a descobrir.

- Anderson... - O meu sussurro saiu quebrado quando eu senti o hálito quente dele contra a pele da minha cintura.

- Eu sei... eu também sinto. - Ele sussurrou enquanto os seus dedos se prenderam nas laterais da calcinha e começaram a puxá-la para baixo, deixando beijos suaves pelo caminho, até tirá-la pelos meus pés.

E então eu senti o colchão afundar e abri os olhos, ele estava se deitando ao meu lado, sua mão subindo pela lateral do meu corpo e ancorando a minha cintura. Ele me beijou, devagar, sua língua explorando a minha boca e os seus lábios prendendo os meus.

- Ferinha... - Ele sussurrou no meu pescoço. - Se doer... se você quiser que eu pare, basta um sinal. - O aviso dele era de cuidado extremo, ele me lembrava que eu decidia tudo. - Eu sou seu, Ferinha. Em todos os sentidos. Para toda a vida.

Então ele se virou, o seu corpo cobrindo o meu. O seu corpo grande e musculoso parecia me proteger, me aquecer, me manter segura ali nos seus braços. Cada beijo dele parecia uma promessa silenciosa.

- Respira pra mim, Gi. - Ele murmurou contra a minha pele.

Eu tentei, mas meus pulmões pareciam ter esquecido a razão da sua existência. O ritmo do Anderson era constante, experiente, e aquela fricção entre nós, o contraste da sua dureza contra a minha maciez me deixava em um estado de transe. Eu sentia uma pressão subindo, uma tensão doce que se acumulava no meu baixo ventre, como uma corda sendo esticada até o limite. A cada investida, aquela corda dentro de mim esticava mais.

Eu não sabia o que estava procurando até que comecei a encontrar. O prazer não era uma linha reta, era um emaranhado de sensações. Meus sentidos se tornaram hiperaguçados: o cheiro do perfume dele misturado ao nosso suor, o peso do corpo dele me ancorando na realidade.

- Anderson, eu... eu não sei o que está acontecendo. - Eu gemi, sentindo meu corpo começar a tremer descontroladamente e algo dentro de mim parecer que iria explodir.

- Só se deixa ir, Ferinha. Eu te seguro. - Ele murmurou docemente para mim.

E eu fui. Aquela corda arrebentou. Foi como se todas as luzes de um estádio de futebol tivessem acendido de uma vez dentro da minha cabeça, fortes e brilhantes, me cegando. Meu corpo arqueou, e o primeiro orgasmo de verdade da minha vida, aquele que você só sente quando se solta completemnete nos braços do outro, veio em ondas, uma atrás da outra, me deixando sem fôlego e sem chão, sem controle. Eu gritei o nome dele, as unhas cravadas nos seus ombros, sentindo-o se entregar logo em seguida, desabando sobre mim em um abraço que selava muito mais do que um ato físico. Eu nunca havia sentido nada tão maravilhoso e perfeito antes.

Ali, naquele silêncio que se seguiu, com o coração dele batendo contra o meu, eu entendi: não tinha teoria no mundo que pudesse me preparar para o prazer de ser adorada por quem eu amava. Aquela entrega não foi só minha, foi nossa, nós estávamos construindo algo que era muito mais poderoso do que as palavras poderiam atingir.

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